CAMPO DOS GUAICURUS

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

MONOGRAFIAS; ARTIGOS; TCCS... Conceitos tortos.


REFERÊNCIA DA IMAGEM: pedagogiaaopedaletra.com

MONOGRAFIAS; ARTIGOS, TCCS. O que significa TCC? Sabe, é tão medonha a relação de alunos (e, sem pieguice, sem fazer politiquinha, afirmo com absoluta certeza: NÃO É CULPA DOS ALUNOS "em si") com isso tudo e "parentescos" que não compreendem às vezes nem o básico, o significado sentimental de TCC e que na verdade os textos são impossibilidades em relação à "monografia".

Não existe, em verdade a possibilidade de realizar "rigorosamente" uma monografia. É como fazer um corpo humano e antipazante às funções sulistas, tirar o ânus do projeto. As coisas tem relações complexas na língua e há um absoluto aberto, sempre, nessas coisas que precisam de intelectividade. Mas, sim, tem a porcaria do "tema", a abobrada real das bocas perfidiosas do ensino "você fugiu do tema" (vontade de responder, "você é que está fugindo da porra da tua responsabilidade, deixando no mínimo bastarda tua função, seu miserável").

De repente, nesse universo, parece que a língua se torna "cientológica", lá do mundo bobo e medonho do ótimo Cruise para filmes e péssimo para direção espiritual. Não, não mesmo, a língua é uma só, e as convenções e naturezas particulares são limitáveis...

Não concordo com a escravidão da língua, seja para a mais científica das tarefas. O básico da língua é dar luz às trevas, mas usá-las, usar a negritude (poesia) e, por exemplo, Jacobina Rabello “fala” em um livro “monográfico” sobre alienação fiduciária, com poesia; aliás o Direito traz muitos textos assim, monográficos, e com escuridão em maestria –poesia.

O alto conceituador antigo e de sempre, Aristóteles, sobre o mais alto domínio humano, a arte, sem frescuras menciona logo na abertura de um livro-manual que a arte é imitação. Ele não imaginaria que leitores não compreenderiam que não estava sendo raso em sua análise, que falava sobre influência e que não é preciso temer o termo “transferência de bens”.

O Renato Russo é para mim claramente o maior poeta músico do mundo. Leva porrada de poderosos da "MPB, Bossa Nova", apanha do Chico com várias joias estelares do "olhos violeta"... Mas sua linguagem determina seu reinado, consegue falar sem falar... PARA O “MUNDO”, como Raul, Tim Maia e outros gênios; consegue o máximo das palavras e várias de suas músicas, às vezes impenetráveis quando “movimentam-se” as ondas mais complexas, oferecem facilmente a ideia central.

"Índios", como exemplo central, de que fala "Índios"? "Descobrimento do Brasil", de que fala (?); (a dificuldade já começa na relação do título com o texto musical); e a primeira não estampa facilmente a miserabilidade imposta a nossos nativos, sendo "nós próprios"?, e a segunda não mostra a angústia e simplicidade da visão de amor do adolescente que está a saída da adolescência? (casamento à vista, em um Brasil real)... E que dizer da música mais perfeita já escrita, com "o tema" 'ironia crítica sobre condução política': "Perfeição"... que há nela (?), tanto, e não se foge da porcaria do tema... E olha, estamos falando de "Artigo", condensar com inteligência.

E Raul Seixas? Para mim (embora ame com supremacia meu eterno n. 1 Renato/Legião) o maior roqueiro até 2012 no Brasil... Rock das Aranhas:
Tema,    virilidade/sexualidade/homossexualidade feminina... QUE MERDA É ESSA? Tema, falar com a porra do humor de um treco, de maneira curta, “maestral” (sim, magistral também), genial, "TOCA UMA DO RAUL AÊ!", maconheiragens à parte, diz muito mais que um "estou bêbado ou brincando".

MONOGRAFIA: Falar de uma coisa principal, fazer-se entender nessa coisa principal (com tiques abnticantes, senão leva pau);

ARTIGO: mesma coisa, com coesão e coerência mais trabalhadas, e com mais economia de espaço (só isso mesmo, mais é bobagem, necessária, às vezes, mas bobagem),

TCC: trabalho (Mister Bean tem o dele no Youtube, Devil) de Conclusão de Curso. (O que é um trabalho? O que é de conclusão? O que é "de curso"?). Trabalho relacionado a uma escolha DOOOOOOOOOOO ALUNNNNNOOOOO... escrito com língua sem gírias, objetiva, organizada e revisada, e que cumpre uma função principal, mostrar que o Infeliz (sim, pois é nisso que é transformado sob a demoníaca metodologia científica e autoridade titular) é capaz de falar centralmente sobre um objeto de estudo relacionado ao curso que escolheu "por amor”, porque a vida é uma somente" e seguimos... monograficamente, seguimos...

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