CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

EU TE AMO CAMPO GRANDE... CAMPO GRANDE... MS... CAMPO GRANDE - CG... DEUS ABENÇOE NOSSA CIDADE... NOSSO ESTADO CAMPO GRANDE


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

wikipédia.org. (informações sobre Campo Grande - MS)
arquiteturahistorica.wordpress.com
mochileiro.tur.br
webbusca.com.br
arquitetoangeloarruda.blogspot.com

CAMPO GRANDE. ESSE DEVERIA SER O NOME DO ESTADO. RESIGNADAS (ÓTIMO SENTIDO) DEVERIAM FICAR AS CIDADES MENORES (IRMÃS), E NÃO SOMENTE ISSO, DAR APOIO MACIÇO, PODEROSO, A TAL NOME, QUE LIVRARIA PARA SEMPRE AQUELES QUE NASCEM DAQUI, OU DAQUI SÃO POR OUTRAS LIGAÇÕES ÍNTIMAS, DE OUVIR UM ERRO QUE INCOMODA. E DE CAMPO GRANDE A FORÇA SERIA MAIOR EM IDENTIDADE PARA AS SATÉLITES, TODOS GANHARIAM, SIM. A FORÇA COMEÇA NO NOME, NA IDENTIDADE. ALGUMA DÚVIDA? SÓ LER SOBRE A HISTÓRIA DOS NOMES, E ATÉ A HISTÓRIA DE LOGOMARCAS, TRECO MAIS “MODERNO”, MAIS AGRESSIVO. MAS, INFELIZMENTE, HÁ QUEM CONSIGA USURPAR ESSA OBVIEDADE, DE QUE O NOME CAMPO GRANDE PARA O ESTADO NÃO SOMENTE É NATURAL COMO MUITO FELIZ. CAMPO GRANDE É, EM SUBSTÂNCIA, TERMO LIGADO À NECESSIDADE DO HOMEM DE PERCEBER CONSTANTEMENTE A IMENSIDÃO E SEUS LIMITES E DO QUERER EXPLORAR SEMPRE, INOVAR, MELHORAR, SEGUIR ADIANTE.



26 DE AGOSTO. EU, MENINO MAGRELO E POBRE (SÓ MUDOU O MAGRELO, E O MENINO :o); SENTAVA-ME NO MEIO- FIO DE UM LUGAR DA 14 DE JULHO. OS OLHOS E ALMA DE MENINO DISPUTAVAM COM OUTROS, A ANSIEDADE... PERFILAVAM, DESPERFILAVAM-SE AS AGREMIAÇÕES, UNIFORMIZADAS, FARDADAS... BRANCAS E COLORIDAS... ESCOLAS, EXÉRCITOS, E A “CEREJA DO BOLO”, OS BOMBEIROS... “MEU DEUS, AQUI PODERIAM DESFILAR 3 VEZES A MAIS QUE OS OUTROS, COM OS HOMENS VESTIDOS DE CAPACETES E MÁSCARAS, E A ROUPA DE AMIANTO, COMO SURFISTAS PRATEADOS UNIFORMIZADOS. E AS SIRENES... ENTÃO VÊM AS ESCOLAS MENORES, ESTADUAIS, MUNICIPAIS, SOB UNIFORMES IGUAIS E AS FANFARRAS... AS PARTICULARES, COLORIDAS E DISPUTANTES... OS DOCES FORA DO ALCANCE FINANCEIRO, MAS NÃO FALHA A MÃE POBRE EM SEU ENTENDER E SUBSTITUI O COBIÇADO PIRULITÃO MULTICOR POR ALGO MAIS BARATO, ALGODÃO DOCE... E A ALEGRIA NÃO FICA COMPROMETIDA... QUERIA UMA BANDEIRINHA DAQUELAS, "NÃO, MENINO, ISSO É LUXO QUE NÃO PODEMOS TER, AQUIETA-TE..." BUM-BA... BUMMM –BA, RIBOMBA-SE... FIOMMM... TUDO DE RUIM É ESQUECIDO... VAZAM NOS ARES OS SOPROS DE TODA QUE É LATARIA MUSICAL... DEUS, QUE MARAVILHA... É O CÉU NA TERRA... 26 DE AGOSTO... 1969, 70, 71, 72... POR AÍ UM POUCO MENOS, UM POUCO MAIS, ATÉ QUE O PIOR DOS TORMENTOS PROGRESSIVOS VENHA À ALMA DE CRIANÇA, A DESILUSÃO...


