CAMPO DOS GUAICURUS

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

ALEXANDRE, O GRANDE - DECISÕES E CORAGENS

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FONTE: diariodegoldmundo.blogspot.com


Não é finalidade minha aqui me aprofundar sobre características e fatos históricos sobre Alexandre Magno, que tem uma história rica demais. Também não vou me deter em pontos polêmicos de sua biografia, como, infelizmente, fez Oliver Stone, quando deveria não ter perdido o foco geral ao filmar o épico; que tão esperado, acabou revelando-se mais uma tonalidade homossexual do grande herói; barata, diga-se de passagem (a tonalidade). Há outras coisas a discutir do filme de Stone, pessoalmente, achei que Colin Farrel não foi uma escolha feliz –embora goste muito dele, e o tenha considerado PERFEITO em “Minority Reporter. E escolha mais infeliz ainda quando lembramos o que fez Oliver com Platoon e The Doors, onde foi genial com Willen Defoe para um dos dois sargentos e Tom Berenger para o outro, no primeiro longa, e Val Kilmer –coincidentemente, “pai” de Colin, em “Alexander”- como o rockeiro Jim Morrison na segunda película (The Doors).


Há tempos, numa destas enciclopédias que perderam parte da vez com o evento internet, se não me engano na Delta, li a história de Alexandre. Minha mente de menino cheio de sonhos (o que não mudou muito, nem o menino –espiritualmente- nem o ‘cheio de sonhos’). deslumbrou-se. Acho que em mim já estava semeada a sina (sim, sina) de ser escritor; chinelão, que seja, todo errado e cheio de reticências, mas escritor.
Entre as coisas que me chamaram a atenção em Alexandre, naquela época, ao ponto de jamais deixarem minha mente, está um momento estratégico dele. Abaixo, vou colocar um trecho de texto da Super Interessante (edição 209) que vejo como semelhante ao texto enciclopédico que li (e, felizmente com o mesmo moderado tom romântico), de José Francisco Botelho:


"Deus caído"

Para os gregos, a Índia era uma região misteriosa e de geografia incerta. Alguns afirmavam que, para além dela, estendia-se o Oceano Exterior – uma gigantesca massa de água que demarcava os limites da Terra. Acreditasse ou não nessas lendas, o fato é que Alexandre pretendia ultrapassar as antigas fronteiras do Império Persa e estabelecer seu domínio sobre as "terras incógnitas" do Extremo Oriente. Ele queria nada menos do que a China.

A outra coisa importante é a capacidade de Alexandre de decidir com rapidez. Obviamente não posso nem no mais ousado dos sonhos me paralelizar ao macedônico, mas posso dizer que não deixei de, não só pensar como agir impulsionado pelo exemplo, muitas vezes. E ouso dizer que de certa forma decido rápido. No meu caso, diferentemente de Alexandre, muitas vezes a ação não resultou em conquistas. E tive lições deveras convincentes para abandonar a prática... Mas, não a abandonei, até hoje... Busco decidir e agir rápido em situações de “guerra”... No amor também fui e sou assim... E, puxa, sendo assim é que não sei não, creio ter esbarrado num momento terrível, que fere de morte essa regra... Alexandre morreu com 33 anos... Estou com 45, e temo que seja com esta idade que possa morrer... Mas, lembrei de Porus, isso... não vou me entregar, não... Isso... amanhã resolverei a “coisa”... Mesmo que o resultado seja a derrota, o importante é decidir, e agir, pois a vida é isso, uma coleção de guerras, coleção de efemeridades...




REFERÊNCIA: BOTELHO, José Francisco. Alexandre, o cara. Revista Super Interessante, n. 209 jan/fev, 2005. Disponível em: http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_365024.shtml

Às margens do rio Hidaspes (hoje Jhelum, na Caxemira, região disputada pela Índia e o Paquistão), Alexandre encontrou um adversário à altura: o rajá de Paurava, conhecido entre os gregos como rei Porus. Porus era um gigante – dizem que tinha mais de 2 metros – e poucos igualavam sua coragem em batalha. Segundo algumas fontes, seu exército contava com 23 mil homens, 300 carros de guerra e 85 elefantes. A luta começou sob chuva, na penumbra da madrugada, enquanto os cavaleiros gregos atravessavam o rio com água no peito. Montado em seu elefante, Porus continuou a lutar com fúria mesmo após a morte de seus dois filhos e a dispersão de quase todas as tropas. Quando o indiano finalmente se rendeu, Alexandre estava impressionado com sua bravura. Perguntou-lhe como desejava ser tratado, ao que Porus respondeu: "Como um rei". Alexandre atendeu seu pedido: manteve Porus no poder e fez dele um aliado. O rajá permaneceu leal ao rei da Macedônia até o fim da vida. Foi nessa batalha que morreu Bucéfalo, o célebre cavalo de Alexandre” (BOTELHO, 2005).

Um comentário:

Urubu Antigo disse...

Olá, Dante. Eu sou o José Francisco, autor da reportagem que citaste. Queria te agradecer pela lisonja, pois é a primeira vez que alguém me cita colocando a referência inteira (BOTELHO, José Francisco, etc). Um abraço!