CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

quinta-feira, 15 de março de 2012

O VERBO E A CARNE



REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

submarino.com.br
trabalhos.no.comunidades.net
overmundo.com.br
forum.valinor.com.br
jovenspacodearcos.blogspot.com


Carne e palavras. Quando o homem começou a comer carne, seu cérebro aumentou e operações mais complexas começaram a determinar aquilo do qual temos orgulho, a percepção linkada das coisas, a percepção poética que nos distingue de todos os os outros animais para bem ou para mal. Ponto para o churrasco. Palavras: de repente alguns homens perceberam o poder da linguagem, que já vinha sendo operada básica e utilitariamente... surgiram os sacerdotes (de lado uma porcaria, de outro um aspecto que de alguma forma contribuiria para a formação da inteligência, a base da religião cristã e algumas orientais é arrasadoramente intelectiva, arrasadoramente produtiva no que tange à imaginação), ponto para os registros poéticos nas religiões, verdadeira fonte de mil caminhos interpretativos. Surgiram também os homens que perceberam que para liderar é preciso "falar", surgiu a retórica; eis a porcaria e benção central das coisas, retórica... Eis aquilo que esconde e revela os homens, separa os que somente falam  daqueles que falam e fazem... Retórica não é falar complicado, isso é empáfia, burguesismo barato, engano e ingenuidade, na verdade a retórica é o ponto de partida da investigação observatória, base da ciência, base daquilo que responde à fome do homem (vide a história das batatas -fome- na Irlanda e tremei)... Carne e palavras... Vinho e sangue: porque existe uma relação poética tão poderosa entre esses dois? Reflexões, reflexões... Disse o Deus-Homem:



"Tomai e bebei todos vós. Isto é o meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos os homens para a remissão dos pecados. Fazei isto em minha memória".

Me interesso pela religião cristã, muito, no que tange à literatura e filosofia, embora eu seja mero verme no cenário. Se fosse leão, me interessaria pela linguagem dos cheiros presentes nas matas, revelantes de águas ou pescoços mais suscetíveis à saciedade da fome felina... Sou homem das letras, pequeno, curioso, inquieto, e verdadeiramente somente... e escrevo, e escrevo, tocando levemente no que de mais sagrado e caro existe ao homem, a poesia, pequeno, pequeno, mas também como o vira-lata que presta atenção na sobra de ossos e carcaças ou lascas da fartura dos legitimamente soberbos, com os olhos temerosos pela fúria crítica do acaso, atrevo-me, e escrevo, escrevo, toco o que posso nessa prostituta, em seus pés, que seja, amada Arte, e de tal forma pequeno que nem mesmo me descobre, mas toco, e escrevo, e te possuo com minha propriedade mais legítima, minha imaginação...

Vergonteamente (expressão furtada de José Saramago, mestre dos mestres, junto com Renato Russo, também mestre dos mestres da margem pop literária; Renato é literatura, felizmente, além de ser íntimo da música... Vergonteamente prossigo...

Lúcifer ao ser analisado visualmente em um máximo conjunto plano possível, na maior amplitude visual possível dos fatos, poderia ser julgado apenas como "o maior dos meteoros brancos e flamejantes até então, em fuga, uma fuga poderosa, em que mil bons escritores reunidos tremeriam diante da tarefa de descrever aguda e precisamente todos os aspectos presentes... Atrás do antigo Archanjo 1, já destituído de galões celestes, vinham implacavelmente legiões e legiões de anjos, liderados por dois archanjos submissos diretamente à Miguel, agora legitimamente o novo número 1... As estrelas se encolhiam à passagem do Ex-1 em seu brilho não somente intenso, mas dotado da maior complexidade já empregada na construção de um ser celestial. De quando em quando Lúcifer se  virava na direção das legiões empenhadas em sua captura. Sua natural inclinação à apreciar a beleza dos combates quase o levava a escolher atirar-se ao meio destas, dispersar devastadora e implacavelmente todos os de menores galões e atacar os dois líderes com sua maestria única sobre movimentos combativos, mostrando com seu narcisismo único, que seria capaz de uma só vez superar dois Archanjos de tão grande porte como os dois ali em seu encalço... Mas era preciso ater-se a outro emprego de forças e à razão própria da anti-missão que tinha à frente. Suas próprias legiões rebeladas estavam trabalhando em primeiro esconder-se e escudar-se para as primeiras defesas, todos o máximo empenhados, pois o número e forças eram claramente desfavoráveis. E tocar nesse pensamento só era útil em pensar sua organização para factualizar o necessário. Achara o ser que precisava com urgência. O chamaria de Belzebú, pois com isso fazia-no ele próprio entender com o que lidaria. Era do planeta Terra, que ganhara agora distinção, pois o único de carne a atingir status de General máximo seria o cujo. Com todo o poder de leitura personal dos seres inferiores aos archanjos e toda ordem hierárquica de anjos, Lúcifer ainda não conseguia fazer uma aposta segura, mas concluiu, ao escanear almas em todos os planetas próximos a sua rota de fuga, que o agora chamado Belzebu se tratava o mais apto a substituir o General titular do PXX, que ardia em combates, pois o encontraram e suas forças um grande esquadrão de Miguel Archanjo, que implacavelmente acuava seu seguidor rebelado, impondo severas perdas e se tratava no momento do combate mais amplo e implacável em andamento. Quiçá não seja aniquilado seu brilhante general e venha depender unicamente de Belzebu, por enquanto apenas o carnal ser a alcançar maior promoção deste a data primordial do nascimento dos mundos angelicais ou carnais... (trecho/rascunho de "A Batalha...", a ser terminado ainda em 2012, aqui colocado ineditamente à impulso da motivação de nosso brilhante Jarbas). Prossigamos...



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