CAMPO DOS GUAICURUS

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sábado, 12 de maio de 2012

DE LOUCO E MOUCO TODOS UM POUCO


REFERÊNCIA DA IMAGEM: amigadedopodre.blogspot.com

DE LOUCO É PRECISO QUE TODOS TENHAM UM POUCO. Erasmo andava pelas ruas algumas horas após uma chuva e viu que algo brilhava em poça. Era a primeira vez que via um "pedaço da invenção de J. Guttemberg"... E ele, Erasmo, através 'daquela' invenção, ajudaria mudar no mundo a concepção de "brilho em um papel". Sua obra é tão sutil que estamos sempre muito atrasados em relação ao que ele quer dizer, mesmo com um encadeamento tipo pandora, em suas células textuais. Ele, ao usar como núcleo textual a voz da loucura, trata com muito bom humor as naturezas humanas enquanto, sutil, mas implacavelmente estressa a Igreja à qual pertence, com acusações que sempre foram recentes: uso do nome "Deus" para juntar dindim (e que dindim), mão naquilo e naquilo debaixo das vestes sagradas e pau e pau. Mas sua obra é tão genial que mesmo tirando a bem tecida crítica aos malandros eternos, sobra um humor que faria essa bobaiada atual que se diz humorista pular de um... uma caixa de fósforos... ou de um isqueiro... quadradinho, bem baixinho (sem riscos, é o novo jogo, sem ofender os grandes patrões, certo?). Aliás, em determinado momento ele próprio, Erasmo, fala sobre a utilização de humor em textos, do quanto é útil em temperar e seduzir oratória, mas que mal feito é desastre, principalmente em auditórios... (putz, auditórios, ou vem sono ou vem tédio... auditórios obrigatórios... bah!!!)... Erasmo de Roterdã disse mil coisas todas aproveitáveis embora tenha tido sua cota de bobabens obrigatórias como orientação para bom procedimento dos moços, essas bobagens que ao serem formais terminam em nada somado a deboche. Mas ele disse o principal, se diz a populaça que de médico e louco todos tem um pouco... Ser louco é a única maneira de fugir da loucura... entenda-se... e siga-se, siga-se, siga-se... Sigamos, sigo, louco, um pouco, um pouco mouco, louco... pois que há? Seguir... Sigo...

Um comentário:

Jarbas NoSlaveNoLandlord disse...

É que o Humor atual, Dante, é o Humor Socialista (embora estejamos no Capitalismo Babilônico), isto é, Humor financiado por poderosos e ocultos personagens. Humor sem risco. E Humor sem risco não tem graça. Erasmo falava por si e pelo que via, e sabia estar arriscando a própria pele.