CAMPO DOS GUAICURUS

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sábado, 17 de julho de 2010

VIDA! ESTAMOS VIVOS? OU SOB ALGUM AUDITÓRIO INFERNAL?








REFERÊNCIAS (IMAGENS):

poesiasfadaeliane.blogspot.com
fernandabitipoca.blogspot.com
blog.cancaonova.com
viniciuspostai.wordpress.com
nereida-umlugarondeotempono.blogspot.com
apenassobremim.blogspot.com

Aprendi com a espanhola mais linda do mundo a dizer "Vida!", para um sentido de paixão; amor conjugal. Ela e seu nome, Rocío, Orvalho, são como a devolução constante da vida em instantes mágicos como no Kalahary ou no deserto do Chile. E hoje é o sentido reinante para mim, falar "Vida!". Mas a reflexão sobre vida me leva a coisas baseadas em poesia aberta e profunda, desparticularizada, universal: "O nome do arco é vida; sua obra, a morte. Quem se esquivará do fogo que não se apaga?" (em 'A parte do fogo' de Maurice Blanchot, ROCCO, 1997). Seria a morte suprema sobre a vida em que faz dessa última um jogo divino/infernal? Uma professora que respeito (sentido pleno), diz que não há hierarquia entre as artes. Discordo, acho a literatura o pódio e origem artística devido ao fato de que o homem é linguagem, entre outros, e é simplista dizer 'a paisagem é linguagem, a música é linguagem', se são dependentes da gramática para humanizarem-se; e a humanidade é ainda isolada na complexidade perceptiva. A Superinteressante em seu número de julho/2010 ditou aspectos sob o tema Sucesso/Fracasso onde deu que Mozart fez o que realmente presta (em termos) aos 21 anos de idade (desculpem-me se erro, li só uma vez a matéria, e isso aqui é um diário aberto, um simples blog aleatório, ok?). O que mais gostei na reportagem é a evidência de que é patetice aclamar exageradamente talentos vergônteos demais, observando que o grande Erasmo (Autor de o elogio da Loucura, que influenciou inclusive Luthero), mesmo, enojava-se de furtos sobre a infância em nome de glórias rasas; e olhe que aquele tempo dele distava-se muito dos hediondos tele-shows. O que certamente não impedia as patéticas incursões às cortes em busca de uma efêmero sucesso e algumas moedas, com sacrifício incalculável sobre a vida infantil. Então, acho a literatura suprema, porque exige maturidade que impede que um pai apresente um escritor inato de 8 ou 12 anos, para espetáculos macacais. Se apresentar, obviamente será claramente inferior a outros talentos verdes da música, pintura, e etcs. E não se ofendam precipitadamente em nome de pintores e músicos, pois os bons optaram por pincéis e instrumentos musicais, mas escreveriam bem se a opção fosse a caneta, ou o teclado letral (e tantos fizeram e fazem boas obras distintas e simultâneas), pois como observa o francês Sartre, inicialmente a inclinação artística é válida para qualquer direção optada, depois vêm habilidades sujeitas ao suor do qual falava Beethoven sobre o talento. A literatura tem o elemento reflexivo sob maior exigência, e requer muito mais solidão que qualquer outro objeto de prazer. Visto que os saraus literários são mais chatos que qualquer celebração tipo 'show' ou vernissage, se são mal feitos (e geralmente sobram nisso). Sabemos que o olhar uma massa torta, ou borrado numa tela, ou ouvir um "pule que nem macaco" (letras rasas de música), pode passar ileso na multidão. Mas ler requer algo mais, ainda mais que esse ler é que poderá vir a ser algo realmente mais que um borrado vazio, um patético quadro das 5 ou "ieieieieiaiaiaiaaaa, poeiraaa"! Que é vida? O durante, a sorte de viver mais um segundo, mais um minuto, e descobrir todos os dias que estávamos errados, mas que o erro é a trilha da glória verdadeira; e que a liberdade, quando existe, nos concede mais e mais erros, e estamos vivos... vivos, não é mesmo Vida? :o).

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