AMO CAMPO GRANDE, I LOVE YOU BIG FIELD; AS RUAS LARGAS... OS BAIRROS MAIS VIVOS OU SILENCIOSOS... O FLY QUANDO ESQUECE QUE DEVE OBEDECER O PRINCÍPIO DO COMÉRCIO... COMO DAQUELES TEMPOS DO “BARBA”... BLUES E ROCK DOS AMANTES E ATUANTES DAQUI... SEM NOMINAR PARA NÃO INJUSTIÇAR... O CÉU BEM AZUL NAS TARDES DE POUCO VENTO, NO FRESCOR DO PARQUE INDÍGENA ADENTRO E FORA... AS JOVENS MORENAS EM SENSUALIDADE ROUPAL DE VERÃO... FELICIDADE E SUSPIRO DOS VELHOS QUE PARECEM OLHAR OUTRAS COISAS... HUM-HUM... O CHEIRO... O CHEIRO DE CAFÉ NO CANTO DO SHOPPING... MELHOR QUANDO PODIA TER L. STRIKE OU CAMEL... MAL MARLBORO, MAS AINDA É BOM, É CAMPO GRANDE... MINHA PRISÃO ACEITA, NÃO TE TROCO POR CIDADE NENHUMA DO MUNDO, EU GOSTO DE VOCÊ CAMPO GRANDE... DO TEU NOME... DAS PESSOAS COR DE CUIA DAQUI... DO TEU TERERÉ... SOFREMOS JUNTOS, AMAMOS JUNTOS, SEGUIMOS JUNTOS, UMA CHANCE E ESTAMOS JUNTOS... NOSSA BANDEIRA É MAIS BONITA QUE DOS BRITÂNICOS...


UM DIA UM CARA DEIXOU DE AMAR SUA CIDADE... SEU PAÍS... CONDENADO A VIVER DE BARCOS EM BARCOS NO MAR... DESCOBRIU COMO É BOM AMAR SUA CIDADE, SEU PAÍS, DE ALGUMA FORMA, INGÊNUA OU DOLORIDA... AMOU PROFUNDAMENTE SUA TERRA, SEM JAMAIS VOLTAR A NELA PISAR, DE BARCO EM BARCO, DE PENSAMENTO EM PENSAMENTO, AMO CAMPO GRANDE...


NÃO QUERO SER CREMADO... QUERIA MORRER NUM DIA 26 DE AGOSTO E SER ENTERRADO PERTO DO PROSA OU SEGREDO, E OUVIR PROSAS, SEGREDOS... PROSAS TERERÉ... SEGREDOS A MÉ... QUE NOS SALVEMOS NÓS DO ERRADO DELES, AMÉM...


26 DE AGOSTO, ROSAS PARA MINHA CIDADE... TE AMO CAMPO GRANDE... TE AMO... EU TE TRAÍ, E TE PISEI, TE DEIXEI E VOLTEI, FALEI MAL DE TI DE BOBEIRA, ACHEI QUE NÃO TIVESSES TANTO VALOR, OH, DEUS, VOCÊ É MINHA CASA, AMO TUA TERRA, TUAS PESSOAS MORENAS, OH, CAMPO GRANDE, EU TE AMO! SEMPRE... E QUANDO MORRER, MESMO ASSIM, EM TI ESTAREI E VOLTAREI... E TE OUVIREI... ATÉ OS FINS DOS TEMPOS, MINHA AMADA CAMPO GRANDE! ENTRE O PROSA E SEGREDO, TEUS SEGREDOS, EM TODOS OS LADOS... NO MEIO, NORTE, SUL, LESTE OESTE, PEÇO DEUS, MENOS VIOLÊNCIA PARA CAMPO GRANDE, MAIS ALEGRIA, MENOS ACIDENTES, MAIS RESPONSABILIDADE, MAIS ALEGRIA PARA OS JOVENS, MAIS ALEGRIA PARA TODOS!!! OH, DEUS, AMO MINHA CAMPO GRANDE, A ABENÇOE, SENHOR, A ABENÇOE!!!!

