CAMPO DOS GUAICURUS

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domingo, 11 de setembro de 2011

MANHÃS DE SETEMBRO - MAIS DELAS... E SIBIPIRUNAS


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

timblindim.wordpress.com
olhares.aeiou.pt
jardineiro.net
lucianakotaka.com.br
sucesso.powerminas.com


Sequer de nós mesmos conseguimos dar informações confiáveis.



Façamos uma análise honesta, uma varredura pontual e geral sobre quem somos. Quais são nossos principais interesses, o que defendemos, de que verdadeiramente gostamos; e outros pontos devem ser vistos para se chegar ao: “Sou este!”. Isso, mesmo com toda a honestidade possível encontrará barreiras.


Onde quero chegar? Se a ti próprio, quando consegue se olhar franca e externamente, sem lisonjas, com crítica análise, encontra dificuldades em estabelecer o “sou...”. Então como saber quem é o próximo? O outro? Que parâmetro utilizar para ter as pessoas o mais reais possível próximas de ti?


Difícil... muito difícil sabermos quem são as pessoas, o que pensam e o que querem de fato, que visão tem de mundo e que paixões regem seus atos verdadeiramente.


Sou o primeiro dos sempiternos, nasci em 1963, e às vezes, quando me desconheço e a meus atos, ao ponto de lamentar uma fuga acima da média de meus arbítrios alcançáveis, só posso entender que meu destino é mais comandado que de outros, em direção a ações que entendo como belas, mas das quais gostaria de fugir; pois me sinto o mais cansado dos homens e sou obrigado a, assim mesmo, como o velho capitão de futebol (personagem de Dennis Quaid no maravilhoso “Um domingo Qualquer”, com Al Pacino e show de interpretações também de outros) a sentir que o cansaço final parece ter chegado. Mas isso tem que ser chutado para longe... Preciso me revigorar de mim mesmo e pronto, sem uma sequer alternativa.


Sim, frente ao cansaço que tenta me anular, algo acontece... E quase que sem perceber estou novamente no ringue chamado vida... Sem medo de ouvir soar o gongo de abertura...


Olho o inimigo e, como Borges, não consigo deixar de me surpreender, sou eu mesmo. Sou o próprio inimigo de minha própria luta, que paradoxo infernal... Mas também divino, pois o conheço em parte e poderei atacar onde sei que deve ser atacado; poderei me defender do que sei que poderá me atacar...


Aspiro o ar da manhã, de uma manhã qualquer de domingo... De um mundo em que vivo a quase meio século... Consigo trazer o cheiro das cascas arvorais, do verde e amarelo das sibipirunas tomadas por térmitas, mas não vencidas... É setembro... Facilita-me saber que a maioria das lutas que vem aí são apenas repetições de mil primaveras que vieram e se foram... E facilita-me saber que tenho amigos poderosos, no sul, no centro-oeste, leste, oeste e principalmente meio norte Campo Grande... Facilita saber que só luta sozinho quem não vai a Roma...


Jamais saberei quem exatamente sou; jamais saberei exatamente quem são as pessoas que continuo a chamar de amigos a mais de décadas... E novos amigos que realmente inspiram confiança... Mas sei que julgo com compaixão, se há de ter paixão; sei que sou capaz de dividir minhas conquistas; que tenho grande dificuldade em dizer “não”, porque me causa imenso prazer dizer “sim” a quem realmente precisa... E sei que gosto de literatura, de xadrez, de conversar, gosto de futebol e filmes melosos bem feitos que me fazem chorar, gosto de dizer “bom dia, boa tarde, boa noite”, gosto de partilhar e compartilhar enfim... E sei que a maioria das pessoas com as quais me empenho em “não perder”, são como eu...


É... hoje o blog foi, “querido diário...” Como não refletir hoje, a despeito de qual a importância particular do 11. Somos midiáticos e ignorando a maioria dos posicionamentos políticos, o que importa afinal é que somos um só, e pensar diferente disso torna a luta muito mais difícil, eu sei...


Não sei direito quem sou, não sei quem és, quem são; mas considero não me perder de minha própria humanidade e a consciência de que preciso recomeçar eternamente, e somente isso me torna de fato vivo... E que jamais podem estar ausentes de meus eternos recomeços: o mesmo do melhor que pertence a mim, as coisas simples do meu ser, que encontram guarida na explicação da palavra “amor”. Em movimento, “boing!!!!!” Mais um round começa! Vamos!!!

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