CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

sábado, 28 de julho de 2012

FRAGMENTOS DE MEMÓRIA. RASCUNHO DA BIOGRAFIA DE UM DESCONHECIDO. ROSEBUD; ROSEBUD...


REFERÊNCIA DA IMAGEM: benini.com

Somos anjos; somos demônios? Anjos representados pela nossa própria presença e atos conhecidos do público, ou demônios cujos pensamentos, se fossem postos em prática afastaria todos os moralistas de um só rodo? Acho que nossa mente tem um palco de belezas, de fantasias públicas, que caberiam bem sob os olhares comuns, de apresentação de construções que mostra o melhor de nós, nossas cores, perfumes e gostos. Mas há também um "palco de teatro" do qual costumamos nos desviar, recusar, que mostra fantasias que temos, que a sociedade não suportaria... De onde tiro tais raciocínios? Da minha própria mente? Também, apesar de que sou uma pessoa um tanto pobre de segredos, meus piores pensamentos e atos estão à deriva, sob olhos do público, ou eu não seria visto em um misto de amoral e imoral, reconhecendo de boa vontade a primeira avaliação. Mas esses raciocínios sobre o lado demoníaco das pessoas é um tanto mais enriquecido que uma construção a partir de uma leitura somente de minha pessoa. Tive uma convivência mista, muito rica, com pessoas de todas as origens e estados sociais, e a sorte de provocar abertura espiritual em muitas delas. E avalio livros como uma clara extensão da realidade, portanto, considerando Feyaraband (aquele que meteu um bicaço de pé na metodologia científica), todos os dados literários são válidos para mim como princípio de realidade. Eu tive muita sorte quanto a sexo, e em parte não tão sorte assim, pois foi resultado de busca, de empreendimento. Digo a um amigo meu, que pertence à iludida e estúpida classe de "comedores", que temos um poder, o da busca. Busque algo, encontrará. Teu objetivo é "comer mulheres?". Comer é foda, literalmente. Então você vai comer mulheres; claro, tem que ter ferramentas. Eu já comi mulheres, as como. As mulheres, jamais assumindo esse termo chulo, dentro do romantismo (há frias e boas e más exceções) gostam de ser comidas, isso, na verdade não as diminui, de forma alguma, e de certa forma, livrando-se do machismo tonto, podemos dizer que o sexo é em sua parte espírito/animal, um comer mútuo, é prazer, lembram? Então, mas sei que existe o fazer amor, isso É OUTRA COISA, mas implica em sexo também, em canibalismo; porém com revestimentos complexos, maravilhosamente doces. Bem, Souvenirs; os guardamos, eles carregam e nos dão poder, são coisas que carregam coisas. Há sérios, selos, por exemplo (há lenda de que o grande enxadrista Karpov teria aberto o próprio gato que lhe engoliu um selo raro e caro, para recuperá-lo - história provavelmente inverossímel, como o próprio André Cavallieri, maior enxadrista da história do MS, contou-me). Pois bem, lembrei da calcinha preta e pequena daquela mulher magra, pequena, que usava saltos finos e cujos passos lentos me provocava; aqueles passos, como se medidos com frios cálculos (a frieza me excita, o desprezo me excita, e acho que isso é algo nada raro nos homens), aquele desprezo dela por tudo que estava à volta, o jeito de se vestir com "naturalidade", calças que desenhavam as pernas magras, mas curvas, a bunda magra, mas desenhada, e o decote, que não era vulgo, mas generoso... sempre... E o batom cremoso e pintura preta nos olhos exagerada, quase à Cleópatra. Oh Deus! (perdoe-me, Senhor de trazê-lo a um momento assim, mas criaste-nos sensuais, certo? Lembra da dança de Salomão? Então...) Foram quase dois anos de investidas com rigor estratégico, valeu a pena. Cravei sua calcinha na porta do meu armário. E era delicioso pensar que ela voltara só de jeans para casa... Não falarei sobre as extensões da casa dela, poderia sugerir pistas. Mas falarei mais dela e do que gerou tanto poder sensual, e como tudo aconteceu (em outro trecho desta mesma biografia de desconhecido), pois foi interessante mesmo, e deem patente de sobra a esta palavra aí, "interessante". Souvenirs. O genial linguista Roland Barthes os chamava "biografemas"... Em "...Kane", há uma passagem que evoca poderosas discussões: "Disseram horrores sobre o que significa Rosebud, algumas impublicáveis, como a que se referia ao que a amante de Kane trazia encerrada nas vestes de luxo. Mas a complexidade do enigma é a sua simplicidade: Rosebud é uma palavra, gravada num brinquedo da infância e foi proferida na hora da morte, quando tornou-se uma bolha de vidro que rola pelo chão para ocupar aparentemente a periferia de um drama, quando na verdade é o seu centro oculto e indevassável" (LAINSIGNIAORG - via Google).

