CAMPO DOS GUAICURUS

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

ERRAR É POÉTICO, PERDOAR É HUMANO.


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

oolharcidadao.wordpress.com
cineclubedelirio.blogspot.com
miltonribeiro.opsblog.org
lituraterre.com
quemdisse.com.br

ERRAR É POÉTICO, PERDOAR É HUMANO. "Liso como o ventre de uma cadela fecunda, o rio cresce sem nunca explodir. Tem, o rio, um parto fluente e invertebrado como o de uma cadela" (Cabral de Melo Neto). Os poetas levam às últimas consequências essa condição. Como erram, como escrevem besteiras, são irresponsáveis mesmo no limite da responsabilidade. Escondem aquilo que deveria aparecer, fazem aparecer aquilo que deveria ser escondido. Blasfemam, ofendem, infantilizam. E por mais perfeita que seja a linguagem, até clássica ou arcaica, é ofendida (Lautreamont, exemplo mais perfeito impossível). Profetas e poetas, casca grossa de erros, miolo futurístico, acertam primeiro (Bloom); o toque perfeito nas coisas nasce da feiúra de uma mão orc.eana, a tinta azul, a tinta preta, o dizer confuso como da boca de um ébrio em seu limite antes do sono atormentado e ressaca abismática. Quer a verdade? Ela é acessível, está em mãos precisas como de Cabral de Melo Neto... Ou de Renato, "como? você tem 3 deuses, é ao mesmo tempo um, e você matou um deles, aquele que veio dizer 'amai ao seu próximo como ama a ti mesmo'? Não entendo isso tudo... Parecem erros, errar é humano... mas errar sob a tinta é poético... A poesia é toda humana, péssima como no certanejo uniwerçitário boa como em Cabral, mas toda ela é humana e desumana; por isso seguimos, ou recorreríamos a Nerval, usaríamos todos sua gravata bem antes da Senhora de Saramago vir para a condução ao Encontro. Seguimos... é um domingo, um belo domingo talvez morno, abafadão, ou chuvoso, um belo domingo... tereré, violão e filosofia barata, bravatas... erros... poesia, seguimos... (a vírgula está errada em Cabral 'tem, o rio,', e errado ele falar em parto invertebrado) Errar é poético sob titãs como Cabral, O CARA. Seguimos, temos Cabral, que fez Bial ao entrevistá-lo suar frio ("Poeta, o Brasil chora?"; "filho, não entendi... pode reformular?) nem assim conseguir perceber a própria mediocridade... nem um BBB consegue fazer com aquela voz de radiola estragada... Oh padrão globo de compadraiada nepótica... Você pode mais, mude... Mas, seguimos... 1984 é para todos, Orwell e seus porcos vermelhos ou azuis... Porcos orwellianos no comando, é domingo, dia de filosofias para todo lado, rasas... loucuras linguísticas e linguais... ERRAR É HUMANO, PERDOAR É POÉTICO, ERRAR É POÉTICO, PERDOAR É HUMANO... tereré e conversa furada, reforma do mundo à tarde... falar mal de todo mundo... delícia... Vem tarde de domingo... Perdoar é humano, errar é poético... Seguimos...

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