CAMPO DOS GUAICURUS

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sábado, 8 de novembro de 2008

LINDA PERRY, OH LINDA PERRY

FONTE: Arquivo pessoal. (OBS, SE CLICAR EM CIMA VÊ MELHOR A LINDA PERRY).

Todos os que fazem o que faço, iniciantes, médios ou grandes, conhecem o olhar irônico e faminto da página em branco. Conhecem o perigo que ela representa de nos desviarmos do “a que viemos”, ou de fazer o “a que viemos” aquém de nosso querer, ou pior, a ele causar variados desastres. E conhecem o desconforto que ela causa com o semblante falador “o que você tem pra mim?” (sim, parece aquele estilo de cobrar os 50, 100 ou por aí, -mangarotes, ‘cascaio’). Mas, escrita blogueana é como “surrealismo geral”, vale tudo; há especial liberdade, tão especial que podemos riscar a palavra espec..l. No entanto não consigo matar um cãozinho à porta do funcionamento deste blog, seu nome, “Solenne” (isso, com dois enes, para dar certo charme, e principal, mais identidade para o cão porteiro). Não consigo realmente esculhambar, anarquizar (aliás, há, por causas anônimas, um amor lindo entre eu e a anarquia, amor de longe, como com o povo punk e bandas realmente –eu disse realmente- punks.
A LINDA PERRY, OH LINDA PERRY.
Sabe, um dia o Veríssimo, durante a escrita temática no Zero Hora (Porto Alegre – RS), com tema duplo, tema 1: a família do Boca, tema 2: as férias... Bem, ele colocou o velhão da família parado e vem a bolinha do frescobol (vai vendo o nome do jogo) , atrás da bolinha –de fresco-bol- vem uma (vamos usar a liberdade blogueana para não dizer que...) gostosa, tipo uma que “reflexou” os cabelos há pouco (de meu círculo distante de conhecidos), e fala com ele “tio...” E o sujeito pensa: “tio... se ela soubesse do que sou capaz de fazer”... e diz ele gentilmente “sim, aqui está” (a bolinha de... isso, frescobol).
LINDA PERRY, OH LINDA PERRY. Sabe, ela não é modelo, não é o tipo curvilínio, ela é quase até meio garrinchona, veja o clipe e entenda o que digo... Mas tenho um tesão danado por ela... Um tesão platônico, ok? Tipo do senhor do Veríssimo que alcança a bolinha de ... isso, frescobol... Mas que é tesão platônico, um grego contou que a raposa deu um pulo e não alcançou as uvas e disse ‘estão verdes’. Amor platônico é aquele que não podemos comer... Mas a LINDA PERRY, OH LINDA PERRY, sabe, eu a desejo pela voz... pode uma coisa destas? Ela tem um rosto lindo... Mas o meu tesão pela Linda Perry vem pela voz... O Macaco Simão (baianadas à parte, gosto muito dele) disse um dia comentando o carnaval, que um sujeito ao saber que a Luma de Oliveira desfilaria nua, numa carroça puxada por um burro, comentou ensandecido... ‘começo chupando pelo burro’... Bem, Linda Perry, ela toca guitarra, LINDA PERRY, OH LINDA PERRY. Seus olhos negros e tristes... seu sorriso lindo... LINDA PERRY, OH LINDA PERRY.
Bem, desincorporando esse tarado disfarçado de poeta, (vamos entender bem o sentido da palavra tarado aqui no contexto, ok? Não sejamos burros, para isso cá não estamos... O burro da Luma é de outro contexto...). Digamos que o que LINDA PERRY fez foi fantástico no rock, ela marcou a ferro e fogo um pedaço grande do tempo, no circuito musical... Ás vezes, muitas vezes, um ato é mais importante que trezentas peças... Sobre isso Andy Warhol disse à forma dele “todos tem direito a cinco minutos de fama”. E os artistas às vezes têm direito a cinco minutos de eternidade. LINDA PERRY, OH LINDA PERRY, em meu salão de coleção de 5 minutos de eternidade, paro e te olho, o chapéu estranho, a guitarra de pontas de cordas propositadamente espetados em desordem, a força em você, teus lábios, teus traços de mulher negra, teu cheiro de mulher (sim eu o sinto só de te olhar), tua beleza de infinitude... LINDA PERRY, OH LINDA PERRY.


CLIQUE NA SETA, DUAS VEZES SE NECESSÁRIO, PARA VER O CLIPE. FONTE: YOUTUBE .

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