PERDOE-ME CAMPO GRANDE, POR ESCREVER ASSIM TÃO À PRESSA... POIS ASSIM TEVE QUE SER, QUERIA VESTIR MELHOR O QUE MINHA ALMA QUER TE DIZER DE "FELIZ ANIVERSÁRIO"... MAS, SAIBA, É ISSO O PRINCIPAL... EU APRENDI O QUANTO VOCÊ É LINDA, ISSO É AMOR, NÃO É? EU TE AMO, SEMPRE TE AMEI, SEMPRE VOU TE AMAR, CAMPO GRANDE... ISSO É O PRINCIPAL QUE QUERIA TE DIZER E O QUE JÁ DISSE, MAS BEM GRITADO FELIZZZZZZ ANIVERSÁÁÁÁÁRIO!!! :o) !!!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

NOVAMENTE DO FACEBOOK - PÔ, O FACE ESTÁ INCOMODANDO MEU BLOG


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS

gutojasb.skyrock.com
fatioupassou.com
dvdactive.com/news/realeases/melrose-place
souphyna.com
facebook.com

Renato Russo se incomodava com a TE-VE... Ele sabia do poder da televisão, daquele jeito de saber mais que todos das coisas que todos sabem. Renato Russo pode ser, com folga chamado de pensador... De filósofo poderia, se o poderoso e eterno ranso acadêmico não existisse. A TV aberta, principalmente, tem um poder esmagador, inquietante em altos níveis... Idiotas passam a ditar grande número de roteiros da vida das pessoas, com a TV...



Acusam-me de ser tolo e atacar quixotescamente as novelinhas... Mas, a mim é claramente pernicioso o excesso patrícia-mauriciano nas novelas; todos certinhos, branquinhos, trejeitinhos, PÉSSIMAS ATUAÇÕES, é uma máquina poderosa de manutenção de situações... Negros são estereotipados, na maioria, é um grita grita vazio de dois em dois capítulos, no máximo três para mostrar o caráter "dramatúrgico"...


E o pior de tudo, no que tenho sido repetitivo, o efeito "melrose", todos são bonitos; há uma tirania maldosa da beleza a serviço de uma padronização excludente da maioria, onde me incluo, dos feios... Caramba, que m... Por que não dar mais verossimilhança a essas porcarias chamadas novelas; um pouco que seja... E é imposição, conversa fiada a doente afirmação de que "o povo" não vai gostar; vamos sim... Do contrário não gostaríamos de Chaves, de Chapolim Colorado,


que, aliás, é supermegacombohiperjumbo explorado no velho sisteminha SS de copiar ou importar um enlatado e deixá-lo exposto até as últimas raias da exploração...


Chupa-se essa perninha de caranguejo há séculos, e ele, Chaves/Chapolim e sua turma mostram que a verossimilhança é filha direta do estilo teatral, que, se de um lado a produção cara ajuda, não é de maneira alguma decisiva na produção dramatúrgica...


E o Brasilzão, eterno largo palco de violência, através da TV aberta aos poucos trará mais um treco ruim disfarçado. Deixo claro que sou a favor do esporte, mas os esportes chamados lutas, devem ser vistos de perto por uma sociedade muito distante de uma consciência coletiva adequada...


Aos poucos, em nome de um patriotismo mal explicado, "nossos" (muitos moram em mansões nos EUA) lutadores do antigo vale tudo incentivando o "dar porrada". Válido o esporte, mas o resíduo hoje tão forte da "mídia a qualquer custo", pode deturpar o caráter esportivo e fazer nascer mais uma grande porcaria de problema para lidarmos... Não à censura formal, ou qualquer imposição contra a livre expressão, mas sim à reflexão sobre qual a melhor maneira de lidarmos com o fluxo maciço que determina a formação da sociedade pela juventude... a t v


E as novelas... Claro, impossível ser contra suas existências... Mas, não poderiam ser um pouco mais "novelas", mesmo? É nisso facebook, que meu pensamento, muitas vezes repetitivo, esteve... "Acho tudo isso muito bom... aammmo as novelas" (Ele, o Poderoso) (?)... Como?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

FACEBOOK: "No que você está pensando agora?"...


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS

portais.org
cidadedopensar.wordpress.com
jornale.com.br
dan-poucodetudo.blogspot.com
abhr.org.br


Em que estou pensando exatamente agora, Mister Facebook?

Bem...



Crueldades sem fim; Saramago descreve em mais de duas páginas atrocidades que corariam (mais do que é corado) o próprio Lúcifer, coisas praticadas pelas bestas religiosas fanáticas. Combata um universo de tolos, dominado pela religião. Religião não é Deus nem jamais foi caminho seguro para ele, vá, leve seu dinheiro, mas jamais me convide, agradeço!