domingo, 22 de julho de 2012

A LEITURA DO MEU SILÊNCIO



REFERÊNCIA DA IMAGEM: sandrawaihrichtatit.blogspot.com

Quando fico em silêncio e te olho, estás em desvantagem, pois os ruídos não te salvarão de minha leitura.
 
E não tenho culpa se fui preparado para ler facilmente tua face, ler facilmente o que de trás de tua tão simplória oratória discorres, ou de trás de tua quase vã escrita tentas por.
 
 Não tenho culpa, fui forjado para isso. Quando fico em silêncio e te olho, procure uma quebra dessa situação, pois o silêncio poderá corroer todo o brilho que sustenta uma relação entre nós.
 
Creia, não existe nada mais perverso que meu silêncio pois ele poderá definir para sempre meu abandono de tuas idéias tão desprovidas de ventura e aventura; é meu silêncio solene o mais cruel dos seres em mim, pois ele é organizado, e nada é mais perverso que uma força organizada, sem ter o que fazer a não ser focar.
 
Creia, você gostaria muito de minha versão conversadora e tola, e não de meu silêncio tão adulto e tão maduro, pois te serve alegremente minha tolice, mas minha inteligência é a mais egoísta das independências, mais irônica e pervertida das leituras...
 
Creia, se você conhecer meu silêncio, não terá chance alguma de com ele prover a mínima que seja de tuas necessidades de provar algo para mim. Não deixe que meu silêncio te leia, pois poderá te transformar em uma página, ao passo que minha tolice falante faz de ti alguém importante.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

FRAGMENTOS DE ENSAIO BIOGRÁFICO DE UM DESCONHECIDO - 180720120919. Ken Parker (VERSÃO ANTIGA - PB).

REFERÊNCIA DA IMAGEM: sebodomessias.com.br

KEN PARKER. Ele passou quatro revistas entre os esquimós e dissecou deles a cultura intrigante para nossos padrões. Durante a estadia, viu seu amigo conseguir a esposa dando em troca uma agulha, esposa que veio a oferecer para Ken, ficando ofendido porque houve recusa em dividir uma noite sob as peles em contato de peles e umidades e arremetências.


Ken Parker é o mais genuinamente temático herói de quadrinhos de minha infância, bateu até mesmo o pistoleiro de jacketa sulista, roxa, que carrega eternamente um coice de mula no rosto e a dureza que somente os inatos possuem, Jonah Hex. Em Faroeste, fora incursões de "bolsilivros" e revistas tipo "Epopéia Tri", seis heróis faroestinos e da selva eram alvo de minha busca, ficando no final interessado, de fato, somente por Tex, Jonah Hex e Ken Parker, com larga preferência para o último.


Akim, aos poucos mostrou o rídiculo de uma péssima linha "Tarzan", conversava com bichos, e embora de bom humor em alguns momentos, tornou-se tosco e o abandonei. Tarzan tinha altos e baixos e imagino que era argumentado por gentes diferentes, tal era a quebra de linhas de raciocínio. Foi até Batman decretar "fim de linha" para ele. Tex Willer, com seu filho, com seu velho amigo cabelos de prata e o índio, rendeu grandes efusões espirituais, Tex foi o "mocinho" por excelência, e havia temas em suas histórias.


Jonah Hex cativou pelo desprezo que tinha aos homens de pouco escrúpulos, para ele a morte é como Ajax ou Veja, limpa o ambiente, é chumbo quente e parece-se em espírito geral com o Wolverine dos primeiros tempos. Tão bom que até o filme (aliás com Show -de novo- de Josh Brolin, herói às avessas em "Onde os fracos não tem vez" -dos pra lá de bons irmãos Cohen).


Mas o cara mesmo é Ken Parker, jamais na literatura encontrei um personagem tão equilibrado, que dispensasse tão genialmente os favores culturais do tempo específico. Ele é de fato atemporal; qualquer ambiente se sujeita a ele; ele se sujeita a qualquer ambiente. Não li uma história fracassada de Ken, não detectei jamais uma quebra, mínima que seja, na coerência. Poderia se apontar como "defeito" talvez a qualidade de gráficos, mas para mim a coisa é meio Sexy Pistols, "faz parte".


