CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

domingo, 25 de março de 2012

"FIZ MINHA PARTE COM DEUS". COMO ASSIM??? (importada do Facebook 25.03.2012)


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

odiariodeday.blogspot.com
papoinverso.com.br
realidade-paralela.tublr.com
microcronicascretinas.blogspot.com

"FIZ MINHA PARTE COM DEUS". "COMO ASSIM???? Não posso dizer que um facebook, dotado de determinadas escolhas em relação às pessoas, em que entra em jogo relativos querereres, simpatias ou antipatias, possa ser termômetro preciso para avaliar reflexos sociais. Mas, considerando o que a ciência chama de "amostra"; é possível sentir certo desconforto com o que o descaramento dos últimos anos em esmolar pesado através de templos reais e virtuais produziu. Sempre houve velada crítica entre as igrejas.

Esse véu tinha em si o respeito necessário à convivência saudável de instituições que disputam uma mesma evolução e estabilidade. Esse véu divisor está com claras e grandes fissuras; o "não se pode servir dois senhores ao mesmo tempo" assombra sutilmente. Sobretudo, Deus só pode responder por amor, e odiar em nome de Deus tem as consequências que a história nos oferece fartamente.

 Finalmente, considerando afirmações a partir de "Lorenz, E." (o bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode ajudar a criar um furacão na Califórnia), ou meramente o poder das afirmações "celulares", sem deixar de criticar a banalização e esvaziamento do propósito sacerdotal (já que verdadeiramente é impossível não termos aliança em Deus), opino, em minha pequenez, mas dono de arbítrio para entrar em tema tão geral e influente na sociedade, que o máximo de sutileza é preciso... Panos quentes...

As palavras são vivas; são poderosas, e muito mais em discussões. E sob a visível canalhice dos previstos falsos sacerdotes, de verdadeiros pilantras de alto coturno, existem pessoas muito decentes, que por falta de uma percepção mais complexa ou aguda, ajudam a sustentar o gigantesco cinismo destes "bispos", "apóstolos", "missionários", cada vez mais descarados e high tech nas estratégias de persuasão. Alguém diria, neste momento: "É preciso separar o joio do trigo". Embora a evolução das táticas, aliadas ao desespero eterno que temos por atenção, comunhão, saúde e esperança, principalmente, tenha tornado mais fácil a esses pilantras operar, e o que é pior, levantar verdadeiros exércitos opinativos a seus favores, gente que quase que inexplicavelmente os defende sob um principal e no mínimo estranho argumento de "fiz minha parte com Deus"... COMO ASSIM?????? Diga não aos canalhas, troque de igreja se for preciso, isso não fará com que troque de Deus, Deus é um só, é o que eu diria, se adiantasse alguma coisa, sob esses séculos e séculos, milênios e milênios de lobos sobre lobos, e apenas intermitências contra essa força tão cruel para o grande espírito humano e suas verdadeiras chances de fraternidade.

