CAMPO DOS GUAICURUS

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domingo, 22 de julho de 2012

A LEITURA DO MEU SILÊNCIO



REFERÊNCIA DA IMAGEM: sandrawaihrichtatit.blogspot.com

Quando fico em silêncio e te olho, estás em desvantagem, pois os ruídos não te salvarão de minha leitura.
 
E não tenho culpa se fui preparado para ler facilmente tua face, ler facilmente o que de trás de tua tão simplória oratória discorres, ou de trás de tua quase vã escrita tentas por.
 
 Não tenho culpa, fui forjado para isso. Quando fico em silêncio e te olho, procure uma quebra dessa situação, pois o silêncio poderá corroer todo o brilho que sustenta uma relação entre nós.
 
Creia, não existe nada mais perverso que meu silêncio pois ele poderá definir para sempre meu abandono de tuas idéias tão desprovidas de ventura e aventura; é meu silêncio solene o mais cruel dos seres em mim, pois ele é organizado, e nada é mais perverso que uma força organizada, sem ter o que fazer a não ser focar.
 
Creia, você gostaria muito de minha versão conversadora e tola, e não de meu silêncio tão adulto e tão maduro, pois te serve alegremente minha tolice, mas minha inteligência é a mais egoísta das independências, mais irônica e pervertida das leituras...
 
Creia, se você conhecer meu silêncio, não terá chance alguma de com ele prover a mínima que seja de tuas necessidades de provar algo para mim. Não deixe que meu silêncio te leia, pois poderá te transformar em uma página, ao passo que minha tolice falante faz de ti alguém importante.

3 comentários:

Anônimo disse...

naõ sei qual o segredos dos silêncios....mais sei que o silêncios são os segredos. Edna Revoredo

Dante Sempiterno - ( dantesempiterno@hotmail.com ) disse...

Amo saber que vens aqui, Edna. Você é especial em tua paixão por literatura, poesia, filosofia, vida. Gosto muito de você e do valor que dá ao que escrevo; me incentiva :o).

Lídia De Brito disse...

Lindo como sempre...