Ele é o polo de oposição a Zagor, este ridículo e esmagadoramente supremo em aquisições no Brasil, o que é 'Tcha chum se te pego' fácil de entender. É raso, ridículo, uma tentativa tosca, paródica, de fazer um herói quixote; li os primeiros, quando minha mente começava a tocar no mundo dos quadrinhos, e mesmo com raciocínios básicos sobre tramas, vi que não suportaria os anseios de leitores que sempre querem "mais" e precisam de verossimilhança.


"É preciso que a verdade não suplante a verdade, na arte" (Shakespeare). Em um filme, Jesus Cristo não precisa ir a tanto e falar aramaico, pode falar em inglês, mas tem que "ser" o Jesus da promessa da história, fundido com a imaginação geral que se tem dele; ou recriá-lo com muito, muito vigor. Ken Parker renderia 100 ou mais filmes de qualidade, um seriado profundo. Mas, sei não... Isso é sonho... Acho que, principalmente no Brasil, ele morreu com minha geração.

terça-feira, 17 de julho de 2012

FRAGMENTOS. RASCUNHOS BIOGRÁFICOS. CROCODILOS E PESSOAS. SANGUE DE SAL E DE LUZ.

 

REFERENCIA DA IMAGEM: illusionsgallery.com

Não tive macro universo social. Minhas esferas sociais sempre foram simples. Minha mente é que, tenra, já recusou-se a permanecer onde seria lógico estar. A fome de aventuras muito além das parcas possibilidades sociais me assolaram muito antes de eu entender do que se tratava o termo "adolescência".
 
A Fortuna (sentido maquiavélico) me serviu em desviar de minhas rotas algum intenso mal e crueldade final, embora, sim, tenha passado por trechos que tornam as aventurinhas de desgosto do Cris (do seriado) coisa de aspirante à escoteiro. Lembro de quando aprendi "matar aulas" e ir atrás de refresco corporal em córregos pelos sítios bastante longínquos que até hoje meus pais seriam incapazes de supor que andei, tomar companhia de mil tipos de moleques de caminhos para lá de tortos.
Mas, dissimulava perfeitamente as aventuras e voltava ileso para casa, como se compenetrado nas entediantes aulas houvera passado as tardes mornas. Nessa época já começava alguma proteção dos conterrâneos de Thor sobre minha integridade, salvo uns cascudos, empurrões e amolações verbais, consentiam meu testemunho sobre as coisas, sem maiores problemas, e começou minha observação social.
 
Não sei se foi nesse tempo que comecei a perceber uma estranha semelhança entre crocodilos e pessoas. O que lhes causa, o cheiro da ruína alheia. O prazer quase sexual que crocodilos e pessoas sentem, quando percebem o cheiro de sangue alheio. A diferença vem em que propõe Saramago sobre dois tipos especiais de sangue, o branco e salgado, lágrimas, e o invisível, derramado pela alma, que difere "biologicamente" homens e crocodilos. A NatGeo conta que quando um crocodilo é ferido e escapa seu sangue pelas águas, a reação de sua espécie não é de compaixão... Os crocodilos, em êxtase, rejubilam-se no sangue de seus irmãos.
 
Com as pessoas comuns, ocorre o parecido no que tange ao sangue invisível ou branco, visível. Durante minhas principais décadas de vigia sobre as atitudes, percebi que há prazer verdadeiro em grande número de seres "humanos", inclusive entre tantos que adoram dizer Jesus e Deus, sobre o sofrimento de seus semelhantes, o "cheiro de sangue", traz imenso prazer, que se passa despercebido pela maioria, mas à placa de leitura que Deus me concedeu, não passa.
 
Gostaria de ler diferente o ato das pessoas e ver que sempre me enganei, mas não. E é para lá de simbólico que os Judeus Inteligentes tenham cravado em suas observações cabalísticas que a compaixão é a maior representação de beleza no seio humano nos tempos todos 17.07.2012.07:19H.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

LÚCIFER.ELOÁ.FRAGMENTOS.RASCUNHOS.IMPORTADOSDOFACEBOOK




REFERÊNCIA DA IMAGEM: glauciafranchini.blogspot.com

FRAGMENTOS. RASCUNHO.