quarta-feira, 21 de março de 2012

PROFESSOR BURRO E PROFESSOR INTELIGENTE


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

creationsciencenews.wordpress.com
passagemobrigatoriase.blogspot.com

PROFESSOR BURRO e PROFESSOR INTELIGENTE. O último não representa aquele que mais tem informações armazenadas, não mesmo. E o primeiro está à salvo de qualquer tiro ou marretada que um desses infortúnios à EUA possa dele se aproximar. Sua cabeça é dura como aço e não inventaram ainda algo que nela entre por vontade externa. Ele é absoluto, incapaz de sensibilizar-se com a sutileza dos saberes, do aprendizado, das muitas variáveis contidas na palavra EDUCAÇÃO. Professor burro sabe tudo, para ele a ABNT é propriedade sua, à qual pode impor o que bem entender. Ele adora escrever "melhore"; "revise suas ideias", "de onde você tirou isto?". Por excelência é arrogante, prepotente e incapaz de verdadeiramente flexibilizar sua tarefa e reconhecer o que verdadeiramente significa "ensinar". Não percebe que a dificuldade dos alunos é uma herança maldita a ser combatida por todos e de forma interativa e criativa... Ah, interatividade, interação, inter-relação, cooperação, integração e outras palavras, são para ele cristais que enfeitam uma penteadeira rara, de posse única, todos comprados em congressos com passagens custeadas por projetos de praxe e acasos necessários à Educação como Instituição: e, DELE!, somente; DELE (o separemos, para seu conforto, com um ponto e vírgula). Professor burro não tem a mínima noção do quão árdua foi a conquista com que ele articula esnobemente o termo "metodologia científica" aparentados contextuais: "normas", "manuais técnicos"... O PROFESSOR BURRO é chamado de inteligente por um largo e variado séquito, na maioria por larga variedade de vítimas e cínicos, de muitos a quem Maquiavel, como lhe é peculiar em O Príncipe, não deu voltas para definir: "aduladores", e o pior, baratos. E o professor inteligente? Sobretudo sabe o que são coisas sociais e se lhe for perguntada qualquer coisa, responderá a favor do ensino humanizado e não restará dúvidas em sua atuação que sabe que principalmente seu papel é melhorar todos os níveis sociais participando de uma constituição mais ampla no ser, contrariamente a produzir alunos assustados com as palavras: "Conhecimentos", Pesquisa, ABNT, Metodologia Científica, Normas Técnicas... Ele evita o nascimento de outros PROFESSORES BURROS no "Meio", esses que se instalam, tiranizam, e enganam abaixo e acima, e ficam; e seguimos; seguimos; seguimos...

sábado, 17 de março de 2012

O BATISMO DE BELZEBÚ (TRECHO)


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

tronsmone.blogspot.com
pt.saintseiya.wikia.com
nitrogricerinapura2010.blogspot.com (sic)
trabalhonunoalvarespereira.blogspot.com
portalmensageirosdaultimahora.blogspot.com
mitologiaegipcia.templodeapolo.net
forum.intonses.com.br
tronsmone.blogspot.com


A linguagem é uma essência universal. Sua complexidade atinge níveis incompreensíveis mesmo para os mais loucos escritores, conforme se avança no N-1. N-1, o universo com vida organizada. Único, considerando-se a informação que sim, há o Nada Absoluto, fora dos domínios do N-1 e N-2, este último, sabe-se agora, aos poucos manifesta formas muito primárias de vida.

Uma das primárias coisas que Lúcifer considerou, quando perderam a comunicação angelical absoluta que tinham, foi essa dificuldade. Antes mesmo de pensar que seus exércitos rebelados teriam que suplantar grandes dificuldades quanto às armas, leia-se energias, precisou organizar alguns níveis simples de comunicação entre os anti-anjos, seus rebelados, e entre estes quando fossem de diferentes estâncias, esferas, teias celestiais, finalmente, destes mesmos e os seres carnais quando houvesse necessidade de promoção ou outra providência. É preciso lembrar que vieram de várias dessas instâncias e situações de grande diversidade em geral, e quando Deus decretou a perda comunicativa, sem aniquilá-los, por seus desígnios e limites próprios, voltaram a ser regionais, comunicando-se claramente apenas com aqueles que eram uns iguais aos outros.

Mesmo essa consideração distinguiu Belzebú, primeiro e único de essência predominantemente masculina que ascendeu aos mais altos graus luminosos, sem consideração à penosa carga temporal que faz de cada eternidade (aos entendimentos terrenos) apenas uma milésima fração de segundo celestial.

Dois seres, acontecimento único em todo o N-1, com suas centenas de planetas com vidas carnais complexas, dotadas de raciocínios mentais organizados, ascenderam. O outro uma mulher; a mulher que causaria alterações pontuais inclusive sobre a existência única de Lúcifer, sem dúvida o terceiro personagem de maior evidência em toda a história celestial, e sem dúvidas aquele que mais agiu nos níveis pré e pós essência luminosa, naquilo que de luz se fazia matéria e de matéria se fazia luz. Suas incumbências assim determinaram; assim como seu arbítrio em sua revolução, fez com que jamais houvesse tanta ação dotada de realidade nos celestiais labirintos cuja grandeza, por mais esforços que receba carecerá de descrição, pois suas grandezas são de proporções bem acima de nossas capacidades de imaginar as coisas em suas dimensões.

Mesmo para Lúcifer, um dos seres de menor impacto perceptivo naquilo que chamamos simploriamente de surpresa, aquele cujo nome seria Belzebú a partir do encontro, tinha dotes de desconcerto.

