CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O PESO DA INDEPENDÊNCIA


REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:

divisaodeturismo.blogspot.com
g1.glob.com
broademel.blogspot.com
fragmentosdeumamorgtico.blogspot.com
piripiri40graus.com

Claro que um título destes pode suscitar grandes expectativas, sobre o maior dos temas humanos, a liberdade. Mas, lamento decepcionar, não conseguindo destruir a tentação presente em manter o tal título, previno que o que vem a seguir não é “o bi’x’o”.

Nem sempre há disposição, talento ideal ou mesmo circunstância ideal para empreender ao grande, certo? Então, vamos ao que de fato quer dizer escondido o título. É meramente sobre minhas blogadas, o peso que ‘indifere’ uma a outra.

Preocupo-me em que julguem meu blog pelo todo e não pelo fator de circunstancial, presente em quem escreve como escrevo, que não são poucos. Afirmo que as instâncias dão diferentes personalidades a estes micro-textos aqui presentes por todo o blog. Exemplo claro, o inteligente e arguto (para dizer pouco e ser simples) Valdir DM, dá uma qualidade imensamente superior à blogada em que trato da minha recusa ao grande alvoroço sobre a qualidade poética de Manoel de Barros. Principalmente pela dedicação temporal que o referido poderoso Valdir DM oferece à blogada “Não gosto de Manoel de Barros”, mas também pelo poder presente no próprio nome do laureado poeta em questão, no que me desgosta pensar que possa haver insinuação de oportunismo, nos sensos comuns, o que sinceramente não é o caso, e no que advoga justamente a meu favor o posicionamento de Valdir DM, através da transcrição de sua valiosa carta a um poeta sobre o qual fiquei imediatamente “curioso”.

O que pesa mais, um ‘quilo’ de ouro ou um quilo de chumbo? Qual beijo, daquele curto romance foi mais gostoso, aquele primeiro, na ponte sobre o estreito riacho perdido, quase roubado, ou o último, quase com ódio e cheio do poder da insegurança? Que instante é decisivo? Como saber? Mas, prefiro não ‘sobre-amurar-me’ e oferecer o mais que possa um sim ou não, nas questões... Sim, o mais importante nas blogadas é a reação despertada, a leitura conseguida, por gente poderosa (please –gosto mais de please que de ‘por favor’-, entendam o ‘poderosa’ sem ‘rasidão’, ok?)... Quando ela se solta de mim, e passa a pertencer a um lugar crítico comum, pela penada forte de alguém que sabe mais do assunto que o blog traz a uma superfície...

O que pesa mais? Preocupado com os poucos momentos que passava com meu filho, em período amargo e turbulento, levei isso a uma amiga psicóloga, sabendo que ouviria algo óbvio, e foi ótimo ouvir aquele óbvio que marcou tanto... “...Não se preocupe nunca com a quantidade de tempo que passa com ele, sim com a qualidade, com o poder que tua atenção a ele tem de marca-lo e influenciá-lo, pois esses pontos memoriais é que são decisivos no amor e na vida”... Acho que foi mais ou menos isso que ela disse, e como valeu, para tantas outras coisas... Eu proseio, tu proseias, nós proseamos...

E a onça ou o peixe aumentam de tamanho, às vezes, mas o importante é quem estava em volta da fogueira, e o que foi dito; a onça já está morta, cada vez mais morta, infelizmente, infelizmente, pois nada adianta a ela ser valente... E o peixe? Alguns estão bem empregados, outros já comidos, outros envenenados; e vamos continuar... Pois ainda não veio o tal meteoro, nem o inverno final... Sigamos, digo às vezes, sigamos...

5 comentários:

Valdir DM disse...

Muita bondade sua, Dante! Acho, numa auto-crítica sincera (isto é, que não espera e nem gostaria de ser desmentida) que os meus dizeres sairam um tanto arrogantes e donos-da-verdade. É um problema de estilo: concisão (que aprendi, ou melhor, absorvi, com mestre Machado de Assis) costuma se apresentar como discurso peremptório, diferente da prolixidade que, no seu vai e vem de argumentos e diversionismos, dá a impressão de incerteza e inconclusão.

