CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

domingo, 12 de fevereiro de 2012

INÊS SEMPRE VIVA... SEMPITERNAMENTE VIVA... INÊS SEMPRE-VIVA




REFERÊNCIAS DAS IMAGENS

pt.wikipedia.org
mortenahistoria.blogspot.com
fotografiacatarina.blogspot.com
armazemoficinas.com.br
ruimedeirosfotografia.blogspot.com
murall.com.br
brumadinhotour.com.br
hipersessao.blogspot.com
cultivando.com.br

É UMA PROFESSORA DA UFMS, se eu considerar a linha do tempo. Depois disso, ela é ROSANA, PARA MIM, ROSANA NAS ALTURAS, ROSANA NAS ALTURAS. Seu nome a precedeu, forte, nos corredores, onde eu iniciaria Letras: “Rosana... forte... forte...”. Como toda pessoa genial, tinha os ‘contras’, que somente a favorecem. É uma pessoa rara, sobre a qual costumo brincar: “única mulher de quem tive inveja”. Ela aparava no ar todas as bobagens, as perguntas bobas, e as transformava ao contexto. Inês Sempre-Viva... Ela própria, espero, que cada vez mais, por aqui e onde resolva, fale de Inês, de Sempre-Viva, de tudo que a cerca, de tudo que ela cerca. ESTOU COM QUASE 50 ANOS, li e vi arte por conta própria todos esses anos... Posso dizer que é sorte de quem for tocada nos ouvidos pelos seus dizeres, for tocado nos olhos por seus escritos... ELA CERTAMENTE RECUSA ADULAÇÕES, mas abre exceção ao meu caso e alguns outros, pois sabe que nossas pompas são resultado de entender sem entender direito, todo o poder que flui de seu ser e escolhas genuinas; felizmente mais forte ainda na literatura portuguesa... MAS forte em tudo que se assina ARTE. NÃO É SOMENTE LITERATURA, o é somente quando, como penso, a literatura é tudo e tudo engole e o vomita em estrelas e mundos vitais. Ela é posicionada quanto à política no que se diz humanidade, em música... Ela entende Batman, Coringa; sua alma convulsa e ao mesmo tempo ordenada revela, quando ela quer revelar, posicionamentos de entendimento somente parcial, pois nem que queira consegue controlar a contento tudo que sua intuição (no mais alto significado desta palavra) intelectiva guarda... É um mar, é na terra uma flor infinita, sempre-viva; é a agonia poética das mulheres, o mais nobre saber dos homens, sabe o que é ódio, o que é amor, ela é Inês Sempre Viva e sua opinião é o sal da terra; não duvido que tenha erros, pois quem mesmo se desvia em todo deles, mas seus erros também são do melhor do sal da terra...



SOBRE INÊS DE CASTRO, PERSONAGEM A QUAL DEDICA ATENÇÃO ALMAL E NÃO SOMENTE TEÓRICA:


"Apesar de todos os perdões solenemente jurados, D. Pedro, logo que subiu ao trono, conseguiu que o rei de Castela lhe entregasse os conselheiros de D. Afonso IV que tinham decidido a morte de Inês e fê-los executar com rigor atroz, que impressionou os contemporâneos. Em 1360 anunciou formalmente que chegara a casar secretamente com Inês de Castro e, pela mesma ocasião, mandou construir os monumentais túmulos de Alcobaça, que são os mais notáveis exemplares de arte tumular existentes em Portugal" (José Hermano Saraiva, História Concisa de Portugal, Publicações Europa-América).


SOBRE AS FLORES SEMPRE-VIVAS:


Formadas na primavera, suas folhas são extremamente duráveis. Não são comumente cultivadas em vasos devido à alta necessidade de sol direto. Quando plantadas em jardins, são usadas em conjuntos isolados ou renques (http://.cultivando.com.br/)


INÊS SEMPRE VIVA

Sou Inês Sempreviva: Inês porque ela é a lenda viva na alma não somente lusitana, mas em tantas outras sociedades ocidentais e orientais. Ela é o ser dado em sacrifício de amor e que não morre jamais. Daí o epíteto seguinte: Sempreviva, uma homenagem a uma flor singela que nascia nos jardins abundantemente em meus tempos de criança. Minha avó as tinha em seu jardim. E elas pareciam nunca murchar ou fenecer. Hoje não encontro mais as flores, porém, sua lembrança vive em minha memória.

INÊS SEMPRE VIVA:

sobre o blues, uma vez orientei uma dissertação acerca de um livro da norte-americana Toni Morrison. Em inglês o título era The bluest eye. Meu primeiro problema foi com a tradução em português: é o O olho mais azul. Aí comecei a pensar que blue/blues não é traduzido somente como azul: é também a tristeza, a melancolia, o sofrimento daqueles que pouco ou nada tem e ainda são expoliados. Não foi à toa que o blues surgiu entre os negros norte-americanos. E que o (bom) rock and roll mantenha essa "pegada" melancólica. É uma reflexão a partir da sua.


Você também escreveu sobre o filme O diabo veste Prada, com a esplêndida Meryl Streep. Sim, há o trecho em que ela / Miranda, para testar sua nova assistente, lhe pede para conseguir as provas do Harry Potter, além de outras coisas mirabolantes. No entanto, vamos mais à frente: você se lembra de quando Miranda se despe de sua personagem, de sua maquiagem e é vista chorando porque mais um companheiro se foi? Você se lembra de quando parece que Miranda "passou a perna" em seu fiel escudeiro e colocou sua inimiga na "boca do leão"? Dante, acredito que são essas sutilezas que salvam algumas produções cinematográficas, teatrais e literárias, com exceção, é claro, dos PC's da vida, sem redenção possível. E nos salvam da banalidade de notícias e de acontecimentos como a tal grávida de quádruplos, na "crista da onda" já há um tempo mais do que necessário.

Um comentário:

Dante Sempiterno - ( dantesempiterno@hotmail.com ) disse...

Eu poderia falar de seus títulos; de mestrado, doutorado, de tudo que produziu. Mas tenho a impressão que mesmo que ela não os tivesse, e tivesse nascido e vivido em uma ilha até que resolvesse tocar nas coisas, na literatura, seria a pessoa que é, com o espírito infindavelmente rico que tem... Espero que ela seja assídua aqui :o)... Espero de verdade que seus comentários venham muitas vezes, e, quem sabe ela não resolva integrar o "time" de blogueiros... Seria o máximo para nós, ter tal aliança !!!!!