Existe um grande combate em que querem que a inteligência emotiva, inteligência humana (de Humanismo) seja posta de lado ou figure quase de enfeite... Um combate com de um lado poderosos capitalistas que fingem o "Deus é Fiel" e de outro, demônios grandes, de gigantescos coturnos, os eternos Barões do Ódio...


Gosto de Jesus, ele não cruzou os braços, praticamente recriou a compaixão e deu novas chances ao avanço espiritual humano ocidental, principalmente, mas, tem uns camaradas de língua duas pontas que em seu nome criam, recriam, erguem verdadeiros impérios de poder financeiro e político sem, de fato, subsidiarem sua proposta... E o que é pior, te convidam, com a maior cara de pau para fazer parte disso, e enrusgam-se se te recusas e diz o que pensa...


Que porcaria de leitura fazem das letras celestiais? Dízimo é Deus em primeiro lugar, não o dinheiro de Deus (para o qual, segundo eles quantia nenhuma é suficiente, que administrador é esse Deus destes senhores sempre fominhas? -G. Carlim)... Lerinhos, lerões, venham os dobrões... Se existe o diabo, certamente dirá um dia a esses barões de shows da fé: "Que diabos você pensou que estava fazendo?"...

Vá, creia no que quiser, mas não me chame para participar de cegueiras e engodos, deixe-me aqui com Nietzsche, Saramago, Borges, até Pascal, Aquino e Agostinho, que seja, mas com minha interpretação agnóstica do divino; és livre irmão, vá lá, sempre foi assim, sempre será, desde os tempos em que chamavam o sol de Deus, e matavam crianças para Deus acalmar tempestades... sacerdotes... sacerdotes... tsc...


A tecnologia avança; a tecnologia avança, a inteligência avança, que inteligência? Diplomas? Domínios motores ou técnicos? Mais cercas, mais prisões, mais endividamentos, cobranças cruéis, segue, segue o mundo... O que fazer? O que Ele fez, creio, descruzar o mais que se possa, pequenino, que seja, os braços, pois se há algo que não se pode negar a Ele é que "não cruzou os braços"...

É nisso, Mister Face, em que pensava, nisto, no poder infernal que atravessa os tempos e impõe implacavelmente a estultice, a covardia em que precisamos de um diabo para carregar nossas porcarias e um deus de plantão 24 horas para que abandonemos nós de nós mesmos... Se existe Deus, é isso mesmo que ele quer? Que sejamos tolos adoradores... E não integremos com ele em inteligência pelas lições da natureza, que é sua escrita, afinal (?)

Nisto, Mister Face, é que pensava... nisto...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

UMA LINDA MULHER... EU SINTO, TU SENTES, NÓS SENTIMOS... MUITO... "VEROSSIMILHANÇA, SENHORES, VEROSIMILHANÇA!!!" (SHAKESPEARE)... "Ué, mas não falta um 's'?" (gaiato... perdido...)


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS

popcrunch.com
clleofunke-formiga.blogspot.com
dercio.com.br
gonzatto.com
antigasternuras.blogspot.com