Seria patético um desconhecido como eu (pretendo continuar assim) iconoclastar Millor, Antonio Houaiss e Carpinejar, enquanto autoridades literárias (certificadoras ad hoc da genialidade do poeta emerso do Pantanal), para em seguida posar de... autoridade literária. Onde há autoridade não há cultura nem progressão do conhecimento. Gostaria que o comprador de um livro daquele poeta famoso lesse esse livro de cabo a rabo, tirasse suas próprias conclusões (mesmo que fragmentárias, provisórias, incongluentes) e depois, sofrendo dúvidas, tivesse à sua disposição outras análises, de preferência apresentando argumentos, e não meros juízos de valor soltos no ar.

Mas, mudando de pato pra ganso, e já que você tem um filho e falou em onça, e se essa onça for pintada e seu filho tiver menos de 10 anos, dê uma olhada no linque abaixo, que tem uma história infantil deliciosa, à moda antiga.

Linque, no saite da Purple Captain:http://minestradeletrinhas.blogspot.com/2011/03/rola-rola-poronguinho.html.

Dante Sempiterno - ( dantesempiterno@hotmail.com ) disse...

Lembrei-me de Maquiavel falando sobre este aspecto, sobre a arrogância e "apropriação da verdade", no caso de Júlio II. Embora ignóbil (oposto a seu caso), o papa em questão "agiu em tudo impetuosamente; e viu as circunstâncias e as coisas conformaram-se tão bem a sua maneira de proceder, que sempre acabou por ter êxito". Creio que falar e fazer abruptamente sobre fatos ou inquietações literárias é que pode trazer muitas vezes os mais suculentos e grandemente proveitosos frutos, pode trazer a generosidade necessária à evolução. A nossa polícia interna encolhe-se às vezes, ou não percebe, quando forte ou veloz demais vêm determinadas afirmações críticas... Lógico, deténs a verdade final sobre seus dizeres, mas ou obrigado a ir contra o seu não querer e afirmar que foi natural e demais salutar sua "arrogância", que na verdade, o contrariando novamente, não enquadro assim, propriamente dita. Abraço, Valdir DM, que seja tua minha amizade, sempre.

Dante Sempiterno - ( dantesempiterno@hotmail.com ) disse...

Meu filho é já "taludo", e começa um pouco "tarde" na literatura, mas já se abraça com Calvino e Suskind, e, mais, o que me tem trazido muita alegria, demonstra genuinamente gostar, e que vai, de fato, adiante. Mas, com certeza, o link enviado será aproveitado em propósitos ligados a esta tua afirmação: "...Gostaria que o comprador de um livro daquele poeta famoso lesse esse livro de cabo a rabo, tirasse suas próprias conclusões (mesmo que fragmentárias, provisórias, incongluentes) e depois, sofrendo dúvidas, tivesse à sua disposição outras análises, de preferência apresentando argumentos, e não meros juízos de valor soltos no ar." (COM OUTROS AUTORES).

Valdir DM disse...

Valeu, Dante! Só não entendo, quanto ao seu blog, porque ele apresenta, na abertura, o estigma de ter "conteúdo adulto". Na web, "conteúdo adulto" é pornografia. Algum palavrão é coisa normal; deve aparecer até no saite do Padre Bento. Por falar em palavrão, conheço uma moça que não fala "porra!", mas sim, "bu...!". Pessoalmente, acho que soa melhor.

Dante Sempiterno - ( dantesempiterno@hotmail.com ) disse...

rssss... Na realidade, sim, há algumas blogadas em que há coisas de maior peso, justamente no que se refere a um porra ou buceta que escapam... E também pensei no fato de algum comentário que me agradasse, com tais palavras, vir, e pelo risco de ser exposto às "curiosas" crianças não poder ser exposto. Assim, optei pelo dispositivo, enfim. Abraço, Valdir DM.