Seus bloqueios mentais não eram páreo algum para Lúcifer, sua natureza única, de um silêncio que vinha de todos os lagos virgens, submersos ou escondidos em recôndidas matas ainda presentes na decadente Terra, de todos os momentos de suprema confidência dos homens, de todos os instantes em que tudo é capaz de parar em tudo, não era páreo algum para a leitura de Lúcifer. Lúcifer poderia ler as estrias dos átomos dos átomos da menor pequenez celeste, mineral ou carnal, mas aquele homem de estatura média, para os terrenos; de aparência o mais comum possível para seus irmãos planetários, parecia querer contrariar a tudo que se supunha e se por ele, sim, à leitura do tão acima do comum das alturas humanas ser, dotado do que ele, agora de nome Belzebú jamais poderia em seus maiores raciocínios imaginativos sobre o que há entre e além das estrelas pensar.  Belzebú, olhava até mesmo com sua habitual indiferença, que desde cedo impressionou a todos, aquele ser alto e de poucos e lentos movimentos a sua frente; de alguma maneira parecia entender muito melhor do que poderia se supor, o que estava ali a acontecer. Claro, é preciso considerar que Lúcifer, neste instante com um quase imperceptível sorriso, já iniciara a certas frações de tempo a injeção progressiva de novos dotes mentais para seu escolhido.

Prosseguiu-se aquilo que místicos poderiam enquadrar erroneamente em um ritual. Na verdade não se tratava objetivamente disso... Lúcifer estava realizando, com as providências necessárias, uma promoção de altíssimo grau, ele precisava em suas urgências de uma realização em que Belzebú quem sabe levasse à cabo...

Mais um trecho/rascunho de "A Batalha", a ser terminado e editado em 2012, embora edição, de fato, já comece a ficar menos firme em prospecto. Mas... em literatura, com os dotes TI de hoje, parecem ser mais possíveis as realizações 'artesanais'. Vamos lá... como a história está pronta, bastando apenas organizar e revisar, creio que ao menos sua escrita seja deste ano.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O QUE É JORNALISMO?


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

paraentenderojornalismohoje.blogspot.com
ojornalista.com
comunicacaoepolitica.com.br
esbocodomundo.blogspot.com
blogdodito.com.br
modomídia.wordpress.com
radmesm.wordpress.com
jornalismo2004uepg.blogger.com.br
portalesp.blogspot.com
ojornalista.com


As grandes perguntas são FÁCEIS de responder; as grandes perguntas NÃO SÃO FÁCEIS de responder: "O QUE É JORNALISMO?".


Vive-se um momento ideal de confrontar tal pergunta, de enfrentá-la sem simplicidade, sem pressa de responder.


Simplesmente responder o que é T.I. hoje, já não está sendo fácil. A gratuidade de informações fáceis ou frágeis, a índole inclinadamente generosa, muitas vezes ingênua, de milhares de pessoas (o que em si, claro, não é defeito, pelo contrário, é virtude), a falta de percepção sobre a condição de se estar no olho de uma grande mudança histórica, a miséria da continuidade dos grandes engodos humanos, enfim o crescimento de aberturas ou bolhas institucionais nem sempre éticas o suficiente que deveriam ser, de coisas inexorável e implacavelmente (sutilmente, como mais gosta o Diabo -Baudelaire-) colocadas por interesse das grandes dinastias "burguesas", dominantes ou o diabo de nome que equivalha (que verbo fdp de conjugar - oh graça; santo Houaiss eletrônico)... p., tanta coisa... Então, até já ia esquecendo a grande pergunta: O QUE É JORNALISMO?


Para quem não é de fato jornalista, mas ama letras, com todo respeito devido aos jornalistas constituídos e verdadeiros acadêmicos de jornalismo... adoramos, nós, de várias áreas ou nenhuma, invadir vossa praia. Porque é muito importante para todos que se servem do saber, do interesse de verdadeiramente entender o mundo, suas coisas...


Sem o jornalismo não há a verdade social, é o que penso. Então, junto com um sincero e sem motivo datal "viva o Jornalismo", cravo esta inquietude de hoje para muitos, e não vejo facilidade, simploriedade na resposta sobre "O QUE É JORNALISMO?", se for tocada com nudez, com honestidade, além de ser elemento primordial, crucial, indesviável, para todos que querem ao menos um mínimo de genuidade em seus saberes.


