CAMPO DOS GUAICURUS

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

O QUE FAZEMOS HOJE, ECOA NA ETERNIDADE. (importado do Facebook, 12.04.2012).



REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

andromeda-news.blogspot.com
cooperacionsinmando.wordpress.com
blogdoisraelbatista.blogspot.com

O QUE FAZEMOS HOJE, ECOA NA ETERNIDADE (ou algo parecido); (GENERAL MÁXIMUS).

Tenho completa noção de que não posso ignorar o dom das pessoas em ler. Todos tem esse poder. E o facebook, lamento por aqueles que não tem essa noção, e quero crer que sejam nenhum ou muito poucos, oferece uma leitura suficiente sobre nós, pois somos o que dizemos e o que pensamos não dizer ao dizer.
As palavras inventaram a carne porque dela precisavam para ser... O Verbo se fez carne... e a carne se vai... as palavras ficam... e é isso que será lido de ti na eternidade... O que fazemos está em nossas palavras, e o que dizemos e não fazemos, nelas também ficam... e seremos sempre o mais verdadeiros e nós mesmos possível, o quanto as palavras nos revelam... E a verdade, bem, a verdade é um aço que nem a Tramontina poderia sonhar existir...
"Mas porque duas? Por que duas palavras para dizer a mesma coisa?" "É que aquele que a diz, é sempre o outro" (Mallarmé). A comunicação é o dom supremo dado por Deus. E quem é Deus? Não tenho a mínima idéia de quem seja, e não reconheci neste 50 anos um só especialista em quem confiar, respeito a quem é devido o crédito da civilização, mas continuo com minha intuição pétrea neste caso.
Deus é o Acaso, um poderoso Talvez, e se dobro os joelhos e digo: "Proteja, Senhor, Pai, meu filho, a mim e outros que amo das ofensas humanas e naturais, e dá-me o essencial... Não tenho a mínima idéia de para onde vão essas palavras..." Mas no máximo de minha certeza sobre essa Força, não posso imaginá-la convencionada a bobagens retóricas e estratégias financeiras muito mal disfarçadas... Só consigo imaginá-la gratuitamente acessível, totalmente acessível, como busca fazer com que as coisas nos sejam e os homens, entre si, lobos, procedem com apropriações e desbastes hipócritas para afirmar "divido"... Sei....
Amado Pai, Seja, Esteja, para todos e não para escolhidos pelos próprios homens, seja Nosso, de todos, dos infelizes e felizes, alegres ou não... Nos seja, e não nos peça um só centavo, mas sim nos dê possibilidades e estratégias para ser o mínimo que podemos para pronunciar "Eu Vivo".


FIM DO LIVRO. Quando me refiro ao "fim do livro", ou melhor, à "ausência de livro", não penso aludir ao desenvolvimento dos meios audiovisuais de comunicação com que tantos especialistas se preocupam. Que se interrompa a publicação de livros em benefício de uma comunicação pela voz, pela imagem, ou pela máquina, isso em nada modificaria a realidade daquilo que denominamos "livro": ao contrári...o, a linguagem, como palavra, nele afirmaria ainda mais sua predominância, sua certeza de ser uma verdade possível. Em outras palavras, o Livro indica sempre uma ordem submetida à UNIDADE (absoluto, impossível, sempiterno, eterno, caótico - essas são minhas), um sistema de noções em que se afirma o primado da palavra de uma comunicação que algum dia será imediata ou transparente (MAURICE BLANCHOT).

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