CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

terça-feira, 22 de julho de 2008

ABERTURA DE IN-VERSÕES... de RC.

FONTE: berbequim.wordpress.com OBS.: Essa foto homenageia RC por gratidão a este ter me feito começar a entender porque "o Pink Floyd, é o Pink Floyd".
FONTE: olhares.aeiou.pt

FONTE: lubz.wordpress.com


Entre as liberdades dadas pela condição de livre arbítrio entre os civilizados (na tonalidade mais poética que concede essa expressão) está a permissão para errarmos sobre nossos amigos, mesmo quando temos a melhor das intenções. E as chances de erro sempre aumentam quando o amigo é denso, complexo, inteligente e genial e genioso. Só por isso, arrisco em falar sobre ele, pois posso errar nesse ou aquele dizer, mas, além da liberdade de arbítrio advogar em meu favor, sei que erro algum será possível de mudar o principal, a essência rara em rara pessoa. Meu amigo RC é um ponto máximo entre as amizades pós 2002. Aliás, tirando a obviedade posta pelo mundo que banaliza o "todos são diferentes", ele é bastante distinto entre os distintos, e em muitos pontos, e logicamente isso é que o faz especial. E o que interessa são esses pontos. Entre eles, a forma como ele distingue a arte. Discutimos muito sobre a estética artística, e apesar de (como ele mesmo diz) não sermos "doutores", buscamos nos aproximar das melhores qualidades através de um avanço sobre certos pontos e ampliação sobre as opções. Ele tem uma sinceridade que invejo quando distingue isso ou aquilo na arte, principalmente em música, no que aliás está muito a minha frente no entender. Mas, tirando de lado nossas pretensões ambiciosas de opinar neste campo tão espinhoso e cheio de caretas, o que vale são os pensamentos simples e desnudos que ficam guardados sob uma velha varanda do Monte Carlo, sob duas sibipirunas pré-históricas ou numa varanda de fundos, que jamais alcançará o status de organizada. Várias vezes ficamos consertando o mundo, e também concertando sobre pontos e pontos que mudam de repente de São Paulo x Palmeiras para "Afinal, o que queria Kakfka?". Claro que, como disse Hutger Hauer em Blade Runner, de Ridley Scott "e muito disso ficará perdido... como lágrimas na chuva...". Mas, algumas coisas atravessam o filtro, e ficam, embora não mais virginais e brutais como no momento que brotaram sob o caos da descontração de um beber tereré... No entanto, muitas vezes, essas idéias respeitam o dizer de Heráclito "...ó inocente, ela deve permanecer...". E no caso do RC, há muitas mais chances nisso; por isso é que aconselho a todos verificarem sua escrita que aparecerá a partir de sua iniciativa de escrever em um blog que acaba de criar: http://in-versoes.zip.net/ . Aconselho que não se intimidem em escrever sobre seus pensamentos em encontro com os de RC, e que apreciem suas idéias, apenas após, sem pré-disposição, processá-las, digerí-las o suficiente, o que nunca será suficiente, pois essa é um condição dos pensamentos livres como a poesia e com a poesia.
Em versões, em versos grandes, "versões", grandes e fortes? Inversões, efeito do espelho, onde alma vemos e a alma é a reflexão de que o polo do contrário e contrário revela-nos e a nós... In-versões, em versão esta, em versão aquela? Mas, e qual terreno é seguro neste privilégio que temos mesmo sobre a graciosa ave ou felino que desfilam entre folhas ou céus... Fale com RC, ele sempre terá o que dizer, e saiba, sua elegância crítica, posso dizer isso com segurança, é que se dirige somente aos que o respeitam, aos que seguram pedras desnecessárias, ou mesmo ensaiam atirá-las, ele dá o silêncio reflexivo e guardado. E seu aparente desrespeito às trovas fracas ou populescas demais, é apenas condição inerente e indesviável para erguer odes aos que resolvem escolher os degraus ao elevador, o caminho pedregoso ao atalho... Bem, clique aí: http://in-versoes.zip.net/ .