Como em toda busca, creio que seja importante inferir sobre o nascimento do jornalismo, quando e como, pela primeira vez, se teve noção que equivalha à moderna, sobre tal objeto. E quando essa noção fundiu-se à necessidade de ética e porque essa necessidade parece tão volúvel, às vezes... Ou isso é mera bobagem, impressão... de impresso não, impressão somente... oh ironias da linguagem... Bah, seguimos...


Espero que através da Bárbara e com ela, possamos iniciar respostas efetivas, embora saiba de antemão que a verdade e a ética absoluta é uma equação para lá de complicada e muitas vezes dolorosamente impraticável... Seguimos; Sigamos; sigo...

quinta-feira, 15 de março de 2012

O VERBO E A CARNE



REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

submarino.com.br
trabalhos.no.comunidades.net
overmundo.com.br
forum.valinor.com.br
jovenspacodearcos.blogspot.com


Carne e palavras. Quando o homem começou a comer carne, seu cérebro aumentou e operações mais complexas começaram a determinar aquilo do qual temos orgulho, a percepção linkada das coisas, a percepção poética que nos distingue de todos os os outros animais para bem ou para mal. Ponto para o churrasco. Palavras: de repente alguns homens perceberam o poder da linguagem, que já vinha sendo operada básica e utilitariamente... surgiram os sacerdotes (de lado uma porcaria, de outro um aspecto que de alguma forma contribuiria para a formação da inteligência, a base da religião cristã e algumas orientais é arrasadoramente intelectiva, arrasadoramente produtiva no que tange à imaginação), ponto para os registros poéticos nas religiões, verdadeira fonte de mil caminhos interpretativos. Surgiram também os homens que perceberam que para liderar é preciso "falar", surgiu a retórica; eis a porcaria e benção central das coisas, retórica... Eis aquilo que esconde e revela os homens, separa os que somente falam  daqueles que falam e fazem... Retórica não é falar complicado, isso é empáfia, burguesismo barato, engano e ingenuidade, na verdade a retórica é o ponto de partida da investigação observatória, base da ciência, base daquilo que responde à fome do homem (vide a história das batatas -fome- na Irlanda e tremei)... Carne e palavras... Vinho e sangue: porque existe uma relação poética tão poderosa entre esses dois? Reflexões, reflexões... Disse o Deus-Homem:



"Tomai e bebei todos vós. Isto é o meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos os homens para a remissão dos pecados. Fazei isto em minha memória".

Me interesso pela religião cristã, muito, no que tange à literatura e filosofia, embora eu seja mero verme no cenário. Se fosse leão, me interessaria pela linguagem dos cheiros presentes nas matas, revelantes de águas ou pescoços mais suscetíveis à saciedade da fome felina... Sou homem das letras, pequeno, curioso, inquieto, e verdadeiramente somente... e escrevo, e escrevo, tocando levemente no que de mais sagrado e caro existe ao homem, a poesia, pequeno, pequeno, mas também como o vira-lata que presta atenção na sobra de ossos e carcaças ou lascas da fartura dos legitimamente soberbos, com os olhos temerosos pela fúria crítica do acaso, atrevo-me, e escrevo, escrevo, toco o que posso nessa prostituta, em seus pés, que seja, amada Arte, e de tal forma pequeno que nem mesmo me descobre, mas toco, e escrevo, e te possuo com minha propriedade mais legítima, minha imaginação...

Vergonteamente (expressão furtada de José Saramago, mestre dos mestres, junto com Renato Russo, também mestre dos mestres da margem pop literária; Renato é literatura, felizmente, além de ser íntimo da música... Vergonteamente prossigo...