Quando grávida, a mãe de Eloá, nos primeiros meses teve alucinações. Sua barriga prenha lhe pregava peças, parecia ouvir cantos nítidos, vindos de onde estavam líquido e criança. Era uma mulher firme, de fibra, jamais se acovardara perante qualquer situação, com seus papéis de menina, moça, depois mulher casada por prometimento. E calava, de sua parte, qualquer manifestação que pudesse tirar o equilíbrio de sua rotina implacável.


A duras penas transformou a penúria do sexo com um homem longe de ser quem escolheria de sua vontade própria, em algo capaz de ser aceito pelo seu corpo e sua alma. Agradecia que pelo menos o homem tinha higiene própria, e apesar de passar longe dos entendimentos sobre as gentilezas todas que devem ser dirigidas a uma mulher, e não ter o mínimo conhecimento do que seria o "tal" amor, verdadeiramente, era um sujeito diligente como provedor, e apesar da simplicidade, levava uma vida razoavelmente confortável.


Já conhecia várias cidades diferentes da aldeia em que nasceram e da menor cidade entre todas, aquela em que viviam. Isso, de viajar, lhe fizera outras estranhezas na alma, durante os meses iniciais de gravidez; pois às vezes, perante obras mais distintas da produção humana, seus olhos pareciam ganhar independência de espírito ou serem partilhados por outro ser; era como se tomados, seus olhos quisessem tocar como se mãos fossem, em tudo que ardia em cores ao redor.


Em uma noite quente, tivera a maior de todas as alucinações e talvez seu medo era que impedia de afirmar "não é, não foi alucinação"; dormindo na calma região em que não tinha um morador sequer memória de algum roubo ou assalto, com grande calor as portas a pouco abertas e as janelas a todo, acordou como se a luz mais intensa resolvesse passear justamente a sua janela... E com assombro intenso, repentinamente teve a certeza que a luz não vinha de fora, saia de sua gravidez e invadia seus olhos, a casa toda e janela fora ia, sabe-se para onde, como uma trilha de arco-íris, porém prateado como rio tocado pelas pratas lunares das estações perfeitas... explorando o mundo, quem sabe até que limites... Queria gritar para o pai da criança que em sua barriga ia ganhando própria e incomum misteriosa personalidade, mas não conseguia ou a si mesma impedia... 12.07.2012.21.04.


Já havia decidido escrever a biografia de Lúcifer, quando eu próprio tive a queda que me custou uma condenação não severa em termos jurídicos, mas massacrante para um sujeito que tinha o apelido de "Cigano", tal a liberdade com que se conduzia no mundo.


E já havia os rumos da estrutura e argumentos em minha mente. Mas ao ler Giovani Papini e seus raciocínios, não pude desviar-me de sua influência. ...Há uma passagem especial em que ele cita Eloá, nascida para ele e com ele de punho próprio, após vir de mil e uma variações de extra-escritos dos seres angelicais e demoníacos... Cita de quando Lúcifer está prestes a receber o perdão final e ser reconduzido à cabeceira dos Archanjos de maior grandeza... E indaga: E por que não? Como assim dirigir a benção do perdão a tantos menores que ele, e ao ex-favorito negar essa dádiva, do Divino Perdoar?


E Eloá, firme no amor que faria corar até mesmo Heloisa de Abelardo, brilhando de orgulho percebe que levantam todos os archanjos à passagem do único que pode usar o manto de luz platina, reconduzido à cabeceira, antes do banquete que comemora o restabelecimento de toda paz, cujas aventuras são apenas jogos de leveza sem perdedores, pois doce são os frutos do mistério e organização venturosa cabível somente ao Criador, livre das tolices ganhamoeda...


E fiquei impressionado com aquela visão. Lúcifer em minha história tinha por romance a solidão, mas mudei os rumos e lhe criei uma Eloá própria, que há pouco estava na barriga da mãe...


RASCUNHOS.FRAGMENTOS COMPARTILHADOS. HOJE QUINTA ANIMADO. PORCAMPEÃOBRASI.


Prossigo: Eloá olhou aquele rosto... Se preparara a vida toda para este momento; de alguma forma sabia que houvera um conjunto de conspirações para que ela e nenhuma outra pessoa estivesse ali, naquele dia, naquele exato momento...


