CAMPO DOS GUAICURUS

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O CANSAÇO REVIGORANTE DA MEDIOCRIDADE



REFERÊNCIAS DAS IMAGENS

reviewdorafa.blogspot.com
danmihalache.wordpress.com
popsubculture.com
umcaosemlimites.blogspot.com
portraitof-a-life.blogspot.com
radricci.blogspot.com

ROMÂNTICOS... Invejo pessoas de fato livres, pois busco a liberdade desde que acordei da Matrix, e como não tive como escolher a pílula azul, carrego com mais resignação a compreensão melancólica de mundo que sustenta meu viver, com o maior de doses de alegria possível, que existem principalmente devido às visitas de amigos e a paradoxa relação com  a arte/literatura. Posso dizer que a alegria existe, e muita; que há pessoas genuinamente alegres, que não complicam nada, que montaigneanamente vivem sem ter a mínima idéia de quem seja Montaigne... que bom para elas... as invejo... gostam de sangalismo, de lulismo puro, rodam um espeto, mandam cerveja goela abaixo e acreditam até em papai noel se demorar um pouco... Seus romantismos são momentâneos e um estalar de dedos por elas próprias as despertam... Para elas o chá das cinco acontece no momento que querem e pronto. Trabalham, sustentam o governo, apinhado de gente de favores genuínos do estudo ou não, sustentam aqueles que se acham superiores a eles, sustentam a máquina que paradoxalmente os favorece e desfavorece... Olho-os, sei que lhes devo meu passe gratuito, a gratuidade nos postos de saúde... Um dia acordarei morto... e naquele instante que precede uma nova fase, se houver a graça da pergunta "e aí?" novamente, direi... Desta vez passo a vermelha, não quero saber de saber de nada nesta, só cumprir a tabela enquanto ruímos o que há... sobre, sob nós... Não quero entender uma só porcaria da arte complexa; vinhos chilenos, tequila e Jack secos, livros de sebo, longe... Músicas cabeça, rock crítico, não não... Preciso de uma temporada na mediocridade, descansar uma vida... Até Mário Puzo será demais para mim, Beethoven? Que é isso se é marca de sardinha ou mortadela, quero sim... Sem romantismo, ok... zero. Amores manipulados e manipuladores, nada de relações livres e complicadas, coisa tipo "amor, onde vocês está?"; "na cozinha, bem..."; "E agora?"; "Na sala..."...  Mas só uma dessas vidas tolas, em quem sabe até pularei e gritarei que nem um macaco na frente de trem elétrio, trio, sei lá o nome direito dessas merdas... Mas uma só, certo... Logo nas outras mil vidas, BLUES, meu conhaque reflexivo de volta, se possível nasço em Campo Grande de novo e quero Tereré, recusarei novamente Manoel de barros pois foi herege com Rimbaud, quero novamente rock do bom, entender que Clash não é punk, punk é Ramones, Sex Pistols e os fodidos que não aprenderam a chorar e são capazes de morrer zombando da Morte e cantando Dylan, não Bob, Dylan Thomas... Nus os ossos virão à tona... Nus as almas novamente assumirão a complexidade de suas simplicidades... a poesia será novamente amarga e severa, e amarei novamente esse vale de sofrimentos chamado Vida, pois sem sofrer a vida é uma porcaria.

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