CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A SOCIEDADE É A SOCIEDADE


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

opne.com.br
paulocarvalhosouza.blogspot.com

A SOCIEDADE É A SOCIEDADE. A sociedade... é a sociedade. (ali no final é um ponto, o ponto nos engana, não deveria, pois não existe final absoluto de coisas, existem acordos, jamais finais. É preciso haver acordos para que a paz prevaleça). A sociedade é a sociedade. (ponto :o). Não estou "tirando" com quem concede o olhar ao que escrevo, jamais faria isso, qualquer ironia ou sarcasmo natural ao meu estilo é natural e eu não faria "fogo amigo"; aqueles que me dão atenção são as joias de meu ego artístico, aquele que todos tem, mesmo aqueles que o recusam. Ser artista não é concessão, somos obrigados a sê-lo, nem mesmo os loucos são desobrigados disso, nem mesmo as pessoas de mais simplório ser, pois de alguma forma é impossível a língua ser (e mesmo os loucos têm a sua) sem a arte, sem o distúrbio na lógica: "café" (4 letras, mil significados)... Mas há níveis artísticos, definidos pela unidade do conjunto complexo de escolhas, isso separa Renato Russo de seus pobres detratores; separa Caravaggio de mim; pois aí entramos na terrificante palavra "faculdade". Sim, palavra que hoje traz colada a si uma incômoda servidão, por conta da natural e anti-natural lei do ser social (vestir roupas não é mais convenção, é natureza). Faculdade é uma unidade de domínios; podemos ter várias, para fins livres ou determinados; a faculdade é determinante na arte: "Ai se eu te pego" é uma frase (no contexto atual) artística, do pop; nem todos tem faculdade para alcançar o significado profundamente raso aí contido :o), assim como nem todos tem faculdade para alcançar o significado superficialmente profundo em A NONA. A sociedade é a sociedade. (ponto). Para existirem tantas farmácias e remédios vendidos às escusas, para existirem tantos traficantes e suas bocas, para existirem tantos maus profissionais de psicologia (Opa!!!! Existem muitos bons psicólogos... Sim, e porque são tão caros e quase inalcançáveis?), é preciso haver um tipo de sociedade. A sociedade é a sociedade, e não há um só deus ou Deus capaz de mudar isso sem fazer o que fez em determinados momentos, afogando quase todo mundo. Deixou uma mudinha em um barco, e agora, a sociedade é novamente a sociedade... Será que isso tem a ver com o início do filme de Ridley Scott? Não sei... A sociedade... é a sociedade.

domingo, 5 de agosto de 2012

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR


REFERÊNCIA DA IMAGEM: sinaldetransito.com.br

Infelizmente não poderei ser fiel como gostaria, pois li há muitos anos e uma vez somente, o que vou reproduzir. E, tenho 99,9% de certeza que não encontraria a fonte, mesmo com todo esforço possível.


Cesar, o grande líder romano tinha dois excelentes generais, um teórico, administrativo, e um de campo. Ambos de grande poder, porém, poderes distintos. O primeiro, que chamarei Marco, porque é comum nome romano, tinha os poderes de gládio, de prélio, desenvolvera músculos perfeitos, harmônicos e técnicas de combate de campo altamente avançadas , com uma coleção de cicatrizes e uma maior de vitórias, quando estava em combates, ia à frente dos soldados para mostrar como deveria se combater. Ninguém duvidava que seria capaz de derrotar qualquer um em campo.


O segundo chamaremos Delarus, também um tanto comum em romano nome, mas outro incomum ser. Também tinham dotes físicos acima da média, em se tratando de desenhos musculares, com um detalhe, era muito bonito, esteticamente muito superior  a Marco; parecia ter saído de entre os anjos, pois além de belo tinha a doçura da poesia da natureza; sabia conversar de maneira magnifica e dominava inclusive instrumentos de arte e não somente espada, arco e flecha e outros instrumentos de combate. Era treinado em artes de guerra, mas não tanto quanto Marco; em combates físicos era também vitorioso, embora todos pudessem julgar que a Marco não derrotaria fisicamente.


Pois bem, ciúmes são comuns em cortes, mas os dois inteligentes generais tinham seus espaços e não havia discórdia ou desarmonia.


Então vem outro personagem; Idórea; a sobrinha de César. Daquelas mulheres cujos desenhos tiram a concentração de qualquer ser, mulher ou homem, que desconcertam qualquer ambiente, quebram qualquer ritmo... Mãos delicadas, braços finos; corpo feito para as roupas delgadas e perfeitas... Tinha um cheiro natural de 1% do leite mais suave da natureza... A notícia de sua virgindade era outro deleite e desconcerto... Todos no ambiente sabiam por notícias daquelas que a banhavam o quanto sua vagina era linda e harmônica a tudo que dela se esperava para o futuro conjugal... Seus pêlos, apesar de avançada nos vinte anos, pareciam fios de seda feitos fio a fio por algum anjo que também essenciara os líquidos de traição à inocência, que ela buscava reprimir para o momento adequado. Os seios eram sempre a força que detinha os exercícios de imaginação de todos que podiam se aproximar de foco suficiente. E então, eis que como até um tanto esperado, os dois generais pedem a César, quase a um tempo, a mão e tudo que relatamos da moça. Mesmo sendo um deles sobrinho do grande César, este não titubeia, pois a liderança que tem é a ele a jóia principal das terras de Remo e Rômulo e sentencia: "ARENA".