Quando, dia forte, ensolarado, e mesmo assim, viu o risco platinado e perfeito nos céus, sabia "Era ele, em sua queda..." Como sabia destas coisas? Como na gravidez de si, em sua mãe, em primeiros meses conseguia olhar pele da barriga materna afora, com seus seus olhos que intrigaram a todos desde os primeiros dias de vida, pois que bebê antes houvera nascido com aquele olhar, mais claro que quaisquer olhos no mundo e sua história, olhos que varriam com facilidade a alma dos homens, fossem já abertos de espírito ou truncados em seus seres, arredios e temerosos das mais simples verdades...


Agora parecia compreender de onde vinha seu olhar... Não era das carnes humanas feito somente, sim de estrelas de algum lugar tão recôndido que a história recusara-se a registrar, mesmo de sonos profundos e sonhos o mais altamente ousados insinuados...


Lentamente Lúcifer abre os olhos e a fita, e sorri quase sem entreabir os lábios de aço platinado... Ela também sorri, e para ela é como se fosse marcada pela vitória... "Ele", era somente o que se repetia em seu espírito que a todos sempre confundiu da mais tenra idade...


Olhava, não queria estragar a perfeição do quadro, em algum momento ele tomaria a regência da natureza de fatos... Ventava na ravina, o capim fino e sedoso dançava, dançavam as flores. Ela já vira homens feridos antes, em cama, em febre; sabia que o platinado, comprido e perfeito ser a sua frente tinha algum ferimento, embora de semblante não mostrasse, pois ela conhecia a fadiga e outros efeitos com facilidade; agora, de alguma forma percebia que seu rosto sofrera choque, algum golpe, de algum tipo, lhe fora imposto... E ele lia dela seu rosto, sem pressa...


Já durava bastante o tempo, mas este parecia parado, e acreditaria nisso não conseguisse ela também se deter em outras ocorrências em volta que diziam, passa sim o tempo... 12.07.2012.22:12.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

MONOGRAFIAS; ARTIGOS; TCCS... Conceitos tortos.


REFERÊNCIA DA IMAGEM: pedagogiaaopedaletra.com

MONOGRAFIAS; ARTIGOS, TCCS. O que significa TCC? Sabe, é tão medonha a relação de alunos (e, sem pieguice, sem fazer politiquinha, afirmo com absoluta certeza: NÃO É CULPA DOS ALUNOS "em si") com isso tudo e "parentescos" que não compreendem às vezes nem o básico, o significado sentimental de TCC e que na verdade os textos são impossibilidades em relação à "monografia".

Não existe, em verdade a possibilidade de realizar "rigorosamente" uma monografia. É como fazer um corpo humano e antipazante às funções sulistas, tirar o ânus do projeto. As coisas tem relações complexas na língua e há um absoluto aberto, sempre, nessas coisas que precisam de intelectividade. Mas, sim, tem a porcaria do "tema", a abobrada real das bocas perfidiosas do ensino "você fugiu do tema" (vontade de responder, "você é que está fugindo da porra da tua responsabilidade, deixando no mínimo bastarda tua função, seu miserável").

De repente, nesse universo, parece que a língua se torna "cientológica", lá do mundo bobo e medonho do ótimo Cruise para filmes e péssimo para direção espiritual. Não, não mesmo, a língua é uma só, e as convenções e naturezas particulares são limitáveis...

Não concordo com a escravidão da língua, seja para a mais científica das tarefas. O básico da língua é dar luz às trevas, mas usá-las, usar a negritude (poesia) e, por exemplo, Jacobina Rabello “fala” em um livro “monográfico” sobre alienação fiduciária, com poesia; aliás o Direito traz muitos textos assim, monográficos, e com escuridão em maestria –poesia.

O alto conceituador antigo e de sempre, Aristóteles, sobre o mais alto domínio humano, a arte, sem frescuras menciona logo na abertura de um livro-manual que a arte é imitação. Ele não imaginaria que leitores não compreenderiam que não estava sendo raso em sua análise, que falava sobre influência e que não é preciso temer o termo “transferência de bens”.

O Renato Russo é para mim claramente o maior poeta músico do mundo. Leva porrada de poderosos da "MPB, Bossa Nova", apanha do Chico com várias joias estelares do "olhos violeta"... Mas sua linguagem determina seu reinado, consegue falar sem falar... PARA O “MUNDO”, como Raul, Tim Maia e outros gênios; consegue o máximo das palavras e várias de suas músicas, às vezes impenetráveis quando “movimentam-se” as ondas mais complexas, oferecem facilmente a ideia central.