Lúcifer ao ser analisado visualmente em um máximo conjunto plano possível, na maior amplitude visual possível dos fatos, poderia ser julgado apenas como "o maior dos meteoros brancos e flamejantes até então, em fuga, uma fuga poderosa, em que mil bons escritores reunidos tremeriam diante da tarefa de descrever aguda e precisamente todos os aspectos presentes... Atrás do antigo Archanjo 1, já destituído de galões celestes, vinham implacavelmente legiões e legiões de anjos, liderados por dois archanjos submissos diretamente à Miguel, agora legitimamente o novo número 1... As estrelas se encolhiam à passagem do Ex-1 em seu brilho não somente intenso, mas dotado da maior complexidade já empregada na construção de um ser celestial. De quando em quando Lúcifer se  virava na direção das legiões empenhadas em sua captura. Sua natural inclinação à apreciar a beleza dos combates quase o levava a escolher atirar-se ao meio destas, dispersar devastadora e implacavelmente todos os de menores galões e atacar os dois líderes com sua maestria única sobre movimentos combativos, mostrando com seu narcisismo único, que seria capaz de uma só vez superar dois Archanjos de tão grande porte como os dois ali em seu encalço... Mas era preciso ater-se a outro emprego de forças e à razão própria da anti-missão que tinha à frente. Suas próprias legiões rebeladas estavam trabalhando em primeiro esconder-se e escudar-se para as primeiras defesas, todos o máximo empenhados, pois o número e forças eram claramente desfavoráveis. E tocar nesse pensamento só era útil em pensar sua organização para factualizar o necessário. Achara o ser que precisava com urgência. O chamaria de Belzebú, pois com isso fazia-no ele próprio entender com o que lidaria. Era do planeta Terra, que ganhara agora distinção, pois o único de carne a atingir status de General máximo seria o cujo. Com todo o poder de leitura personal dos seres inferiores aos archanjos e toda ordem hierárquica de anjos, Lúcifer ainda não conseguia fazer uma aposta segura, mas concluiu, ao escanear almas em todos os planetas próximos a sua rota de fuga, que o agora chamado Belzebu se tratava o mais apto a substituir o General titular do PXX, que ardia em combates, pois o encontraram e suas forças um grande esquadrão de Miguel Archanjo, que implacavelmente acuava seu seguidor rebelado, impondo severas perdas e se tratava no momento do combate mais amplo e implacável em andamento. Quiçá não seja aniquilado seu brilhante general e venha depender unicamente de Belzebu, por enquanto apenas o carnal ser a alcançar maior promoção deste a data primordial do nascimento dos mundos angelicais ou carnais... (trecho/rascunho de "A Batalha...", a ser terminado ainda em 2012, aqui colocado ineditamente à impulso da motivação de nosso brilhante Jarbas). Prossigamos...



terça-feira, 13 de março de 2012

CURSO DE LETRAS... INCONCLUSO... LETRAS INCONCLUSAS, PARA SEMPRE (Importado do Facebook).



REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

castelonerd.blogspot.com
professorcavalcante.wordpress.com
wikipédia (Henry Fayol)
memoriasparaofuturo.blogspot.com
altisimo.freeserves.com


Na realidade não concluí Letras, na UFMS. Sim Administração na UFSC, por isso a referência destacada da última. Pretendo concluir Letras, mais para terminar aquilo que comecei, e somente, pois no caso de meus objetivos com a linguagem ou vida profissional, não é essencialmente urgente. E não vejo estímulo alguns nas escolas, relacionado à idéia romântica, apaixonada, que um dia tive de exercer profissão de ensino.

Vejo o domínio de um tipo particular e assustador de anarquia em que diabos de várias espécies assumiram em lugar do diabo do respeito; vejo uma grande falta de ambiente disciplinar ideal ao ensino, onde as próprias matérias a serem administradas em tese deveriam poder serem chamadas de "disciplinas"...

É um quadro surreal a Educação, e, verdadeiramente, com imenso respeito aos verdadeiros heróis que conseguem acrescentar conhecimentos, conduzir alguns alunos a alguns saberes dentro do infernal mosaico, não me sinto nada atraído, com a idade que estou, em dar aulas. Sim no meu projeto VS-1963, pois uma das cartas de permanência é justamente o entendimento sobre RESPEITO, ou "fora!".

O estabelecimento da Ordem custou impensáveis quantias de sangue, suor e lágrimas de conhecidos e anônimos, e é uma herança para lá de primordial na possibilidade "vida humana"; é objeto bastante frágil, infelizmente; mas felizmente possível de pensar que existe e que existem escolhas quanto aos indesviáveis fardos que afinal nos trazem os pequenos momentos de felicidade e alegria que pontuam e possibilitam dizer "tenho uma vida"; "vivo"; então, prossigo, prossigamos, prossigo, pois quem poderá se desviar dos objetivos acima de nós, se só somos loucos o suficiente... :o)...