sexta-feira, 11 de julho de 2008

YAHOO SERIOUS - ARTE

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Fonte: Youtube

Esse clip é do que chamo de arte leve. Tenho uma opinião bastante comum sobre a arte, acho que é simplesmente uma linguagem absurda, porém sem o sê-lo. Quando alunos me perguntam o que quero dizer com isso, uso o absurdo. Em meus tempos de criança havia uma cultura que nem mesmo vislumbro (pode ser um engano meu) nos dias de hoje, era a cultura de se falar e imaginar marcianos, seres verdes e comunitários como os "terráqueos". Então digo que se quisermos falar dos marcianos, teremos sempre que usar referências terrenas; para descrever uma mesa marciana, teremos que usar nosso conceito de mesa. Assim, a arte para mim é um absurdo que não pode jamais se libertar da realidade. É uma tolice tão comum quando o dualismo religioso que quer separar o cérebro de Paraíso, Inferno e personagens divinos, querer postar o mundo da poesia e o "mundo do mundo". Maravilhosos poetas e críticos, como os argentinos Enrique Molina e Aldo Pellegrini já explicaram o suficiente que isso é uma impossibilidade. "Um olho no peixe outro no gato", diz um ditado popular que esclarece toscamente meu posicionamento de que entrar em transe ou transa com a arte e gozar, depende (a partir e até certo ponto) em mesmo nível, da magia do gozo sexual: saber que algo estranho, que nunca entendemos totalmente, está em jogo. Como no caso da criança que transforma um avião de plástico em avião real, mesmo que haja aí outros jogos ainda mais complexos que façam uma criança levar o imaginário aviãozinho simplesmente a voar enquanto diz "zummmmmmm"; outra a realizar um vôo imaginando-se com sua família dentro do avião; outra imaginando além do avião, torres ou prédios 'abaixo'. Enfim, a criança ensina, quando brinca, como é que se encara a arte. Quem puder locar "O Jovem Einstein", com Yahoo Serious, terá uma lição sobre a arte, no tocante a uma das suas escolhas, o cinema. Digo uma de suas escolhas, não me referindo às escolhas de Yahoo, sim da arte, ela "escolhe" seus modos, teatro, cinema, conto, música, tela... etc. Enquanto não assistem o filme, aí uns trechinhos de "O Jovem Einstein".

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

O ESTRANHO MUNDO DE JACK - PARTE 1

FONTE: cinema.uol.com.br
FONTE: joaomartins.entropiadesign.org

FONTE: www.animation-animagic.com

FONTE: tempestuoso.flogbrasil.terra.com.br

Um de meus professores de literatura, sujeito que respeito em grande escala, apesar de reservas e até restrições à determinados focos de visão que ele tem, foi taxativo em relação a um dos escritores que mais aprecio: “Bloom deve ser lido para verificarmos o quanto suas idéias estão ultrapassadas”. Além disso, ele ainda disse uns acréscimos contra o crítico estadunidense que tanto aprecio. A favor disse (meio que em forma de lamento) que Bloom é “sedutor” no tocante à escrita. Bem, só esse “sedutor” já faz valer a pena eu continuar com Bloom. Mas, contrariado, confesso que o professor conseguiu um efeito de desdouro sobre os livros que estão por aí espalhados no buraco negro que chamo de meu quarto. Lógico que esse desdouro sofrerá desgaste, voltarei, certamente, se não totalmente, muito perto disso, à apreciar com solenidade e poucas restrições meu velho crítico que mete sarrafo em tudo que não é canônico, e que valoriza Shakespeare como a seiva vital do mundo literário. Talvez eu tenha interpretado Bloom de forma errada, como interpreto de forma errada tantas coisas. Isso é que pode ter me dado tanta alegria e liberdade no que se refere ao “erro primário de interpretação, sobre uma leitura”. Consideremos que esse primário não se trata de uma leitura primeira, pode ser ainda primária uma décima leitura, no caso de persistir em uma interpretação sobre o principal que um livro “quer dizer”. Creio que Bloom tenha dito que ao interpretarmos de forma errônea (erro, aqui, é não entender a obra na forma que o escritor quis dá-la) uma obra, podemos a partir dessa “errada” interpretação construir uma nova obra “original”, baseada na equivocada interpretação. Para mim isso tem sido “constitucional”, primordial, e tem me feito muito bem. O erro é necessário em qualquer crescimento concernente à linguagem; e na arte então, ele, como provaram Dali e Duchamps, é extremamente compensador (A Mona Lisa de Bigodes “dalíticos”). Sendo assim é que faço aqui uma primeira interpretação de “O Estranho Mundo de Jack”, valendo-me apenas de ter assistido ao filme, há mais de 10 anos atrás. Depois farei uma segunda interpretação, a partir de novamente assistir ao maravilhoso filme, e ler críticas e comentários dispostos na internet. Essa primeira interpretação é simples e sucinta. Acho que Jack, ao ver o mundo humano natalino, com seus significados, principalmente através da linguagem conhecida como “presente”, sim, pois não é esse o principal objetivo de se presentear? Oferecer um significado, um 'símbolo' 'momentâneo' de nossa emoção? Pois bem, Jack mostra várias coisas a nós, inclusive uma das coisas que para mim é uma das de mais difícil interpretação, o “amor à pátria e patriotas”, o “nacionalismo e nacionalização (social, não política). Jack quer os “seus” (conterrâneos) envolvidos na tarefa de construir a alegria vigente no momento em que o maior objeto do amor humano, as crianças, recebem presentes de natal. Para isso, simplesmente rapta Papai Noel, e passa a substituí-lo através de uma grande “força tarefa” com os góticos e assombrosos seres de seu mundo. Enquanto isso Jack enfrenta situações como lidar com dificuldades vindas do sofrimento de sua amada nas mãos de um velhote cruel e trapalhadas sem fim de sua variada “equipe”. Só os momentos de contato entre Jack e o prefeito, já valeriam a arte de Burton. Aliás, achava até há pouco (antes de ensaiar uma primeira leitura sobre comentários presentes na internet sobre o filme) que a direção era de Burton, mas não é. Ele, na verdade produtor, a teria entregue a outro sujeito (Henry Selick ) com quem trabalhou também em James e o Pêssego Gigante, filme também do tipo “stop motion” (massinha). Enfim, o que quero comentar nessa parte um sobre “ O Estranho Mundo de Jack”, é que por maiores que sejam as boas intenções, sempre, mas sempre mesmo, sem exceções, esbarraremos no sistema. Não somente no sistema conhecido com o batido (e às vezes patético na boca de alguns hipócritas e ignorantes) sentido político; digo sistema, o conjunto ordenado de determinadas circunstâncias em torno de também determinados seres. No caso de Jack, o sistema foi simplesmente o ritual natalístico e os seres os humanos todos. Fim da primeira parte.

terça-feira, 1 de julho de 2008

TENHO AMIGOS CORNOS, ESSE QUE DESCREVO É UM.

Fonte: aijazus.coisas.org

Fonte: voadoranopescoco.blogspot.com

Fonte: jurato.powerminas.com

Fonte: theworldofradyrgoncalves.nireblog.com

Fonte: niilismo.net

E que loira é essa que me assombra os ouvidos? Batidas... Sunscreens, Love you more... Isso. Gosto de tistum-tistum... sempre gostei. Mas, como tudo que gosto, mesmo que seja mais do mesmo, tem que ter identidade, marca, diferenciação. Outra, tudo é diferente, tudo tem marca? Não, tem coisa que é igualzinho uma a outra... É quando não dominamos. Eu não domino sertanejão... Para mim é tudo igual, é chororô, meladão, tudo... ao menos o “new-sertanejo”, essa trecaiada toda que veio com Chitão, Sandy e o resto da família e gêneros. Não discrimino, nem vem.

 Gosto de um monte de trecaiada que chamam de porcaria também. Apenas não gosto, nem da música nem do jeitão deles. E tenho plena certeza que se eu estivesse entre as estrelas, eles me achariam um mala. Aliás, sou um mala mesmo, quem me conhece pessoalmente sabe que minha alma é de jiló, e na melhor das hipóteses, chuchu salgado... Aliás, isso me faz bem, me faz distinto e belo aos meus próprios olhos. Só gostei de mulher filha da puta, não dei certo com mulheres maravilhosas...

Sabe, somos uns merdas sonhadores... sempre penso que vai acontecer algo de bom. Merda nenhuma, não aconteceu nem vai acontecer nada... O que é maravilhoso? Sorvete de abacaxi, filme antigo, livros do Miller, boceta cheirosa, peito duro, elogios, bife e espeto, coca-cola, peidar sozinho. Bem, isso tudo saiu de um ser amigo meu. De comum temos gostar de Miller e coca-cola, além de b... principalmente... ah, e de ter gostado de mulher filha-da-puta... O resto, é coisa dele, mas, sabe... gosto do cara, me identifico com ele, e se não soubesse que ele não é eu, quase diria que somos quase gêmeos de opinião.