"Índios", como exemplo central, de que fala "Índios"? "Descobrimento do Brasil", de que fala (?); (a dificuldade já começa na relação do título com o texto musical); e a primeira não estampa facilmente a miserabilidade imposta a nossos nativos, sendo "nós próprios"?, e a segunda não mostra a angústia e simplicidade da visão de amor do adolescente que está a saída da adolescência? (casamento à vista, em um Brasil real)... E que dizer da música mais perfeita já escrita, com "o tema" 'ironia crítica sobre condução política': "Perfeição"... que há nela (?), tanto, e não se foge da porcaria do tema... E olha, estamos falando de "Artigo", condensar com inteligência.

E Raul Seixas? Para mim (embora ame com supremacia meu eterno n. 1 Renato/Legião) o maior roqueiro até 2012 no Brasil... Rock das Aranhas:
Tema,    virilidade/sexualidade/homossexualidade feminina... QUE MERDA É ESSA? Tema, falar com a porra do humor de um treco, de maneira curta, “maestral” (sim, magistral também), genial, "TOCA UMA DO RAUL AÊ!", maconheiragens à parte, diz muito mais que um "estou bêbado ou brincando".

MONOGRAFIA: Falar de uma coisa principal, fazer-se entender nessa coisa principal (com tiques abnticantes, senão leva pau);

ARTIGO: mesma coisa, com coesão e coerência mais trabalhadas, e com mais economia de espaço (só isso mesmo, mais é bobagem, necessária, às vezes, mas bobagem),

TCC: trabalho (Mister Bean tem o dele no Youtube, Devil) de Conclusão de Curso. (O que é um trabalho? O que é de conclusão? O que é "de curso"?). Trabalho relacionado a uma escolha DOOOOOOOOOOO ALUNNNNNOOOOO... escrito com língua sem gírias, objetiva, organizada e revisada, e que cumpre uma função principal, mostrar que o Infeliz (sim, pois é nisso que é transformado sob a demoníaca metodologia científica e autoridade titular) é capaz de falar centralmente sobre um objeto de estudo relacionado ao curso que escolheu "por amor”, porque a vida é uma somente" e seguimos... monograficamente, seguimos...

sábado, 7 de julho de 2012

A SOLIDÃO. EU NÃO TEMO A SOLIDÃO. TEMO TRAÍ-LA, TRAIR QUEM JAMAIS ME TRAIU, QUE FIEL DISSE, PERSISTE!


REFERÊNCIA DA IMAGEM ORIGINAL
thales11-thales.blogspot.com


Não temo a solidão; o deserto em público é que me defendeu da implacável dor que salta dos atos de grande cinismo no mundo.

A solidão é quem disse a mim, "estou aqui, não te deixarei jamais sem teus pensamentos mais puros, jamais te deixarei pensar que o dinheiro e somente é que governa as coisas, jamais te deixarei pensar que um "não" é definitivo, jamais deixarei que pense que Deus não existe, jamais deixarei que penses que suas lágrimas caem inutilmente ao chão"; te ouvirei sempre, e nada que confesse me fará te abandonar; eu sou tão fiel que chego a ser a ti próprio.

Te farei entender sempre, cedo ou tarde que os ferimentos do espírito são apenas ondas, e se sempre vem, tambem sempre vão".
Não temo a solidão, embora sentir a ausência do calor de outro ser em nossas vidas reais, não seja pouca coisa. Mas para que alguém qualquer? Para que fazer o pior dos exercícios humanos, a mentira a si próprio, que tantos danos causa ao melhor de nossos espíritos.

Sim eu espero alguém a tanto tempo que acho que nem mesmo um bebê uterino era quando te esperava. Espero alguém há tanto tempo que chego a ver as pedras disputando o ar com os ramos de Hera, enquando olho no cinzento amanhecer, de espada em punho, à espera de mais uma das tantas mortes que nos decretam um novo recomeço no tempo em que nossos cientistas nem sairam das fraldas ainda... Espero você a tanto tempo, mas não é à toa que amei o dito do U2, "Com ou sem você"...

Pois a fiel solidão conseguiu vencer a tudo que somente parecia e não era... e aprendi a amá-la e respeitá-la... Solene, ela de fato não exige fidelidade, silenciosa olha, e nem mesmo diz "cuidado, perigo"... Dizer ela não diz, mas eu a ouço, e ouço também que a única segurança restante em tudo é essa capacidade que a solidão tem de amar tantos ao mesmo tempo, mesmo que não a compreendam e não a amem...

E de tudo que nela vejo, também vejo que não há quem aceite tão docemente o divórcio, como ela, e com uma certeza implacável: "Você pode voltar, eu estarei sempre aqui...".

