CAMPO DOS GUAICURUS

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sábado, 2 de agosto de 2008

PAIXÃO... DOCE RAIO DE BRILHO

Elijah Wood canta: "Você é meu raio de sol somente meu raio de sol, Você me faz feliz, quando os céus estão cinzas... Você nunca sabe, querida, o quanto eu amo você... Então por favor não leve o meu raio de sol embora...", para a garotinha de seu coração; isso a conselho de Mel Gibson, no filme "Eternamente jovem", onde ele, Mel Gibson, se arrependia de não ter dito isso em certo momento, para seu amor... Vale assistir o filme...

TRADUÇÃO DE UM TRECHO:

Vejo, está um lindo dia, o céu desaba...E você sente como se fosse um lindo dia. Está um lindo dia... Não deixe-o escapar... o mundo de verde e azul... Vejo a China bem na frente de você... Vejo os canyons interrompidos pela nuvem... Vejo os cardumes de atum fugindo rápido no mar...Vejo os fogos dos beduínos à noite... Vejo os campos de petróleo à primeira luz do dia... Vejo o pássaro com uma folha na boca... Após a enchente, todas as cores saíram...

Fonte dos clips: youtube. (Papa Winnie e U-2).

Certamente muitos poucos no mundo, de alguma forma não viveram uma paixão na escola. A primeira, nunca esquecemos, e também a última, talvez; pois não são tão raros os casos de casamentos vindos de primeiras e últimas paixões escolares. Eu vejo, eu sinto... Eu vejo O Willian e a razão de seus sonhos vivos, sei que não foi na escola que eles se apaixonaram, mas num cenário meio de Rapunzel ou Romeu e Julieta, ele olhando para a sacada, de onde para ele ela olhou... olhares, paixão, ousadia, enfrentamento, fato, início de um amor que jamais sairá da eternidade, da história das paixões do mundo... Eu sinto, em meu caso, já com 45, e poeta e escritor, e tendo vivido com tal intensidade a vida que já posso cumprimentar Nexus, de Blade Runner com a cumplicidade de que sabemos um do outro as agruras do mundo e também o sabor dos melhores vinhos vitais. Sou hoje uma existência complexa como não gostaria de ser. Gostaria de separar a complexidade do emaranhado poético, da construção romanesca, da lida com arte, da existência de homem comum, pois quem é que, por mais complexo que seja, pode se livrar da condição de homem universal. Gostaria de conseguir ser um homem simples. Mas não sou, diga isso minha biografia; e nesse momento, com temor, observo em mim acontecerem emoções perigosas... vendo uma Helena verdadeira a existir mais próxima alguns milímetros de meu universo... O complexo edipiano, o desenrolar de uma vida miserável em materialidade, o choque com as realidades brutais do mundo, as decepções contínuas e contiguas, as esperanças transformadas em decepções, a constante necessidade de ter que se reerguer das cinzas de eventos amorosos, a constante necessidade de se reerguer de imbróglios financeiros, a constatação da brutal razão que tinham Shakespeare, Maquiavel, Nietzsche, as coisas lamentáveis das quais fala Russel, oh Deus, que chances tem uma brisa chamada paixão? É de se esperar muito do outro lado, e a isso, hoje um pouco herói de minha própria história, quase não permito... A paixão é válida, é gostosa, mesmo sabendo que é algodão doce de névoa num átimo de sorriso, é bom, é válido, é gostoso... Suspirar, pensar em olhares cúmplices, em dizer e ouvir a dois, seios, pele, boca em boca, respirar elevadamente, dormir junto, entrelaçado, acordar junto e trazer café e biscoitos, ou um copo de coca-cola gelada... Ouvir sua voz um tanto rouca e ensaiar o que dizer para que a magia continue... Viajar no tempo e imaginar em todos os tempos e em todas as condições, que sou o herói dela, e o merecedor de seus beijos... Mas, que vida pode ter isso que pode ser apenas um segundo de ilusão, uma especial, linda, bolha de sabão cheia de encantos e cores... uma efeméride maravilhosa que socorre um coração que dia e noite, sob a implacabilidade do destino dos miseráveis poetas e escritores, socorre um ser que necessita dessas raras eclipses para sentir em si a sua vida de homem, seus desejos perdidos na noite, um pouco mais próximos da realidade... Oh, quando você passa por mim, me olha, sorri, em mim deixa teu perfume e elogia as vírgulas que aleatoriamente distribuo em textos que se perdem na chuva... Oh, quando teus olhos me enganam, é tão bom, tão bom, tão bom... Oh, quando você passa por mim tão simplesmente amiga, tão simplesmente um paralelo necessário pela justeza das formalidades e o acaso de estar no mesmo lugar e tempo... Tão longe, e que por força da imaginação torno tão próxima, tão sem saber de nada, e a saber de tudo... Quando você passa por mim... nem sabe quanta diferença que faz...

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