CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

sábado, 15 de novembro de 2008

INDIA PRINCESS - TORRE NORTE

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Quando atravesso as fronteiras frágeis dos sons mais populares de minhas bandas (região), verifico o quão simplórias são suas repetitivas intenções... Importadas do rock e de batuques tupiniquins dos caracóis da alegria por ser... às vezes mudam quanto à intensidade nos quantitativos... E agora tem um tal da macacada estar sempre coreando junto... “ao vivo” dizem...
Fazer barulho e dizer eu te amo, vou beber, sou machão, ou escrever “celular” ou “ponto.com” misturado a um miúdo imbróglio, junto a barulhos típicos, não me convence a dizer “isso é arte, arte popular”.
Dizer que é correto aceitar todas as criações imaginativas em nome da arte, sim; agora, dizer que cada uma tem seu público e por isso devem ser niveladas por um arado policial que cerceie qualquer tentativa de classificação... Bem... São “outros quinhentos”...
Embora eu procure respeitar os amigos próximos, quando estão próximos, sinceramente... convenhamos, há patamares... A abelha operária é tão linda quanto o leão, mas o leão, bem... ele é o leão, sabe?
Falando em “sabe”...
Oh Renato Russo, poeta imortal, poeta do mais fino e raro composto estelar, teus átomos Oh Renato, onde estão, que estão? Formaram um planeta chamado Paraíso 237? Dividiram-se e tentam reencarnar heróis que salvam mundos? Renato, Oh Renato, tem umas bandas de rock por aqui que são menos que zero, e estão na melhor prancha, na melhor onda, no melhor cheque... Oh Renato Russo “tenho andado tão distraído”, pois me disseram que “o futuro não é mais como era antigamente”. Quando estarei no escuro, quieto, esquecido, inexistente, ou acordado deste sonho fustigante, com cada vez mais raros soslaios de esperança na questartesom...
A ÍNDIA NA TORRE
Quando pego a estrada norte vejo uma mulher alto numa torre, seus cabelos de índia americana e seus olhos de uma prisão escolhida contam o início das histórias de uma tormenta... Suas palavras doces e balbuciadas são ouvidas por mim ao longe da estrada... Não come pão, não toma água, come a mesma marmelada...
Oh, natureza estranha, porque dá esses caminhos raros por onde vemos mulheres nas torres?
Na torre norte não me sinto forte, mesmo nos momentos insólitos que fogem da dama, não consigo ver um segundo, aquilo que Dionísio disse “tomem, isso é de vocês, isso é seu, AMA”...
Oh torre tão bem construída, que me adianta entrar em tua entrada luminosa, que adianta entrar pelos portões abertos pelo mel, se encontro um anjo de costas mentindo que gosta desse carrossel...
Que adianta saber que tudo está feito, que tudo é direito, que tudo é perfeito, se sou eu a chorar o não ser, o não sentir, não ver, que adianta a mim saber que essas contas inseguras nada valem, são jóias de um terço de novena mentirosa, é mera prosa, dá pena, que adianta a mim o saber, se não consigo o ato de coragem para no tempo guardar, o segredo do sul dos paladares... o chegar na ilha, pertencer/ter, paladares... Oh resultado, mero cansaço, mera pena da esguia mulher da torre, tão linda, sequiosa e pequena, seguramente ansiosa, mas... sem a si própria há anos que perdeu conta, hoje só... prosa... alterosa, surreal palavra ruim para a harmonia daqui, alterosa, alterosa, fora da prosa...
E a torre, passa, continua e passa, e a índia,
índia americana, de Wayne, das tardes, das tranças desfeitas,
índia branca, morena e perfeita, montada num marfim de elefante, olha e não sabe, não sabe porque são os invólucros, porque são as carnes, porque são as chamas, mas deixá-la a si, sempre é a melhor saída, porque da última torre somente ela que sabe, guardar a possibilidade ou o milhão e três fato da cristandade... recatai, recatai, celebrai, recatai, recatai, celebrai tua oração, linda, magnífica índia da torre... índia da torre... se um dia não mais eu passar sob tua janela, saiba, acatei teu ser, e sei, que ser não é questão às vezes, é só ser... o tempo passa, soberano, acima de tudo... parece chover, parece chover...

Um comentário:

Jan disse...

Vim... li.... Gostei... gosto muito de ler o que escreves J.