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A QUÍMICA ESSENCIAL E O PASSAR DO BONDE


REFERÊNCIA DA IMAGEM: palafitabanda.blogspot.com

A QUÍMICA ESSENCIAL. "Química", dizem; "Não teve química". Essa frase justifica uma recusa, de uma das partes, predominantemente lado feminino, muitas e muitas vezes, quando o cara deixa escapar para o campo estético o início de uma decisão... E a estranheza é que as mulheres são primordialmente preocupadas com química, mesmo de outras naturezas mais nobres.

Mas a "química" visual e financeira (segurança), conforme a situação, principalmente na sociedade atual, opera para muitas o "vai ou não rolar".

Vejo na noite, os assédios, as recusas, os aceites, o encontro de interesses e choque de desinteresses. Muita coisa não mudou, a partir das escolhas democráticas, em sociedades livres. Mas isso leva ao ponto, a química verdadeira em que duas pessoas se unem para testar até onde o cansaço assume, por motivos capitaneados pela rotina e definitivamente se vê o caso do amor contratual (emprestemos aqui para a palavra 'contrato' o divórcio de razões jurídicas e outras formais, o separemos dessas noções específicas e frias), tendo-se em contrato apenas o sim, o elo, de fato. Sei, existem exceções lindas, fantásticas, mas nego-me a aceitar que de fato se derrote plenamente a natureza; infelizmente chega cada vez mais cedo essa hora (desconsideremos aqui os "artistas" brasinovelais, trariam dados irrelevantes, e algumas, como sempre, poucas exceções): "E aí? Vamos repensar o relacionamento?" (o que equivale em prevalência para os términos...).

A química essencial define um relacionamento duradouro e feliz, sem que se coloque nessa palavra ingenuidades acerca da verdadeira natureza humana com seus interesses e motivações genuínos. A química essencial é para o durante, essa é que dará para a memória seus presentes e não há como evitar que o tempo passe e as folhas passem do verde para o amarelo/vermelho e para a sequidão e depois para a renovação... Renovação; opa! Eis aqui o elixir do vigor amoroso, mas essa química são de outros 500, melhor, de outras 500 químicas 'celulares' essenciais...

Felizmente todos, seja de maneira ou outra, tem direito ao quinhão essencial; claro, infelizmente existem pessoas tão estúpidas que o bonde passa 300 vezes e se não está escrito em garrafais palavras BONDE, ficam de boca aberta olhando e esperando, esperando... e o bonde, ele SEGUE. Seguimos...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

EU E MINHA CUNHADA; OH DEUS!


FONTE DAS IMAGENS:


drlill.com


Sempre chamava Janaina despretensiosamente; como deveria chamar um cunhado sua cunhada adolescente, mesmo sendo uma adolescente pós 18, quando era preciso alertá-la de tarefas e horários a cumprir dentro da casa em que recebia guarida, desde que ficara insuportável o relacionamento dela com o novo namorado da mãe; pois só aquela não percebia o porquê do conflito, as curvas da garota, com certeza eram o ponto de partida, combinadas com a insistência em economizar pano nas roupas que escolhia.



E Orestes era o cunhado bonzinho e sonso e somente isso, apesar de que, claro, não cego e homem, com muita dificuldade desviava o olhar, principalmente quando a via de costas, com sardas desafiadoras, e vermelhidões do sol, marcadas por riscos aqui ou ali.



Embora as formas da garota já apresentassem visíveis traços de que seu corpo já estava de sobra preparado para o principal papel biológico da mulher; a consciência do cunhado, pelas leis e pela moral, fazia com que houvesse sincronia entre os devidos pensamentos e atos.



Janaína, em adolescência 19 anos ou pouco mais; branca e curvilínea garota, tardia nos dengos gestuais; já ultrapassara a maioridade, e já não se lembrava direito de suas pernas magras, enquanto insistia em jogos em que se misturava a garotos como se um deles fosse.



Tinha hoje formas arredondadas em perfeição; tinha as mesmas sardas da mãe, que curiosidades despertaram nele próprio, quando mais jovem sogra, e até hoje a senhora era provocadora, mas a seu modo mais reservado que a filha caçula.