"O Astro" e outras novelinhas. Repetições ainda mais "inhas"... Mas... Tenho me policiado para não atacar gratuitamente, com crítica não acadêmica, pessoal, simplesmente, trecos os quais não gosto mesmo, pois tudo é semi-propriedade de alguém. Sim, semi-propriedade, pois o que é propriamente de alguém no mundo se existe a democrática morte? O Astro e outras novelinhas... Sabe, novela é resíduo artístico mesmo. Ao menos, há muito tempo, no Brasil. O que vejo nas novelas, sempre digo, é um cabidão de empregos, onde há alguns sujeitos, algumas moças, que realmente levam e fazem a sério, algumas exceções como era o genial Raul Cortez. Mas são poucos, e hoje nem exemplos tenho mais, pois nem em comerciais das novelas consigo me deter em frente. Por que me lembrei disso? Porque me lembrei de putas, lembrei-me de atrizes, e lembrei-me da pior atriz que conheço; que fez o pior papel de puta que já vi. Camila Pitanga, oh, Deus, que lástima de atriz, que lastimoso papel de puta fez em uma novelinha da qual me escaparam para a observação uns tantos capítulos, sei lá porque até hoje. Lembrando-se de outra puta, Julia Roberts... putazs que o pariu... Que puta! Sabe, conheci muitas, sei exatamente como são. As conheci em Curitiba, em Dourados, em Campo Grande, em Porto Alegre, UAU!!!! Até vivi muito tempo com uma... Porto Alegre... Lembro-me, propus casamento a uma, e acho que falei sério, ela não levou a sério, como levaria? Saí com minha saúde ilesa, ao menos ainda doo sangue, não faço sexo há mais de um ano (não que não queira, é que são minguadas algumas estações)... Mas, vamos ao que interessa, ao eixo da blogada, para a qual minha tagarelice quase não deixa sobrar nada... Sensibilidade; é isso que separa nós homens das formigas, e em muito, já disse, não podemos querer ser socialmente mais que as formigas. Mas acho que nossa alma supera em muito a dos insetos, e dos animais... E como escreveu Lima Barreto antes de morrer sobre uma golfada do próprio sangue, ‘rudimentar, que seja, mas os animais tem alma” (POMPEU DE TOLEDO em VEJA)... Mas a complexidade da nossa alma faz com que entendamos algo chamado “verossimilhança”. Sabe, quem não viu está perdendo algo incrível, a cadela que se finge de morta. Basta com essas palavra últimas do último ponto se meter no youtube que acha o vídeo. Essa cadela deveria dar aulas para alguns da Globonovelas. Ela finge uma queda mortal, após receber da mãe uma “mordida fatal”. Shakespeare (aqui no blog existe uma transferência do texto), Mestre dos mestres nas artes ligadas a textos, explica a importância da verossimilhança, parecer e não ser, eis a questão... Precisamos, desde o teatro grego, da arte trabalhada, para sabermos quem somos; pois o que nos define é a presença ou ausência de sensibilidade, ou os níveis desta. Pretty Woman, Pretty Woman, e em Blade Runner o Voight-Kampf… O que era o Voight-Kampf? Um teste para ser aplicado em replicantes, cones tão perfeitos que a aparência e comportamento cotidiano não denunciariam não serem de fato humanos. Então o Voight-Kampf, uma bateria de perguntas para verificar a reação a estímulos contidos nas construções linguísticas, revelaria se a pessoa era ou não humana. Em “Uma Linda Mulher”, quando Júlia Roberts, puta de luxo (essa sim, sabe atuar, e, please :o), não me venham com o papinho “americanismo barato”, aqui não cola), assiste uma peça de ópera, chora... Richard Gere (esse não tão bom) tinha dito que ópera ou provoca a total indiferença, ou profunda ligação homem-arte... Catarse... catarse... Não sei se entenderia uma ópera, acho que não, acho que assim como a forja de meu paladar e estômago estranhariam (nunca comi e nunca gostei) caviar, penso que minha alma recusaria óperas, apesar de amar música erudita e alto rigor em produção de verossimilhanças... peças (dentro dos filmes), filmes. O teatro é uma prima às vezes rica às vezes pobre da ópera, ou dela parte; também não curto o teatro, a não ser esquetes, pedaços curtíssimos apesar de amar, amar mesmo, de verdade, grande parte do “povo do teatro”... Esse pessoal tem algo em si que é como uma língua particular, ancestral, viva e morta, morta e viva, mas espetacularmente propriedade deles, da gente do teatro e não só língua; têm umas coisas só deles. Deve-se muito ao teatro, disso não se pode esquecer, e essa dívida não diminui com o passar dos tempos, mesmo com o azedume de determinados críticos, as vezes discriminadores ou babacas mesmo, onde inclusive eu próprio já me incluí algumas vezes e não nego que serei vez outra babaca novamente... Mas, o que nos distingue das formigas, é sabermos que filme é “Uma Linda Mulher”, sabermos que uma puta não é aquela lástima acelerada, falsamente gritona, falsa na falsidade, puxa, e a fruta pitanga é tão especial, já... Putz, que lástima. Sim, a beleza às vezes prejudica a atuação, certamente, mas a genialidade, o diferente do artista pede justamente o que fez Julia Roberts com a sua bocarra linda e marcante, e o que naquilo que insistiu Shakespeare com seus atores em Hamlet, pareceis verdadeiro, mas não tão verdadeiro que carreguem a verdade e destruam a verossimilhança... Sejais apenas o porco e não mais que ele, diria Monteiro Lobato sorvendo dos gregos...