CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

domingo, 1 de agosto de 2010

DIOGO MAINARDI, O "BAILAIRINO MALDITO", ESCREVE MELHOR QUE SEUS INIMIGOS







REFERÊNCIAS (IMAGENS):
folhauol.com.br (foto de Mainardi)
britannica.com (Otelo e Iago)
dancehel.com (Fred Astaire)
ministrosdaalegria.wordpress.com (mão, serpente e maçã).

Estou desistindo de achar um opositor de Mainardi, à altura dele. De todos que vi, olha, nem vou realmente opinar sobre os nomes, pois a mesquinharia notada nos sujeitos me leva a supor que seriam capazes até mesmo de atacar um velho vira-lata de rua como eu, longe de ter o poderio de um Diogo, justamente por farejarem que "defendo" Mainardi. Na realidade discordo de muitas coisas que Diogo Mainardi escreveu e fez, mas todos que o atacam não tem um mínimo de porcentagem da coragem dele, e nem metade do talento escritural; e só os vejo atacarem mesmo é Mainardi, pois a quem merece ataque, mesmo aqueles que eles próprios, em verdades íntimas (somente aqueles de cérebro ao menos mediano na imparcialidade e senso social) suponho que assumam. Isso de sutilezas e não apontar nomes é coisa para sujeitos como eu, não para aqueles se dizem os "verdadeiros jornalistas", sim, pois chamam Mainardi de "para-jornalista", "jornalista", etc. Aliás, vi um sujeito tão cínico, que até tenta imitar o modo peculiar mainardiano de transcrever trechos frasais, quando o ataca. Claro, isso é prática antiga (utilizar trechos íntegros, de textos ou vozes), mas Mainardi o sabe realmente fazer, e aí está a questão. O que gosto e acho que nele é melhor, é a força de escrita, o vigor e plasticidade. A virulência de uma ironia corrosiva que quebra a elegância dos inimigos e os leva ao óbvio, ao desfile de verborragias de briga de antigas lavadeiras de córrego ou ressentidas namoradinhas. Se imaginarmos um judiciário kafkiano para Mainardi, onde o prenderiam e torturariam, imaginarmos todo resultado que encheria de prazer os corações sedentos de revanche, com inveja mal disfarçada pelo vigor literário do cara (e aqui vigor literário não é um termo ao acesso de sujeitos como os críticos rasos de Mainardi, pois viriam com as balelas 'formais'), ainda assim, o 'bailarino maldito' não seria ofuscado como sonham seus vilões. Ele já está a bom caminho andado da consagração. E, a história conta que todo poder, na política, tem seu tempo, aí então vêm outros olhos, não somente às contas fiscais, dívida interna, verdade sobre as operações feitas na grande cloaca íntima. Não posso afirmar... quem sou eu, e o que é isto aqui? Sou um ninguém e isso aqui é um bloguezinho; mas posso dizer que talvez esses momentos de mudanças políticas após grande períodos de deslumbramento ou tirania (aqui me refiro genericamente aos momentos de poder político, direita, esquerda, centro, norte, sul, tudo em todos os tempos) tragam penadas celestiais que fizeram da arte o "acima do implacável, afinal; uma realidade paralela que suplanta a verdade 'objetiva', 'oficial', e faz com que a maçã vermelha no quadro nos revele quem a mordeu, pois a sutileza artística traz os cheiros, as cores, as notas, reais das palavras que ficaram no aguardo da coragem coletiva que só misteriosos magotes temporais podem trazer". Falem de Maquiavel e Mainardi o que quiserem e tenham suas razões práticas e jurídicas, que seja, mas não imponham em vossas medíocres escritas a insinuação de que podem peitá-los ou imitá-los, pois isso é mais patético que qualquer argumentação mal fundada ou óbvia. E para não dizer que não mencionei o que não gosto em Mainardi: que tenha atacado Gaspari, que tenha feito aquela entrevista patética com a tuatuada e para mim sem graça e irritante escritora/jornalista (nem lembro o nome neste instante), que tenha se comportado de maneira no mínimo obscura sobre o tema Gisele B. (não lembro o nome) e pior de tudo, que tenha perdido tanto tempo em escrever sobre política e personagens toscos nela existentes. Para mim ele é meio Rimbaud, um traidor... rsss E deveria ser julgado por um tribunal elaborado por Kafka.

Um comentário:

Bípedes disse...

Salve, salve!

Meu caro colega virtual e insaciável escritor, já que assim que devemos ser.

Volto de minha inatividade causada por verdadeiras tempestades avassaladoras. Tenho alguns escritos que publicarem em breve. Mas aqui retorno em seu nicho para apreciar a bons pensamentos. Enquanto ao senhor Mainardi, digo que agrada a forma de sua escrita, mas não concordo com quase nada do moço, o mesmo foi muito infelizmente recentemente ao falar de conceitos behavioristas, era nítido que ele não sabia o que escreveria para atacar o Dunga. Conheço o moço pessoalmente aqui da vizinhaça, ele sua inseparável bicicleta, nem um pouco simpático.