Cobiçar cunhadas, coisa ancestral dos homens civilizados ou não, e nosso Orestes pode ser chamado de herói, pois Janaina saiu um tanto Lolita (romance) e com consciência e falta dela, arrumava sempre um jeito de se abaixar mais tempo que era necessário sobre um cesto, de saias curtas ou a enrolar-se com frouxidão nas toalhas, a esquecer de calcinhas, as menores que tinha, em lugares estratégicos, a resolver virar dançarina dengosa nos mais inusitados lugares e horários. E resistia o cunhado em avançar, mesmo na imaginação.



Orestes descontava na irmã de Janaina sua fúria sexual e esta jamais imaginaria quantas vezes passou pela última, nos pensamentos mais ricos e 'proibidos' do marido. É incrível isso, ou não percebem, ou fazem que não; como podem não ver o “perigo” nestas situações.



E naquele dia Orestes a chamou diferente, “Jan”... E tudo poderia ser apenas uma peripécia linguística, se as palavras não tivessem o poder diabólico que tem e o motivo de chamar não fossem as aulas particulares de matemática, que começavam entre os dois. “Nossa... “Jan”... adorei, “cunhadinho”. E novamente o diabolismo das palavras; aquele “cunhadinho” tinha um tempero diferente... Já fora antes chamado assim, mas não com aquele tom... “cunhadinho...”



Orestes sabia que Janaína não era mais virgem, a própria irmã contara, e se a menina não tinha namorados, era porque não queria. Mas sua virgindade fora tirada por alguém em uma excursão, e depois disso a garota parece ter tido algumas experiências; mas parecia em seus atos, mesmo tendo aquela malícia e lascividade, que o sexo não era objetivo, isso o entorpecia, enlouquecia... Depois daquele dia começou, com extremo cuidado a cheirar as calcinhas... E surgiu algo entre o olhar dos dois que decretou o drama... Pois como terminaria algo assim senão em drama...



Na primeira vez que ficaram sozinhos na casa, como tantas vezes acontecera, as coisas começaram... Como do jeito que essas coisas começam, como se tivesse havido mil ensaios antes, um encontrão, olhares intensos, um “venha” invisível... E a deixou nua; como tantas em tantas vezes sonhara... Oh Deus! Era como imaginava... Não, não... Melhor... Ela fechara os olhos e ele não sabia porque tinha aquela sorte, não havia explicações e não as buscou... Fez percorrer com os olhos minuciosamente, as sardas... pareciam mais, agora na nudez, mas as partes mais brancas quase não as traziam... Abaixou-se, o cheiro era perfeito, saudável e ele já sabia que ela era desleixada mas não relaxada... Aos poucos a fez liberar todos os fluídos femininos em que se aprontava para recebe-lo... Ele se demorou bastante, e para sua felicidade a cunhada perfeita não o apressou... O rosado e úmido da língua e rosado mais claro e com bicos com algo como orvalho se encontraram e ele ouviu como se a própria imaginação, a cunhada gemia e como podia Orestes colocava cantos de olhos para deleitar-se, deleitar-se... Antes de começar a penetrar a vagina de seus sonhos, olhou... O olhar dos campeões, dos homens de grande sorte, e pensou... Quantas vezes poderei novamente... E pensou... “Gozo dentro? Será que ela toma anticoncepcional... Não tenho camisinhas... Ela é saudável, eu sei, também sou... Mas uma gravidez, meu Deus, como pensar nisso numa hora assim? Sentiu como que uma dor... Estava demais, no limite, e esqueceu-se de tudo... Começou a penetrar a cunhada... Como tinha que ser... lentamente... lentamente... Ela parecia estar quase em silêncio, gostava, estava gostando daquilo, não havia remorso ou culpa no seu rosto... A beijo? Não... Parou de pensar e começou a arremeter... Sentiu vontade de machucar sexualmente aquela vagina.... Arremeteu... mais, e mais... E então... como se fosse dentro de sua alma, no mais íntimo, o começo de uma explosão... Ouviu: ORESSSSSSTESSS!!!!!!!!



Não sei o que aconteceu... Somos contistas, bem limitados... E como não ouvi a voz, só a li... Não sei de quem é, do grande Orestes, se é dele própria, um grito de vitória, se da branca, roliça e penetrada Janaína, mudando pela primeira vez o jeito de dizer o nome do cunhado, ou da outra mulher, a sua.... Não sei... Torço por Orestes, mas lembrei de ter lido a palavra drama... O que não quer dizer tudo... Janaína... cada um tem a sua, eu a minha...


A PEDIDO, CONTO ERÓTICO DESPROVIDO DE QUALQUER LIGAÇÃO COM FATOS REAIS.