CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

domingo, 30 de outubro de 2011

APAGÃO CRIATIVO



REFERÊNCIAS DAS IMAGENS

timblindim.wordpress.com
alonsoluciano.blogspot.com
coolguide.com.br
auribertoeternochocalheiro.blogspot.com
falandocomquemquiserouvir.blogspot.com


DIOGO MAINARDI.  Hoje não há mais o mesmo encanto sob a leitura de sua escrita. Mas não diminui minha admiração pelo seu poder de leitura e escrita. Está entre os sujeitos que invejo em determinados aspectos. Já tem uns tempos que não o vejo em TV ou o leio, mas ele me veio à lembrança pelo termo "apagão criativo". Não que me lembre de algo diretamente ligado a ele nesse sentido. Mas lembro de que ele disse que parou de escrever livros porque percebeu um esgotamento de ideias em sua verve. Foi preocupante ler isso. Em se tratando da frieza mainardiana, mais ainda. Não sei se é um farsante, nosso Diogo, isso só ele e Deus sabem; e outros mais íntimos ou argutos em percepção, em menor ou maior nível, podem saber. Seja farsa ou não, há um tipo de frieza e desprezo nele que resultado de peça ou natureza, agrada e no caso da menção ao esgotamento, desconsertou algo de minhas razões. Se ele, Mainardi, esgota-se de ideias, e nós mortais, então? E não é só Mainardi, claro, que toca neste ponto. Tantos artistas já chegaram a absurdos por se sentirem de repente vazios do que faziam. Mario Puzo, em um livro muito desdenhoso sobre o ambiente holywoodiano fala de Hosano (não sei se acerto o nome), um escritor esgotado de ideias... Típico escritor que odiava/amava a primeira ex-esposa, e que matou um poodle branquinho e perfeitinho com as próprias mãos, em um voo... É... é da pesada... E confessou em algum momento, esgotamento total de ideias e ânimo para escrever. Luciano Alonso (artista e professor de artes no Horto Florestal de Campo Grande - MS) tem entre suas telas uma ótima pintura de deboche a isso. Mas eu não tenho apagões criativos, propriamente ditos. Não sou um grande artista. Sou um pequeno escritor, sem obra divulgada, pequeno poeta de prosa, sem um livreto sequer impresso. E como me utilizo do mundo fantasioso, onde qualquer graveto vira um grande castelo e uma formiga vira um grande gladiador, e de uma linguagem de descompromisso gramatical e etcs, não tenho esse problema. Mas tenho o apagão-sumiço. É isso que o mais presente e agudo dos leitores desse blog, notou e expressou. Timblindim pode ser encontrado com busca googliana naquele nome e terão um grande deleite. Ele é ótimo em expressar-se, tem um grande conhecimento de muitas coisas, de literatura e poesia, pra começar. Qualquer coisa que eu fale dele pode injustiçá-lo por não alcançar bem sua altura, então melhor conferir seus dizeres, que facilmente encontrarão sobre seu pseudônimo, que, aliás, carrega uma ótima "justificativa". Ele lamentou meu "apagão-sumiço". E isso me deixou deveras feliz. Mas, sim, esse apagão sumiço é coisa do final de ano, e na realidade meu blog não é nem de longe capaz de tirar de mim uma verve como tem nosso Timblindim. Ele é inquieto no melhor sentido dessa palavra quando ela vem para a literatura. Mas, enfim, é próximo o tempo do final de ano e meu apagão se acentuará. Mas, não sumirei de todo, espero. Pois tenho pessoas muito fortes, muito distintas, de verdade que aparecem por aqui e dão crédito ao pouco escrever que tenho. E a amizade que aos poucos construo com o "Timblindim" é um grande impulso à continuidade, infelizmente em meu ritmo incerto e preguiçoso. Apagão criativo, intermitente, mas não decisivo e perene; estarei às vezes sempre... Enquanto vivo, e quero viver ao menos mais umas duas boas décadas, sem cânceres, tiro de bandido, esses trecos que estupram a vida. Abraço, Timblindim, seu Grande. Obrigado por você brilhar o blog com teus olhos de coração. Que nossa amizade que engatinha Seja e sempre Seja! Valeu!

Nenhum comentário: