CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A ARTE É ERRO

1 - FONTE: cosmopolis.ch
2 - FONTE: worldgallery.co.uk

3 - FONTE: myfreewallpapers.net


4 - FONTE: labiosdesilencio.wordpress.com



5 - FONTE: demostenestorres.blogspot.com

O que nos causa a arte? Fazer essa pergunta pode suscitar nos tolos a tolice, pois chamará arte o que críticos "revolucionários", esnobes, geralmente, mas com a costumeira tirania disfarçada de movimento revolucionário, autorizam chamar arte... Arte é tudo, tudo é arte, dizem, alegres, aqueles que usam sapatos bicolores apenas porque são bicolores... A arte causa erro, e se 99% de fracasso é o resultado chamado sucesso, melhor, Glória, gosto da arte, porque é caos e erro, mas sob seguro de vida... Posso, ainda, fugir da patrulha mental e proclamar gênios os produtores do Erudito e jogar-lhes beijos... Naquele pequeno mundo novelístico de compadrezinhos, tios e sobrinhas e sobrinhozinhos, o que não se vê é que a arte é irreverência e inquietude, é um estado revolucionário seguro; e para alguns não o foi... Muitos heróis, quase Sartre, e certo tantos outros, perderam a cabeça pela arte... Mas é louco... Não precisa da droga da droga, a arte é "viagem" garantida... Só precisa começar antes, começar cedo. Um professor aposentado da UFMS, disse quase tudo sobre... É, está em uma blogada abaixo... A arte é comércio, é capital, mas... Bem, vamos lá... E que é o macaco para o homem? No sentido zarastustriano, uma vergonha... Imitar, pura e simplesmente? Tem uma cadela que compreende mais de trezentas palavras... Que é o macaco para o homem? Uma vergonha... E talvez, no novo mundo... rssss... Não! Viva o Urco!

1 - Olhe o olhar do homem de vermelho... sinta medo... sinta coragem... sinta... Poderia ser uma criança prodígio que desenhou... É um prodígio... olhe...olhe...olhe...olhe o olhar... Não foi uma criança... Crianças conseguem cantar Galopeira, imitar tenores, mas jamais em 10 mil anos criaram algo assim... olhe, olhe, olhe, olhe, olhe... Olhe...

2 - Dor, conforto, tudo pronto? Conformidade? Que mundo é o daquele que tem um pensamento tão básico como ter o dinheiro, as condições materiais todas e só...

3 - Não chove, sim, flutua a covardia de desnudar-se da prisão que comanda: "seja", sou não sou sou não sou sou não sou não sou sou sou não sou sou o que? Quem é você? perguntaram a Deus um dia, e ele disse: eu sou... Pois é seu fardo... Nós podemos não ser, essa é nossa liberdade? Não?

4 - Deus do Céu! O que é amor? Beijar covardemente uma amante? Ou ser implacável na busca verdadeira... Quem sabe, amar essa amante... Mas, que é amar, que é amante, que é diamante, que é o escuro, que é a claridade, que é a covardia e coragem... Arte!

5 - Toda nudez será castigada... Arte, não faça arte, que coisa menino! (R. Russo, a última frase).

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

"TUDO É SURREAL" - REMO BERTELLI

FONTE: the-surreal-arts...
FONTE: riolcrt.deviantart.com

FONTE: mesquita.blog.br


FONTE: atuleirus.weblog.com.pt

Infelizmente o Brasil é um país exageradamente inclinado ao "pop", a meu ver. Até professores fortes "desconstroem" objetos artísticos, livros que pedem silêncio, só para alimentar o "pop". Claro; talvez eu esteja enganado, e será mais um dos meus mil enganos. Mas, vejo meu país, que amo acima de todos apesar de criticá-lo, como pop e surreal de uma maneira rasa, no que concerne à arte. Todos os países são pop e surreais, mas aqui o surreal é estático, apático, gigantescamente ocasional, e o pop, putz... o pop aqui é... LETÁRGICO, IMENSAMENTE LETÁRGICO, apavorante muitas vezes e LETÁRGICO... ridículo muitas vezes e LETÁRGICO, e dê-lhe cinismo... que é a via de escape para toda opressão, e não poderia ser diferente com a opressão deprimente e vil chamada "vasto domínio pop". E é tão difícil falar desse pop a que me refiro que ficará para outra. Pois há o bom pop, muitos bons pops, todos sabem... Critico a porcaria a que todos sabem, e que não tenho a coragem do Lobão, nem seu suporte defensivo para nominar alguns. Claro, Lobão exagera. Vi duas pesquisas que confirmam um dos maus aspectos surreais a que me refiro; na época da pesquisa (perdoem-me a ausência da prova, pois foi uma leitura ocasional em algum café por aí, de tempos perdidos), uma apontava que o país só ficava atrás do Irã em rejeição aos EUA (para falar a verdade desconfiei dos resultados, mas, conversando com muitas pessoas, principalmente universitários, sou levado a crer que não dista-se muito da realidade os resultados da tal pesquisa). Bem, o surreal da situação para mim é que vestimos jeans, usamos fartamente as invenções tecnológicas estadunidenses, cantamos imitando-os, de rap para trás no tempo é tanta chupação, seus filmes nos reinventam comportal e culturalmente... E vai. Mas, "tudo é surreal, Dante", diz o Remo Bertelli... Quem é o Remo Bertelli? Ele diz: "Euuuuuu, SOU Remo Bertelli"... Sem explicar muita coisa... Para ele o escritor que mais produziu surrealismo literário foi Kafka... No entanto a situação do surrealismo é aplicável a todo instante, em tudo... Talvez seja nossa própria tolerância à diversidade que produza isso... O que se de um lado é o melhor em relação à arte, e saudavelmente obrigatória, de outro, pela força de um mau julgamento coletivo forjado em séculos de erros com a educação e com cargos ocupados por pessoas fracas e corruptas, ou simplesmente inaptos indicados por dirigentes sem ética, na área cultural, por falta de forças em mudar certos quadros... Até os políticos, mesmo aqueles que jamais olharam com atenção um só quadro de Salvador, dizem "isto é surreal". Mas existem várias categorias, milhares de categorias de surrealismo, e para mim ele é tão presente e complexo, que justamente a própria escrita do sistema estelar e vital... se orienta pelo Surrealismo... O bom! Sinto-me orgulhoso de sentir que pertenço a uma categoria de surrealistas que podem segurar-se na ressentida frase de Dali: "A diferença entre os surrealistas e eu, é que sou surrealista". A prova (pena que não guardo nada) definitiva de meu surrealismo veio com as redações "ginasianas" onde professores escreviam "surreal demais", e eu, aluno voador, faltante e desatento a tudo na carga escolar, comecei a investigar, pois não tinha a mínima idéia do que seria aquilo que fazia com que diminuissem minha nota (isso não entendo até hoje). Minha infância foi miserável sob vários pontos possíveis, massacrante sob vários outros, e creio que em algum momento encontrei uma espécie de túnel de fuga, como em "Quero ser John Malkovich", banhei-me em algum lago mágico, rico em cores, luzes e ilusões, e constitui nisso uma forma de encontrar na loucura inocente da criação imaginária a fuga de uma outra loucura, a opressão dos fatos do mundo... E da estranheza na história das matrizes que parecem gerar fortuitamente ou apenas para ter objeto de exercício tirânico saciador de suas mazelas infernais... Freud. Mas, sempre volto, tenho que viver, e ser forte não é uma opção, é uma obrigação humana... Hasta!