CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

domingo, 19 de abril de 2009

MONTE CASTELO

FONTE: www.kboing.com.br
FONTE: Arquivo pessoal.

FONTE: www.yoomp.com


FONTE: www.ricardoborges.net/psicologia/memoria.ppt

FONTE: lindarzoska.wordpress.com
FONTE: www.fotolog.com
FONTE: olhares.aeiou.pt FONTE: galaka.wordpress.com
FONTE: 962cacac68404ce6.spaces.live.com

Revisando o texto de uma psicóloga (é, eu faço isso) fomos às discussões, e é claro, outras coisas foram conversadas que não o objeto do trabalho... E ela disse, à queima-roupa, “você é mosaico!”. Ou seja, uma profissional da mente conversou comigo, pela primeira vez, e aos cinco minutos de prosa, sem jamais ter visto nada meu, chamou-me, em outra palavra, de sempiterno, justamente meu sobrenome adotado. Conversei com um anjo chamado Elaine (todos, sem exceção, que a conhecem sabem por que podemos chamá-la de anjo) e ela disse: “você será para sempre amorosamente infeliz por que não se resolve do único amor que teve”. Ela está na conta dos dedos de uma única mão quando enumero as pessoas mais importantes de minha vida, e entre as qualidades que me levam a percebê-la desta forma estão a franqueza absoluta e a agudez de raciocínio sobre uma síntese final no tocante ao comportamento humano. Como todo mortal, ela erra as primeiras impressões, mas como um anjo, com doçura, percebe a essência final das coisas. Ela erra (sob meus conceitos) com a palavra amor, quando a meu respeito, porque distingo de forma diferente do comum a paixão e o amor. Aliás, de início não, porque de maneira geral as pessoas encaram a paixão como um sentimento avassalador e envolto em efemeridade e o amor duradouro e ao contrário da paixão, envolto e essenciado na perenidade. Ou seja, as paixões podem ser fortes, poderosas, mas são passageiras e o amor duradouro e forte, em outra maneira de ser. Mas para mim, e talvez para muitos outros, há uma sutil (ou não tão sutil) diferença nisso tudo. A paixão vem em primeira ordem no antagonismo ao amor e não o ódio. Sendo que o próprio ódio é em casos o rei das paixões. Acho que a paixão é o espelho do amor, é seu contrário... Podemos ser apaixonados a vida toda. E não digo a paixão intermitente, que é a constante reconstrução de um sentimento, como estimular a cada dia o gostar de alguém ou de algo. Não se trata disso, é natural... Brutal, titânica, “twística”. No final, considero a paixão com o mesmo poder do amor e igualmente rara. John Ratey, um psiquiatra havardiano, explicou o que são as síndromes silenciosas, reflexos unitários de determinadas doenças mentais como a comovente Síndrome de Dow e outras. Na época que li seu último texto, haviam catalogado quase quatrocentas doenças que infernizam a humanidade porque parecem simplesmente atos indisciplinados ou destemperos emocionais normais. Sim, um inferno, pois se com doentes muitas vezes não se tem a devida paciência, imagine-se com doentes que não parecem doentes. Qualquer pessoa com o mínimo de senso emotivo realmente verte lágrimas quentes ao verificar seus relatórios, verificar de maneira dolorida o quanto estamos distantes de nós mesmos; e o quanto as palavras amor e paixão são mal resolvidas entre nós. O quanto podemos machucar quem jamais deveriamos ferir nem de leve. A Elaine acerta em cheio, sou infeliz, como Dante, porque me apaixonei em 1987 e hoje, 2009, não vejo como me livrar disso. Não creio na impossibilidade, pois no campo sentimental as possibilidades são vastas e imprevisíveis... E pode me aparecer alguém capaz de desconstruir o diamante maldito. Mas, realmente Dante, infeliz apaixonado (Beatriz e a história toda) e Sempiterno (mosaico, sem início, sem fim, eterna colagem de retalhos sentimentais), é em mim o apelido perfeito. Mas, sou um homem de sorte porque reconheço em mim o que muitos não reconhecem em si. Sobre o trabalho de Ratey, o psiquiatra estadunidense, creio que serve para metaforizar o amor... Existem realmente muitos amores, mas são poucos em relação ao que muitos pensam que é o amor. Renato "chupou" (bem chupado, como ele fazia –ops... sem trocadilhos, ok?) Corínthios 13 e dá uma boa pista sobre o engano de muitos... Pois amar, puxa, deve ser lindo, deve ser tudo o que dizem e muito mais que muitos como eu jamais saberão... Mas muito, muito difícil, Deus e o Amor, oh mistérios eternamente desafiados, eternamente risonhos, eternamente distantes dos infelizes, enganosamente próximos, pois os tolos enganam-se entre o simples e complexo; oh Deus, oh amor, oh Beatriz... Monte Castelo... Ainda que eu falasse a língua dos homens, e a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria... A não ser um mosaico, uma colagem de retratos memoriais perdidos na chuva do tempo... Monte Castelo, castelo... de cartas, de aço, esperando, a cada passo... Esperando... Monte Castelo... lágrimas, passos, aço... Passo...
CLIPE: MONTE CASTELO - LEGIÃO URBANA. FONTE youtube.com

video

Nenhum comentário: