CAMPO DOS GUAICURUS

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domingo, 21 de dezembro de 2008

AO MESTRE COM CARINHO

FONTE: adnaclima.blogspot.com
FONTE: http://www.mundopt.com/ e intemporal.blogs.sapo.pt

FONTE: http://www.casadacultura.org/


FONTE: http://www.alvodomundo.zip.net/



FONTE: titaferreira.multiply.com

FONTE: alexandraribeiro.spaces.live.com

Em 31 de julho de 2009 não terei mais 45 anos. E carregando esse registro parece improvável que eu ande levando puxões de orelhas. Mas levo, sim. E de pessoas que para mim são titãs amados. Não escondo que amo a Maria Emília e o Contini Jr, além de outros professores. Amor é uma coisa que tem explicação sim, mas até um ponto, a partir dali empresta muito da melhor parte do eterno mistério chamado Deus. Mesmo para um ateu -irreligioso- é bastante confortável contar com essa referência. Os dois me puxaram forte a orelha, principalmente a Maria Emília. “Jorge, uma vergonha te ver passando em Lingüística com uma nota mísera destas, trate de recuperar-se no tocante não só à lingüística, mas também às outras matérias não diretamente ‘literárias’. Admiro-me muito quando vejo vocês declarando amor à literatura sem se ater que ela é fortemente ligada a outras matérias como lingüística e línguas estrangeiras, dentro do Curso de Letras”. Olha, ela disse umas “cositas mas”, todas publicáveis, pois, para quem não conhece a ilustre professora, e para quem conhece mas não conhece, saibam, ela é dura às vezes, mas elegante e generosa. E, como os grandes escritores, prefere usar a ironia fina para eventos que pedem acusações do que a rusticidade de colocações diretas desconcertantes. Sim, eu a amo e reconheço nela um enorme potencial que infelizmente vários acadêmicos, aí me incluo, não sabem ou não souberam muitas vezes aproveitar. E os justos sempre dirão que ela dá de conteúdo não somente todo o previsto legal, mas muito mais. E observando o imenso volume de atividades que a ela e outros seus companheiros é dado, isso é no mínimo admirável. Quero realmente que os puxões de orelha que ela me deu ardam tempo suficiente para que eu me recupere quanto à lingüística. Sabe-se que a atualização, em todos os campos não se trata de uma escolha e sim de indesviável necessidade profissional. Hodiernamente -e talvez tenha sido sempre assim- a atualização é imprescindível. E creio que atualização não significa apenas ler as últimas informações, significa ler também informações primordiais. Outro ilustre professor, o professor doutor Genésio sempre cita Marilena Chauí, com propriedade, logicamente, como sabe fazer. Aliás, é outro professor que tem uma verve inesgotável de colaboração para os reais interessados. Neste mesmo blog tem uma entrevista com ele, nela aponta as razões positivas presentes no empreendimento cultural, este tão necessário a qualquer Estado sério. Pois bem, em Marilena Chauí verifica-se o quanto atualizar-se é também ir ao passado ao mesmo tempo em que ao futuro. Enfim, o miolo desta blogada é o puxão de orelhas, aliás, os puxões de orelhas. Espero muitas coisas de 2009, como todos sempre esperamos de um ano novo. Espero principalmente que minha vontade seja repleta do lado bom da força e que ative atos importantes, como um resgate sério às matérias que levei insuficientemente resolvidas de 2008, como demonstram as notas que significam um alerta ao qual não se furtou a prof Maria Emília. Aos 45 anos não temos mais 17 anos, levei 45 anos para descobrir isso. E levei outros 45 para descobrir que aos 45 anos pode ser muito gostoso ter 17, e que levar um puxão de orelhas pode ser uma honra, além de sorte.
O clipe abaixo é sobre a história de um professor, no filme “Ao mestre com carinho”. Quem o assistir -o filme completo-, se sensível, além de chorar ao chegar ao final, com a canção de Lulu, pode, pela condição de ter sido criado numa cultura doutros tempos, achar o filme ingênuo. Sim, pode ser ingênuo se contrastado com a realidade atual e atual cinema, mas, infelizmente, ela aponta para uma ingenuidade do futuro, essa sim, bastante perigosa... A ingenuidade de que a disciplina e amizade verdadeira entre alunos e professores é uma equação simples... E pior, a ingenuidade de que é uma preocupação desnecessária ou que deva ser tratada disfarçadamente em outras comportas do processo do saber e da educação... ou muito pior ainda, tratada com oportunismo e falsidade... Oh Deus, salvai-nos, Rosana nas alturas, Rosana nas alturas...
OBSERVAÇÃO, CLIQUE DUAS VEZES NO "PLAYZINHO", INSISTA, E VEJA O CLIPE.

2 comentários:

Walterley disse...

As palavras que você usou foram realmente sábias. Puxões de orelha são dadas com o objetivo de nos ajudar, aceita-las ou não depende de nossa madureza ou delinqüência juvenil.

Parabéns pelas mensagens

Abraços

Walterley

Dante Sempiterno - ( dantesempiterno@hotmail.com ) disse...

Na realidade, ao final, aprendi a detestar linguística, no que espero retornar, corrigir para mim, e amar linguística, nos moldes a partir justamente da Querida Professora Maria Emília... Pois algumas coisas, nada a ver com ela e com a Prof. Edina, também querida e apaixonada pelo que faz, me fizeram detestar kryptoniamente a linguística; motivo maior, uns trabalhos em pós, nos quais ajudei uma amiga sob a incrível constatação de que uma douta portuguesa acha que um pires tem mais valia que mil mingaus... pena... Pois se o formato em um trabalho é importante, não é um milímetro de espaço a mais em um título, que pode diminuir uma pesquisa carregada de bom conteúdo... Um milímetro, eu disse... É, o ranso é coisa muito, muito ruim para qualquer toucinho, e também para algumas laudas importantes... Passo! Por um tempo, depois o jogo é outro...