CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

SANTA MARIA, 2013.


skycitytelevision.com

SANTA MARIA, 2013.

É impossível entender humanamente as razões de determinados fatos tão violentos, alheios à iniciativa humana.

É impossível avaliar a extensão, o grau das coletivas dores humanas.

É impossível aplacar todas as consequências de um ato catastrófico.

É impossível dizer que não existe mistério mesmo quando tudo parece óbvio.

É impossível domar a ansiedade quando ela consegue se justificar mansamente.

Mas é possível acreditar de verdade na natureza fraterna, mesmo quando tudo vem conspirando para que não acreditemos nessa irmandade...

E é possível ser honesto com nossa inquietação, com nossas lágrimas, aquosas ou abstratas, expressas ou silenciosas, mudas, porque somos compaixivos, afinal; simplesmente humanos, quando o choro perde significado porque simplesmente está carregado dele...

Somos humanos... portanto, choramos... porque amar ainda é nosso dom supremo...


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

TRANSE ARTÍSTICO



TRANSE ARTÍSTICO. A melhor coisa da liberdade, é a liberdade; poder ser "tolo como uma criança" (observai o sentido aspático), tolo como uma criança... livre para falaescrever qualquer merda, anulando sentidos primários das coisas. Louco como os loucos erasmianos. Os papas da administração, até mesmo o papa dos papas, Drucker afirma coisas mais à Tom Peters, é preciso errar, se soltar (se soltar no sentido matar mesmo a tensão/status). Um status sério não quebra se quebram-se protocolos, a essência protocolar permanece, mas protocolos existem para serem quebrados, pois é o princípio evolutivo (PRINCIPALMENTE NA ARTE). O melhor da arte, então, se posso errar e me autorizo a poder, neste campo maravilhosamente punkprostituido, é o transe artístico. O melhor da arte é a arte que acontece "sem querer", espontaneamente... Claro, é difícil chegar neste ponto... Mas a Fortuna (sentido maquiavélico) pode sorrir e "pá", eis um nirvana artístico e uma obra eterna, mesmo que eterna em um pequeno mundo, pequena esfera particular... Toda grande obra artística tem um quê de "foi sem querer querendo...". Quando vejo um garoto ou garota, entre boa ou/e trêmula auto-estima, gritando com caras e bocas em esforço de gravar uma música, esforçando-se sobre uma cópia desenhística ou esboçando um texto artístico em que deposita fé artística, penso; "Que Deus lhes dê transe..."; um transe que os libere do peso do status financeiro ou social, praga que tem assolado todos os nichos produtivos e colocado o fim antes dos meios, o que é verdadeira desgraça para uma produção de fato à altura da soberana musa entre todas, a Arte como redenção e crítica suprema... Transe artístico nada tem a ver com maconha e cachaça, ou qualquer outra merda. Do contrário qualquer bêbado ou maconheiro e só, produziria, isso é tolice. Transe artístico é seco, árido, como onde sussurram os deuses... É um nirvana sem Nirvana, é um estar como Renato conhecia (e conhecia não por causa das merdas circunstanciais que usava, sem bebidas ou drogas Renato seria Renato)... Transe artístico é transa, primordial, essencial, por isso dizia Breton, o mal humorado, sensato mas louco por opção, Breton: "as palavras fazem amor".
Foto: TRANSE ARTÍSTICO. A melhor coisa da liberdade, é a liberdade; poder ser "tolo como uma criança" (observai o sentido aspático), tolo como uma criança... livre para falaescrever qualquer merda, anulando sentidos primários das coisas. Louco como os loucos erasmianos. Os papas da administração, até mesmo o papa dos papas, Drucker afirma coisas mais à Tom Peters, é preciso errar, se soltar (se soltar no sentido matar mesmo a tensão/status). Um status sério não quebra se quebram-se protocolos, a essência protocolar permanece, mas protocolos existem para serem quebrados, pois é o princípio evolutivo (PRINCIPALMENTE NA ARTE). O melhor da arte, então, se posso errar e me autorizo a poder, neste campo maravilhosamente punkprostituido, é o transe artístico. O melhor da arte é a arte que acontece "sem querer", espontaneamente... Claro, é difícil chegar neste ponto... Mas a Fortuna (sentido maquiavélico) pode sorrir e "pá", eis um nirvana artístico e uma obra eterna, mesmo que eterna em um pequeno mundo, pequena esfera particular... Toda grande obra artística tem um quê de "foi sem querer querendo...". Quando vejo um garoto ou garota, entre boa ou/e trêmula auto-estima, gritando com caras e bocas em esforço de gravar uma música, esforçando-se sobre uma cópia desenhística ou esboçando um texto artístico em que deposita fé artística, penso; "Que Deus lhes dê transe..."; um transe que os libere do peso do status financeiro ou social, praga que tem assolado todos os nichos produtivos e colocado o fim antes dos meios, o que é verdadeira desgraça para uma produção de fato à altura da soberana musa entre todas, a Arte como redenção e crítica suprema... Transe artístico nada tem a ver com maconha e cachaça, ou qualquer outra merda. Do contrário qualquer bêbado ou maconheiro e só, produziria, isso é tolice. Transe artístico é seco, árido, como onde sussurram os deuses... É um nirvana sem Nirvana, é um estar como Renato conhecia (e conhecia não por causa das merdas circunstanciais que usava, sem bebidas ou drogas Renato seria Renato)... Transe artístico é transa, primordial, essencial, por isso dizia Breton, o mal humorado, sensato mas louco por opção, Breton: "as palavras fazem amor".