Sigo... Por enquanto sem concluir Letras (pois tenho outro curso), mas sinceramente aconselhando aqueles que ainda não são formados em Curso Superior, a persistirem e ocuparem seus lugares; pois a juventude ainda pode não só esperar mudanças, mas a elas se atirar em missão, com sua parte o melhor possível.

sábado, 10 de março de 2012

INTERMITÊNCIAS DO FACEBOOK 10032012SAB


 

REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

joshgroban.yuku.com
blogs.estadão.com.br
palavradoguma.blogspot.com
lounge.obviousmag.org
e-l-s-d.deviantar.com
poesiaseroticas.spaceblog.com.br
jornalcoruja.com
alexandrecruz.spaceblog.com.br
gavetadoivo.wordpress.com
dezenovevinte.net
grupoideialimeira.blogspot.com


Entrei em um poço, dentro da margem de uma das margens da alma de um blues sem fama... Escolhi um em que o locutor não foi muito feliz com sua platéia;

quase que uma indiferença absurda acolheu a música em que um desconhecido acordeava e soprava; e cantava, o desconhecido. Mas aquele blues não era tão desconhecido e evasivo que barrasse o salto adentro e vi os absurdos ali escondidos... Raul Seixas e Stones quase disseram a mesma coisa, coisa de gênios, eu nasci, eu vi, e nada disso diretamente com o blues...

Desfilavam a melancolia e a tristeza no submundo úmido da terra e por debaixo de uma limeira, esquecidas, minhocas arejavam em seu papel desconhecido o solo... Chamam de loucura ver o que outros desprezam e isso é bem comum...

Vi ali mulheres antigas aplacando a fúria de suas vaginas com jovens sedentos de aprendizado, vi aqueles que preferem desprezar a tudo enquanto conversam com os efeitos do álcool barato, ouvi as conversas vazias e geniais de dois esquecidos em pleno azedume contra o mundo; a beleza da feiúra dançava como se mil máquinas a vapor derrotassem definitivamente a tirania da beleza afetada...

O perfume, resíduo nicótico, resíduo de café, resíduo urinário de pau mal balançado, vaginas à espera... feras... somos boas feras... O blues continua... O mundo continua... O submundo do pensamento não gira, estaciona em si próprio e com próprias regras de movimento, antigo cimento da alma, calma... conhaque, mulheres, cigarros alheios, fim de noite, começo da escuridão, absurdos, absurda quietude...

O rapaz, desconcertado e resignado troca antes do final o desconhecido pelo conhecido... E as cores mudam... tudo muda... pois seguros da rota todos retornam e apenas andam, e se movimentam apenas no ser/estar, e segue-se, e seguimos, e seguir é apenas o que resta... seguimos...



Quando criança flagrei um dia minha própria condição de escravo dos costumes. Costumava, de soslaio, visitar com os olhos, de distância segura contra interrupções, os costumes de vizinhos ricos que estimavam a gradual evasão de famílias como a minha, que iam "dando os pulos" pois tudo estava sendo vendido na Euclides da Cunha, que viria ser a "rua mais charmosa de Campo Grande..." hmmm...

Dois garotos brincavam em um amontoado de areia... Soltos, livres, com a liberdade que -relativamente- somente garotos ricos podem experimentar (e não se venha com 'não entendi')... E eu queria aquilo, brincar daquele jeito, e uma equação me assolou "mas há areia de construção lá pelos fundos de nosso 'quase gueto', vou lá...". Chamei alguns garotos e também meninas, que lá eram todos quase iguais e pedi a liberação das areias prometendo arrumar tudo depois... A custo conseguimos para todos uns momentos... E em nossos próprios micro-sítios a natureza infantil desempenhou a si própria... 

Brincamos, foi legal... Mas havia algo, algo havia... havia uma diferença... Inexplicável... Não sabia na época, mas meu coração pré-maturo em analisar essas coisas perguntava... Anos depois eu soube a resposta: "Significados". Não são iguais entre pobres e ricos e há uma história da qual não me lembro o autor: "O pingado"...

Os significados não são iguais... Tão óbvio, mas às vezes tão distante...



Entrei no salão de bailes; era a maior área ali daquele clube de tolos. Só posso chamar de tolos um grupo que gosta do que não gosta, que sacrifica o pouco de personalidade que tem para seguir um bobo-rei, em troca de uns poucos trocados. Esse mesmo bobo-rei me dispensaria com prazer se outro pudesse realizar minhas tarefas com o mesmo empenho e capacidade.

