CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

POESIA É








REFERÊNCIAS DAS IMAGENS:
nofluirdametonimia.blogspot.com
naturesporte.zip.net
outrapolítica.wordpress.com
Ritmo... Mas e a falta de ritmo que se torna ritmo? Beleza... Mas e os feios que são tão bonitos? Expressão, mas e quando olhamos, olhamos, olhamos novamente e nada percebemos? É a linguagem pela linguagem? Mas e quando ela diz tanta coisa que não se suporta e rompem as lágrimas? É a escrita vestida para sair do ateliê (Höderlin)... Mas e quando ela sai de qualquer jeito e aplaudimos até que nossas mãos sangrem... São os anjos voando... Mas, e quando vemos a batalha infernal dos alados negros tentando tornar a rebelião algo que valha a pena para a reconstração pela anarquia, e sentimos o tesão pelos vilões, mesmo que o medo estremeça nossa existência... A academia explica! O que? O que ela explica? Alguns explicam, e me deleito, mas não é a academia, é a sorte da academia, Zanelatto, David, Contini, Cléovia, Maria Emília, titãs, titãs que fazem daquilo que cerca os corredores a sorte... Nunca mais, diz o corvo, "NUNCA MAIS"... Rebellion! Diz o Arcade Fire... Arcade Fire, o temido dia em que o céu entra em chamas e ao ajoelhar os desesperados gritam, e percebem que nada sabiam, salvem-se os fanáticos, os bondosos... Os ossos rompidos e apodrecidos dos homens, de repente metalizam-se e elevam-se... e um coro sai da boca de anjos que gritam os hinos com a voz assim: "Nada podemos... tudo se concretiza... nada podemos..." Todos os anjos são de metais... E os ossos sobem aos milhares, e todos os mortos vão se tornando homens, mulheres, bebês, e as infinitas recontagens iniciam, e será incansável o balanço, o saldo dos vencidos pela morte a voltar... E os ossos cantam enquanto metálicos como a platina vão se reencarnando e a carne é como ouro, e os olhos dos homens brilham como pérolas negras, como pedras azuis, o aço ósseo é vida, e tudo o que pensávamos da ciência, macabro ou belo, vomita em todas as nossas faces tão limpas de lavanda... "Nus, os homens mortos irão confundir-se com o homem no vento e na lua do poente/quando, descarnados e limpos, desaparecerem os ossos/hão de nos seus braços e pés brilhar as estrelas/mesmo que se tornem loucos permanecerá o espírito lúcido/mesmo que sejam submersos pelo mar, eles hão de ressurgir; mesmo que os amantes se percam, continuará o amor/e a morte perderá seu domínio" (entre aspas, em amarelo, de Dylan Thomas, tirado do blog http://jeocaz.wordpress.com/2010/03/30dylan-thomas-o-homem-como-metafora/, assim como as imagens de Dylan Thomas e outras referentes ao poema. Recomendo a visita ao blog para verificar na íntegra alguns poemas daquele que inspirou o poderoso Bob e outros, e os dizeres do blogueiro).

Um comentário:

Verônica disse...

Gostei...lhe devia essa visita. Grande Beijo querido amigo.