CAMPO DOS GUAICURUS

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

O TEMPO. SEMPRE O TEMPO. ESSE DEUS; UM DOS MAIS LINDOS (RR).


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS

purpletrance.com
flappydays.blogspot.com
12dimensao.wodpress.com
infoescola.com
velhotemponovo.blogspot.com

O TEMPO... Seus cheiros, seus perfumes... a palavra perfume perde o sentido... Hoffman um senhor seríssimo, relata como acidentalmente (sério) é atingido pelos efeitos de um poderoso alucinógino que ele inventou, o LSD, conta como seus sentidos se inverteram, durante a volta para casa, em uma bicicleta. Sua descrição fria impressiona e leva aqueles que serão eternamente leigos no assunto (empiricamente) a pensar, que loucura perceber o perfume das coisas como se outro sentido fosse... Pois temos uma pista disso... Quando o perfume nos traz perceptivos cacos coloridos do tempo... Quando tempo vira uma essência confusa, surreal...



O TEMPO, esse Deus tão lindo... (RR). Ele é a sinfonia da vida e da morte, é o peso da tristeza e melancolia, mas pode servir à alegria quando é tratado com inteligência...


Suskind, em O Perfume não trata diretamente a questão, mas representa as virgens, seus cheiros, como a sensualidade sob a moeda do tempo...


De dentro de um trem, Einstein percebe o peso físico e poético do tempo...

Dizem as pessoas comuns “isso é perda de tempo...” às pessoas que governam a fantasia...


Clayton Sales colocou a Annie Lenox a cantar There Must Be Angel e às 05:42 eu ouvia a canção, com o peso do tráfego da antiga Afonso Pena altos no leste... a irresponsabilidade pela qual todos passam na adolescência e precisam de sorte e amigos verdadeiros para não sucumbir, a fumaça de pneus, a cerveja aguada das madrugadas, a vontade de pegar, de catar uma daquelas peguetes, qualquer uma e tirar o atraso guardado nos exercícios manuais... Oh, Deus...


O tempo traz aquela confusão que gera um falso “ah, se eu tivesse naquele tempo a cabeça que tenho agora...”... Ah, tá...


À esquerda da Mato Grosso, pastos verdes, os passos cansados, para economizar os passes em favor da transformação em coca-cola ou doces... enfrentar o risco de correr da vacaria dos pastos onde hoje é início do Autonomista... Lembro-me dos ruídos da alteração de tudo isso no tempo, logo nas manhãs, dos maquinários com seus socos violentos no solo para abrir caboucos e lançar alicerces para o que seria o bairro rico, vizinho à minha modesta Monte Carlo... Tempo... meu amigo e inimigo, nunca te entendi e talvez teu castigo seja não entender meus objetivos tortos de surrealismo e sempiternitude... Sob você, tempo, sobre você, deitamos nossos vinis, carreamos nossas amarguras do não feito, exaltamos as pequenas vitórias ao alcance... E, não pense que és vitorioso, pois Pascal arrazoa com tanta convicção que solidifica nossa fé em sermos superiores a ti, pois nossos pensamentos tão pequenos, são maiores porque os sabemos com humanidade... lamento tempo, Dylan Thomas, tão rico que emprestou o próprio nome a Bob, diz sobre você: “O venceremos, pois seu mais poderoso mensageiro, a morte, perderá o domínio e nus poderemos encontrar uns os outros em um paraíso onde rege a humanidade em uma vestimenta contrária, almal... E não terá adiantado os assassinos, em nome de Satã esconderem os corpos, pois, transformados em luz, os ossos virão à tona... A morte perderá seu domínio e da vida é o universo e a ti, tempo que nos oprime às vezes, como dizem Pascal a seu modo, Kafka ao seu, só restará que te rendas e saibamos os segredos que hoje não são de nosso domínio... e seguiremos... e seguiremos...

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