Ele detestava tudo que eu prezava e, cedo, desistiu de falar sobre o que cada um de nós considerava arte e habilidades acima da média... Sobre a derrota do bem na sociedade, sob uma luz enganadora que escondia o tal Satã sob a acusação do tal Baudelaire (O diabo tem seu maior truque em fazer com que ninguém acredite para valer nele... ter medo não é acreditar... ter medo de Deus não é acreditar nele... ter medo do diabo não é acreditar nele).

A festa duraria três dias, três dias de tortura em que o lenitivo era a maravilha "walkman", embora naqueles tempos recarregar com pilhas o aparelho era um pequeno inferno particular.

Tive um momento especial de solidão, quando fui verificar a segurança na área em que os animais descansavam para participar cruelmente da festa... Senti no ar a penosa compreensão que eles tinham de seus próprios destinos; eles sabiam, a preço de se aproximarem dos homens, que serviriam, semi-escravizados, a estes, em troca de fiapos de vida; sentiam isso, sob a espiritualidade básica que possuiam...

Grandes olhos, úmidos e brilhosos olhavam com curiosidade a origem de ruídos... Eu era a origem de ruídos naquele momento e foi também constrangedor suportar a atenção sutilmente acusatória ou pedinte de todos eles... Que sonhavam? Aliás, sonhavam?

Certo dia vi um curta premiado em que cavalos de um carrossel por um momento se libertavam das amarras metálicas do brinquedo e, com vida, ganhavam o etéreo, onde o artista lhes criara pastos verdes claros, brisas fortes, um céu azul de poucas nuvens, e árvores... Todas essas coisas se tornaram apenas minhas muito cedo.

Tinha que demonstrar apenas entendimento de coisas práticas, e tornando-se minhas opiniões desastres inoportunos, já no início da adolescência passaram a desfilar apenas à convite. Conservei, porém, a implacabilidade que me caracterizou, quando havia abertura, mais para se livrar o mais rápido possível de discussões infrutíferas(pequeno trecho inédito do capítulo: "preparando-se para ser Belzebu, em "A Batalha..." - a 2012, espero...).
 
A palavra cansaço tomou-lhe todo, qualquer canto do corpo ou da alma. Jamais antes sentira-se tão esgotado. Mas aquele cansaço, que fazia com que imaginasse por frações de segundos que não seria capaz de alcançar a velha e solitária poltrona, ou talvez nem mesmo conseguisse pensar racionalmente daqui uns poucos minutos, era o responsável por se sentir herói, se sentir o máximo de si como nunca antes.

Então viu aquele que seria, anos à frente, conhecido nos pressentimentos e intuição universais como Belzebú... Patife! Como pudera dizer simplesmente "É o suficiente por hoje", e abandonar o capricho das águas que resolvera oferecer grande perigo iminente para a represa e a todos que estivessem em seu caminho, se saíssem de controle. E olhando-o, algo de suas entranhas de espírito parecia dizer que aquele ali calculara tudo, precisamente... Que alguém ficaria e doaria cada átomo de fibra ou centelha de espírito para assegurar o retorno da represa à quietude.

Poderia jurar, nas brumas de seu olhar prejudicado por lamas finas e umidade renitente, que havia um sorriso naquela face que parecia sempre a mesma, fosse qual fosse a situação... "Oh, se eu tivesse mais algumas frações de energia", pensou... Mostraria ao patife...

Embora se lembrasse de como todos que antes ousaram desafiar seu "amigo", terminaram... Lembrou que seu nome chegara já cercado de lendas urbanas sobre crimes, sobre lesões, sobre apelidos que gelam mesmo homens de fibra como Jeremy. Por sua vez o outro analisou seu amigo; deu-lhe uns poucos segundos e pôs-se de volta à tigela... Sabia quais seriam os próximos movimentos, sabia o que pensava o extenuado rapaz e que não precisaria fazer nada, apesar de visível a raiva contra ele... tolices...

Os homens são tolos sempre prontos a temer e seguir os fortes. Jeremy era em parte exceção, mas algumas semanas adiante compreenderia que herois a menos ou a mais são apenas papeis destinados pela torta e firme escrita dos acasos e suas costuras com o que deve ser... Pobre Jeremy, pobre diabo. (pequeno trecho do rascunho: "A batalha..." em "Preparando-se para ser Belzebu" - DS, p. 2012... espero...).