CAMPO DOS GUAICURUS

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sábado, 7 de junho de 2008

ESCOLHAS

Fonte: www.cirilovelosomoraes.com.br

Fonte: http://www.brunoaccioly.com.br/


Fonte: biolirios.wordpress.com

Fonte: bicho-solto.blogspot.com

Fonte: alessandrodesouza.spaces.live.com


Há pessoas especiais que passaram por minha vida, se considerar a palavra amizade. Sobrevivem entre elas o Luís, que está em Rondônia, e é a mais antiga amizade que tenho. Entre os mais próximos há a Elaine, o Ricardo, e o Rone. Esses três sobreviveram a tudo que tenho de pior, em especial a Elaine e o Rone. O Ricardo é mais um ser que vem de outro planeta artístico, de um mundo que só mesmo ele é capaz de conhecer mas jamais se interessou em realmente relatar, senta-se frente a frente comigo, e partilhamos a arte. Além disso é o sujeito que mais especialmente –como eu já disse em outra blogada- impulsionou-me em escrever.
Mas tanto essas pessoas como algumas outras, não mais tão presentes em minha vida, mas moradores constantes do melhor átrio de meus pensamentos, sabem que a palavra amizade, assim como Deus, representa, para mim, muito pouco do comum que dela se entende. E cada vez mais (embora possa mudar de opinião, mais adiante) me convenço de que o acaso e a escolha disputam nosso quinhão divino, o tempo. Para Nietzsche, a quem respeito sobre conceituação de vida e mundo, nada é eterno senão o tempo. Para ele, nada sobrevive, tudo está sempre morrendo e nascendo, sempre renovando e renovando-se. Acredito nisso e nessa crença chamo a valorizarmos ainda mais aqueles que não morrem, e se renovam muito pouco perante a nós. Nos aturam como somos, silenciosos observam nossas besteiras e nem aprovam nem desaprovam, simplesmente continuam conosco. Em níveis menores que os desses três, Elaine, Ricardo e Rone, tenho outros que são também caros. O Roberto, vêm pouco a pouco transformar o trio em quarteto... É outro que respeito e do qual tiro lições, e guardo a frase “Nada resiste ao trabalho”.
Escolhemos; sem dúvida nossa vida é regida, na fase adulta, e principalmente madura, por seleções misturadas umas às outras. Penso que efetivamente a melhor das liberdades no beber do vinho chamado vida, são as escolhas que nos tornam mais ou menos livres, mais ou menos libertos do tormento da constatação de que a liberdade é muito frágil e muitas vezes apenas um protocolo.
A Hellen Yuri mandou-me um depoimento no Orkut. Foi a melhor surpresa do ano. E maravilhoso porque de certa forma ela reconhece minha estranheza . Ela é uma pessoa fria (no melhor sentido dessa palavra), é cirúrgica na apreciação das coisas. Talvez em parte pela presença oriental em sua personalidade. Fato é que ela reforça esse caráter de escolhas; para parecermos cada vez mais estranhos, termos cada vez mais personalidade, precisamos de apoio de pessoas que não desistem de nós, sem nos entender muito bem, apenas o suficiente para perceber que “valemos a pena”.
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) “Escolher, é ser”. DANTE SEMPITERNO... 07/2008.

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