CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

UMA LINDA MULHER... EU SINTO, TU SENTES, NÓS SENTIMOS... MUITO... "VEROSSIMILHANÇA, SENHORES, VEROSIMILHANÇA!!!" (SHAKESPEARE)... "Ué, mas não falta um 's'?" (gaiato... perdido...)


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS

popcrunch.com
clleofunke-formiga.blogspot.com
dercio.com.br
gonzatto.com
antigasternuras.blogspot.com

"O Astro" e outras novelinhas. Repetições ainda mais "inhas"... Mas... Tenho me policiado para não atacar gratuitamente, com crítica não acadêmica, pessoal, simplesmente, trecos os quais não gosto mesmo, pois tudo é semi-propriedade de alguém. Sim, semi-propriedade, pois o que é propriamente de alguém no mundo se existe a democrática morte? O Astro e outras novelinhas... Sabe, novela é resíduo artístico mesmo. Ao menos, há muito tempo, no Brasil. O que vejo nas novelas, sempre digo, é um cabidão de empregos, onde há alguns sujeitos, algumas moças, que realmente levam e fazem a sério, algumas exceções como era o genial Raul Cortez. Mas são poucos, e hoje nem exemplos tenho mais, pois nem em comerciais das novelas consigo me deter em frente. Por que me lembrei disso? Porque me lembrei de putas, lembrei-me de atrizes, e lembrei-me da pior atriz que conheço; que fez o pior papel de puta que já vi. Camila Pitanga, oh, Deus, que lástima de atriz, que lastimoso papel de puta fez em uma novelinha da qual me escaparam para a observação uns tantos capítulos, sei lá porque até hoje. Lembrando-se de outra puta, Julia Roberts... putazs que o pariu... Que puta! Sabe, conheci muitas, sei exatamente como são. As conheci em Curitiba, em Dourados, em Campo Grande, em Porto Alegre, UAU!!!! Até vivi muito tempo com uma... Porto Alegre... Lembro-me, propus casamento a uma, e acho que falei sério, ela não levou a sério, como levaria? Saí com minha saúde ilesa, ao menos ainda doo sangue, não faço sexo há mais de um ano (não que não queira, é que são minguadas algumas estações)... Mas, vamos ao que interessa, ao eixo da blogada, para a qual minha tagarelice quase não deixa sobrar nada... Sensibilidade; é isso que separa nós homens das formigas, e em muito, já disse, não podemos querer ser socialmente mais que as formigas. Mas acho que nossa alma supera em muito a dos insetos, e dos animais... E como escreveu Lima Barreto antes de morrer sobre uma golfada do próprio sangue, ‘rudimentar, que seja, mas os animais tem alma” (POMPEU DE TOLEDO em VEJA)... Mas a complexidade da nossa alma faz com que entendamos algo chamado “verossimilhança”. Sabe, quem não viu está perdendo algo incrível, a cadela que se finge de morta. Basta com essas palavra últimas do último ponto se meter no youtube que acha o vídeo. Essa cadela deveria dar aulas para alguns da Globonovelas. Ela finge uma queda mortal, após receber da mãe uma “mordida fatal”. Shakespeare (aqui no blog existe uma transferência do texto), Mestre dos mestres nas artes ligadas a textos, explica a importância da verossimilhança, parecer e não ser, eis a questão... Precisamos, desde o teatro grego, da arte trabalhada, para sabermos quem somos; pois o que nos define é a presença ou ausência de sensibilidade, ou os níveis desta. Pretty Woman, Pretty Woman, e em Blade Runner o Voight-Kampf… O que era o Voight-Kampf? Um teste para ser aplicado em replicantes, cones tão perfeitos que a aparência e comportamento cotidiano não denunciariam não serem de fato humanos. Então o Voight-Kampf, uma bateria de perguntas para verificar a reação a estímulos contidos nas construções linguísticas, revelaria se a pessoa era ou não humana. Em “Uma Linda Mulher”, quando Júlia Roberts, puta de luxo (essa sim, sabe atuar, e, please :o), não me venham com o papinho “americanismo barato”, aqui não cola), assiste uma peça de ópera, chora... Richard Gere (esse não tão bom) tinha dito que ópera ou provoca a total indiferença, ou profunda ligação homem-arte... Catarse... catarse... Não sei se entenderia uma ópera, acho que não, acho que assim como a forja de meu paladar e estômago estranhariam (nunca comi e nunca gostei) caviar, penso que minha alma recusaria óperas, apesar de amar música erudita e alto rigor em produção de verossimilhanças... peças (dentro dos filmes), filmes. O teatro é uma prima às vezes rica às vezes pobre da ópera, ou dela parte; também não curto o teatro, a não ser esquetes, pedaços curtíssimos apesar de amar, amar mesmo, de verdade, grande parte do “povo do teatro”... Esse pessoal tem algo em si que é como uma língua particular, ancestral, viva e morta, morta e viva, mas espetacularmente propriedade deles, da gente do teatro e não só língua; têm umas coisas só deles. Deve-se muito ao teatro, disso não se pode esquecer, e essa dívida não diminui com o passar dos tempos, mesmo com o azedume de determinados críticos, as vezes discriminadores ou babacas mesmo, onde inclusive eu próprio já me incluí algumas vezes e não nego que serei vez outra babaca novamente... Mas, o que nos distingue das formigas, é sabermos que filme é “Uma Linda Mulher”, sabermos que uma puta não é aquela lástima acelerada, falsamente gritona, falsa na falsidade, puxa, e a fruta pitanga é tão especial, já... Putz, que lástima. Sim, a beleza às vezes prejudica a atuação, certamente, mas a genialidade, o diferente do artista pede justamente o que fez Julia Roberts com a sua bocarra linda e marcante, e o que naquilo que insistiu Shakespeare com seus atores em Hamlet, pareceis verdadeiro, mas não tão verdadeiro que carreguem a verdade e destruam a verossimilhança... Sejais apenas o porco e não mais que ele, diria Monteiro Lobato sorvendo dos gregos...

Um comentário:

RUI disse...

Olá, DANTE:
estou agora aquí só pra te agradecer o facto de me teres passado a "seguir".
Um Bom Dia e um Abração do
Rui
1lindomenino
aloneasyou