CAMPO DOS GUAICURUS

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"VIVA LA MEDIOCRIDADE NO, VIVA LA VIDA" (Ela)

FONTE: eden-san.blogspot.com
FONTE: periodismodefrente.com

FONTE: robertaar.wordpress.com

FONTE: www.lastcity.com

FONTE: fabricarica.2it.com.br

A proximidade da morte já é para mim uma realidade. Sinto a mudança de qualidade em meu corpo, o abandono da vitalidade. Mentiria se negasse relâmpagos de temor frente à escuridão que vai se aproximando, e frente às possibilidades de velhice, de fato. Ainda mais percebendo um novo ciclo de grande mediocridade no mundo. Não obstante quando ia já escrever aqui sobre o agravamento da mesquinhez em tempos de crises, lembrei que também aumentam os níveis de camaradagem, de bondade em casos positivos... Equilíbrio. Em literatura, em arte enfim, isso fica ótimo. Bem, quanto ao meu estado de velhice. Quanto às preocupações, viso principalmente a ancoragem do futuro filial, quero meu filho bem, isso é claro e óbvio. E depois os rastros que deixarei no tocante à escrita. Quanto ao positivo, fico feliz em pensar que ao menos a morte é implacavelmente justa no que se refere ao comunismo. Ela sim, não dá concessões, vai todo mundo pro pau mesmo, sua foice, essa sim é equitativa. E muito mais, posso, talvez, escrever umas coisas ainda, talvez vários romances; espero que sim, antes de morrer.


Entre as pessoas que mais respeito de fato, está alguém de quem tenho sincera inveja no dom (e ela odeia isso, de dom, rsss) de ensinar, de dar aulas, e outros. Ela consegue apanhar todas as perguntas acadêmicas no ar e, harmonicamente, transformá-las na resposta que de fato quer dar, na matéria que realmente quer dar; e quando acrescida de multidisciplinaridade ou da obrigatoriedade que se impõe de não ofender mesmo aos que fazem as perguntas mais simplórias, ou mesmo estapafurdias ou tolas mesmo, o resultado é sempre grandioso.
Está na Bíblia que se Wagner decepcionou Nietzsche entre os deuses-homens, correria eu também risco de me decepcionar com ela. Mas aposto que não, ela é uma exceção, de fato, e creio que eu, de certa forma (risquem a empáfia, não é o caso) também. Há consciência muito forte, a cada maneira num e noutro, de que nada é perfeito, e gostar implica essencialmente nisso, ou tudo é falso.


Esta pessoa, de duas letras tês no nome e não duas letras eles, disse: "no viva la mediocridade, Jorge", e disse: Viva la vida, viva los hombres y suas maneras de vivir! La mediocridad, no!
Ou, como escreve Elias Canetti: "Há poucos males que eu não possa atribuir ao homem e à humanidade. E, mesmo assim, meu orgulho por ambos é tão grande, que só sinto verdadeiro ódio de uma coisa: seu inimigo, a morte".


Não quero adoecer, sendo um ateu fajutão, oro, peço coisas a um deus híbrido entre o que de pouco e bom há no cerne das religiões ancestrais e o que desconfio que seja, algo não muito diferente de sua letra, a natureza. Mas, as doenças do avanço da idade são muitas vezes irremediáveis, e porque eu não me calar um pouco sobre elas? Pois serão inexoráveis a todos... E a morte, bem, concordo com o aceno de minha mestra, sou inimigo dela, pois cala, e tudo que nos cala, de todo bom não pode ser...


Como aponta através de uma voz escolhida, minha eterna professora, o homem faz em si e a outros o mal, a humanidade é um desalento muitas vezes, mas sou eu, é a vida, com todos os complexos e belos significados que tem... Com explosões incríveis de prazer... Como a que tive ao abrir um email "rzanel"... Puxa!!! É um prêmio e tanto, verificar que alguém de olhos tão grandes e agudos, e com sinceridade desconcertante, nos viu, vê, e aprova os passos evolutivos...


Ela não chegou tão próxima da unanimidade dos acadêmicos em favor de sua qualidade pessoal e profissional à toa, e olha que ela bate, alguns não sentem, enebriados em pobre ser e destino, mas olhamos e sabemos o quão é ótimo saber que alguém sabe muito mais, e vê, e não aprova... E o quão ótima é uma fonte crítica para todos que querem realmente sair da mediocridade, mesmo que não consigam. Penso eu, em meu caso, que talvez fuja através da própria tentativa, não houver frutos... E só isso já me apraz... nisso me comprazo.


Obrigado, pessoa maravilhosa, obrigado!!!


Peço desculpas aos amigos por hoje ter sido tão eu na blogada, mas, Chico Anysio, contudo, dizia "mas, quem não é?"... E eu e todos! Blog... blog... blog. Obrigado aos que aqui vêm, vocês são sinceramente tudo para mim! Até o fim, o que me importará realmente é que alguém sempre me leia. Obrigado, obrigado, obrigado, mesmo :o) !!!

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