Na noite que antecederia o prélio de maior notícias em Roma, descansava Marco e viu certo movimento próximo de sua porta que foi entreabindo; "Deus! Querem me assassinar!", e parte de um salto felino para a defesa; assombra-se então... É "ela", que diz: "não tenho dúvidas de que será tu o vencedor e meu futuro esposo; e vim te dar provas daquilo que o espera... Marco gostaria de dizer "não", de mostrar tanta força moral quanto tem nos músculos, mas não consegue, quem conseguiria, o cheiro dela já o embriaga, ela já libera os seios que antes só mulheres haviam visto... perfeitos... E aos poucos todo o corpo delgado, mas preenchido e curvilínio vai se entregando... Conhecedor das mulheres e das regiões e cadências adequadas, demora-se para tocar nas macias e úmidas partes, atesta a virgindade e põe em jogo tudo o que sabe... A possui, o sangue vaginal, os líquidos o preenchem, a posse lhe preenche todo o espírito... Continuam; ela mostra que sente dores, mostra que sabe desse encontro de dores e prazeres e tudo cede... É quase dia e tomam-se ainda um ao outro... Ele pensaria que ela não era verdadeiramente virgem, se não tivesse visto e sentido tudo com perfeição...


Ruídos, ela o beija ardentemente e parte... A experiência toma seu espírito, nada mais pode preenchê-lo... E ouve: COMBATE!!! Vem o prélio, sua deusa está lá, ao lado de César, há violência, muita, usa seus dotes, e então percebe... está perdendo força, "Deus, o sono, o sono..." Mas, luta, é um general de lutas... Combate... O inimigo torna-se cada vez mais potente... Há sol, forte, torna-se desvantagem... Pelo brilho do sol a vê e vê o sorriso mudo, de despedida e compreende as mulheres, nos últimos segundos de sua vida... Levará para a eternidade dela a virgindade... Geme mudamente, é gemido de general morrendo; já leva o terceiro e fatal golpe... caí de frente para o sol e para ele sorri, pois já não mais o vê...


Leva uma noite de amor inagualável... Deixa para o oponente uma esposa quase perfeita, pois isso não existe... Ela o ama, e por amor as mulheres são capazes do que os homens mais inteligentes são incapazes de sequer imaginar... exceção aos césares; César dissera à sobrinha chorosa: "Há uma maneira... Você o ama muito?". Salvou o sobrinho e obteve uma aliada eterna; é César.

MEDALHA DE OURO


FONTE DA IMAGEM: seattletimes.nwsource.com/ABPub/zoo

Sempre existe, sempre existirá, a tensão de opiniões sobre "o último lugar, a medalha de bronze, são tão válidos quanto o primeiro lugar, a medalha de ouro", e tals, e tals.

E essa volta ao assunto, como a volta a qualquer outro assunto batido é válido, sempre será válido. A língua não é renovação inédita; é renovação também repetitiva.

E sobre o primeiro/último, gostei de um "lance" da China; ensinam isso em determinadas escolas, preparam os alunos para o último lugar e para o primeiro, para o segundo, terceiro, quarto lugar; isso tudo é circunstancial e tem valores independentes.

A história das medalhas de ouro é de glória; é como se fosse um filme real, carregado de exemplos, de incentivos morais. Elio Gaspari comentou sobre Gabby Douglas, aliás, e remeteu ao filme "Karatê Kid". A menina tem uma história/"filme", é determinada, sabia o que queria, foi atrás. Queria o que conquistou, e deve querer outras coisas que vai conquistar. É uma campeã....

Não penso que deve haver complexos valores sociais na cabeça dela; acho que há primordialmente o mesmo que havia na cabeça de Ayrton Senna; vitória, glória, e valores sociais saudáveis.
 
Claro, ninguém é perfeito, socialmente, principalmente. Sob determinados pontos de vista Senna era um burguês; gostava de mulheres... hmmmm... Xuxa, Galisteu... mulheres que achava bonitas :o), e de moral complexa (digamos); poderia se apaixonar e dar chances a várias dondocas sociais "perfeitas", mas optava por "mundanas" (sentido complexo, ok?).
 
Gabby Douglas é uma menina, mas seus olhos trazem o brilho da maturidade da vontade; da potência; terá que lidar com forças sociais potentes e complexas; espero que consiga ser feliz de verdade ao descobrir que a relação entre vitória pública (status) e essencial não são tão próximas (a maconha de Phelps que o diga)...
 
Ela é linda, e carrega uma aura sensacional, o brilho dos gloriosos que nascem para dar o exemplo que na literatura Homero e Shakespeare, principalmente, em seus tempos e também em outros, tentaram dar, o exemplo da luta férrea por objetivos que se insinuam grandemente para nós e que podem trazer os melhores resultados possíveis da vida. Ela é um exemplo grande, mas há milhares de pequenos parentescos disso... Lutar, seguir, prosseguir... todos...