CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SONHOS E SEXO... FLORES DE FOGO... VOCÊ E MINHA PELE...




                                             
                                                     REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

mstation.org
letras-profanas.blogspot.com
mashedmusings.wordpress.com
programacinelandia.blogspot.com
nelmezzodelcammim.blogspot.com
fotolog.com
luso-poemas.net
smalllady.spaceblog.com.br
recantodasletras.com.br
olharesaeiou.pt


Um ano antes dos poderosos novos sonhos , o amor em carne, sangue e suor a última vez... Literalmente... E foi fazer amor... Não era sexo, tinha sexo... Alguns anjos, já mulheres, mas ainda anjos, traem seus quereres ou pelo querer do outro entregam-se e entregam, entregam-se ao sexo... Então, acabado o namoro, novos tempos de solidão... dependência de sonhos e suas rainhas...


Ei! Que mal há na masturbação, se é simplesmente fazer amor com quem mais amamos no mundo (George Shaw... ou será Woody Allen...(?)... Um dos dois, certamente...). Para quem conhece as maravilhosas artes da masturbação, saiba-se, compartilho... somos do mesmo clube...


Acordei com a ressaca em seu final; ventilador lamentando seu próprio tempo e indiferença do dono aos óleos nas engrenagens; tlec... tlec, o quarto semi-escuro... umidade no ar mais que morno... um clima estranho, surreal, como se meu quarto estivesse suspenso em uma noite poderosa e silenciosa que pudera elipsar o dia...

Então, meu desejo... Todos os aconteceres sexuais poderiam ser iguais; ainda mais de amor "consigo próprio"... Mas... que beijo é capaz de ser igual?


Sinto desejo de mim mesmo, porque você está tão forte em minha pele, eu consigo imaginar esse teu olhar.... Olhos negros, olhos castanhos escuros? Quero ver de perto... Esse escuro olhar que me percorre com um brilho de estrelas; que vão pousando em mim como se vários "dentes-de-leão"... Plumas leves... resolvidas a me abrasar dançar em minha pele...

Com a liberdade que concedo, passeiam sedentas de cada poro que possa transcender o aroma de meu corpo... Tenho ainda meu próprio perfume impregnado de essências do passeio... Sabe... nunca imaginei que pudesse sentir teus lábios tão reais em mim, são como sempre imaginei... Toque-me, boca na boca, volte, toque-me mais forte...


Olhe-me com esse teu olhar estelar e deixe que esses cabelos negros, acastanhados, perdidos em cores confusas, ajudem a arder em mim as chamas de mil vulcões em fúria sutil e incompreensível...


Sempre penso na exatidão da beleza de tua vagina, sim, pois o rosto não trairia a natureza, posso imaginar perfeitamente a harmonia dos desenhos... e posso... o cheiro de buceta limpa... parentesco de essência de tuas partes mais delicadas, tua carne perfeita, íntima e úmida, exposta, e com um leve perfume de urina que se foi há pouco e deixou marcada de rara intimidade permitida a apenas um,


Só um; mesmo que mil antes, mil depois, a virgindade é apenas a repetição de um momento especial, sentir-se único, único homem e momento; essa magia infernal e paradisíaca, egoística e redentora; só eu em você, só eu posso naquele momento profano e sacro, ferro em fogo no tempo...


E avanço a magia que me embriaga e assim, com a imaginação, me traz tua pele tão perfeitamente; você com teus sorrisos irônicos, traindo as mulheres e os homens, ironia soberana de um saber perdido no que se constrói de Cleópatra. Faz o gosto de um vinho único em minha boca, em minhas narinas... Eu queria falar algo, teu nome, mas o universo inteiro está a ouvir e rege agora este pequeno pedaço de casa, em que, soberana, governas minha alma, meu espírito...


Desde que te vi em primeira vez, em situação tão surreal... Vi "sem poder ver realmente", naquela magia que sabes de teu modo tão único de ver as coisas... e imaginei, e sonhei, que um dia a possuiria, que um dia estaria lenta e fortemente fazendo-a minha, num desses micro-instantes que gritam ao próprio universo o atestado real de sua vida... Em que o pulsar do tempo, esquecido, boquiaberto nos olha...


Não poderia ser diferente... Sou o rei neste instante, "The King of the Kings"; você me faz assim, o Arthur dos Arthures. Meu quarto já não mais me pertence, nada mais é meu a não ser o teu corpo e teu sorriso... Que mais quero? E como as mulheres Mulheres sabem fazer, você traz a lentidão da névoa e orvalhos selvagens e perdidos à dança da naturalidade sexual feminina a mim... entrega-se sem se entregar; faz o que somente a alma feminina pode fazer tão bem; permite...


E avanço... avanço mais...O antes é supremo, a sutileza da dor mentirosa e posse, o "eu poderei", "eu entrarei" pelo pórtico, eu penetrarei e terei...


Me leva a brincar com o maior dos poderes dos sentidos... Meu corpo ensaia a si próprio e a pele rege tudo o que há em mim, em pouco seremos apenas UM. Unos, depois que experimentamos de um o outro em tudo.... Suores... leves dizeres surdos... pesados dizeres absurdos, lentos enganchamentos... Pertences raros, únicos, são concedidos; MINHA! Eu sonhei, eu sonho, eu sonharei; e há e haverá, e se confundirão sonho e realidade, e se confundirão os dias repetindo em solene coro "acontecerá"...


E os dias em que os homens e mulheres saem do reino da simplicidade para se fazerem reis e rainhas uns dos outros e de si nus e amantes, cujo Tempo algum poderá matar, na permissão da vontade de um o outro... Minha pele é você, todo meu corpo é você; vem o poderoso e orgulhoso jorro de vida, de poder...


Sem átimo de vergonha do que me foi dado pelo poder da natureza, a arte de amar você em mim e a mim em você; e em palavras transformar as coisas e as coisas transformar em palavras... Do poder das palavras reconstruir você para mim...


Eu não sei quanto tempo dura a eternidade, talvez um segundo, talvez ela seja ironicamente uma gaveta particular na infinidade cósmica, talvez dure, repito, um segundo ou mais, o suficiente para eu dizer "você é a mulher dos meus sonhos, pertence ao mundo, a outro, a outros, ao inseguro, intempestivo, infiel, efêmero, displicente, esnobe, imprevisível e indiferente Tempo... és livre e linda, mas em um segundo em um dia, você é minha"...

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