CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

quarta-feira, 11 de junho de 2008

ANJOS

FONTE: arquivo pessoal .


FONTE: www.superimagens.com.br



FONTE: darkangelsbandforever.nireblog.com


FONTE: mysantuary.blogs.sapo.pt


FONTE: blogottik.files.wordpress.com


FONTE: theburningangel.blogspot.com


ANJOS!
Qual a definição de anjos? Quem ou o que são? Nunca os conceituei, mas são duas as definições mais utilizadas por mim. Defino anjos sendo algumas pessoas especiais como a Elaine (primeira foto). E defino como anjos, entidades estranhas que tem misterioso arbítrio e servem a um senhor. São belos e assexuados e carregam ordens implacáveis.
Entre os romances que escrevo, tem um que particularmente está entre meus escritos fantasiosos favoritos. É um em que crio uma história sobre as relações entre Deus e Lúcifer. Com meu arbítrio artístico mudo toda uma histórica protagonizada pelos seres celestiais que baseio no conto cristão.
Meu escritor favorito, Saramago, já tratou de anjos em sua obra “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Ele, como sempre, humaniza e simplifica os seres míticos, os anjos dele são meio “peões inteligentes”. Inclusive um deles, em “O Evangelho...” é meio malandrão, bolina sexualmente (assim entendi uma brumática passagem) uma das irmãs de Jesus Cristo (é... Saramago é durão, mesmo). Embora sejam lindas suas construções, em se tratando de anjos, prefiro mais os anjos extremamente poderosos do tipo “Cavaleiros do Zodíaco”, embora saiba que são bastante limitados pela “filosofia de combate de guerra”.
Por enquanto, meu romance está em andanças, e como se sabe, no mundo da arte nada é seguro. O que hoje é certeza, amanhã é névoa. Então posso mudar muita coisa ainda... Mas estão meus anjos mais para “Cavaleiros do Zodíaco” que para os anjos humanos e práticos, e às vezes malandros, de Saramago.
A Literatura é rica em anjos. A auto-ajuda “deita e rola” nesse campo. Uma vez comecei a ler um livro insuportável (parei antes da 5ª página) em que uma mulher pedia dinheiro em oração inédita, e voltas algumas, surgiu um anjo risonho com um pacote de dinheiro para ela. O tal anjo era um gorducho sardento, de cabelos ruivos e encaracolados tipo “Erasmo Carlos”. Também o Og Mandino tem “seus anjos”, seres que ajudam o povo que compra livros de Og.
Meus anjos são uma criação a partir de um plano concebido por Deus com o nome de Lívre Arbítrio. O maior deles é Lúcifer, que se rebela e com ele cria uma legião de anti-anjos, anjos contrários, ou anjos negativos, caídos ou perversos. Até aí tudo como em milhares de livros... Mas, se escrevi, é porque criei algo diferente... e igual. Aliás, vou abrir aqui para comentar outra coisa (depois volto), quem assistiu “Cruzadas” (bem o fez) pode ver uma passagem magnífica que me fez passar um pequeno constrangimento (que valeu a pena) no cinema. Já terminando o filme, o vitorioso Saladino, tendo tomado Jerusalém, olha com aquele olhar maravilhoso a retirada dos cristãos (detalhe, na história real, Saladino teve a comiseração, a piedade que muitas vezes na mesma Jerusalém os cristãos não tiveram com mulçumanos) recebe a seguinte pergunta do líder derrotado (interpretado por Orlando Bloom) “o que há aqui?” Ao que responde Saladino: “Nada”. Neste momento eu solto uma risada alta no cinema, em seguida interrompida por Saladino, “E tudo”. O que isso tem a ver com anjos? Nada... E tudo.
Lavoisier “nada se cria...” e Harold Bloom “tudo é criado a partir do grande armário coletivo (na Literatura)". Saramago escreveu uma história que milhares contam todos os dias em púlpitos, uma história que milhares de escritores contaram, mas... Ele Criou algo inédito, belíssimo, original, novo, sobre a mais “sólida” história ocidental. Isso me impulsiona. Sou humilde o suficiente para reconhecer que meu trabalho poderá ficar muito aquém de Saramago, mas forte o suficiente para dizer que sou capaz de escrever uma história fantasiosa que arderá de prazer o coração de muitos que se proponham a sorvê-la e usufruí-la.
Na minha história os anjos são os principais protagonistas da ação... Então, serei obrigado a entender um pouco de anjos e demônios, seus contrários...
Comecei por dois escritores, um forte e um medíocre (palavra aqui não de todo negativa, sim como uma espécie de sinônimo de 'pop' -por que não por logo pop?- Por que as palavras são muito insuficientes para nossas almas, às vezes, muitas vezes), um deu incríveis dimensões de espaço e tempo aos anjos e seus campos, o outro deu verossimilhança. O primeiro é J.J.Benitez, o segundo é Geovanni Papini. Ler J. J. Benitez é gostoso, apesar de confuso... E se o chamo de medíocre é porque em literatura ela não tem um significado fechado e negativo, apenas (redundo). Tanto é que de meus escritores favoritos, um deles, ele mesmo se dizia (e efetivamente assim se assumia) medíocre, Puzo. E ler Geovanni Papini é tomar vinho chileno em momento de paz. Ele é excelente, sua escrita é voraz de atenção, é um dedo em riste.
Mas, não creio que meus anjos sejam assemelhados aos de Papini. No entanto, afirmo que Lúcifer tem sua base quase toda na lucidez papiniana.
Um trecho de minha história:
“No princípio era somente o princípio, e então, vindos do nada, testemunhamos de nosso poder de observador inédito, o aparecimento de oito deuses no princípio e no nada. A primeira estranheza ficou por conta do oito. Por que oito? Por que não um deus apenas, ou três, ou nove? Oito dá uma impressão de quadrado... de perfeição, de fechado, de nenhuma chance dada. E tão logo surgiram, as guerras se iniciaram, meus olhos especiais suportaram sempre no limite da capacidade a complexidade de gigantescas explosões multicolores e o engalfinhamento de complexos acontecimentos de guerra. Passada minha primeira impressão, ainda estupefato com a dimensão de cada um daqueles deuses, percebi que na realidade suas guerras eram uma mistura de milhões de labirintos de movimentos, todos construídos para o que simplesmente chamamos de jogos. A complexidade é tamanha que impede minha descrição, pois meus poderes de narrador são limitados. No entanto, posso dizer que eles não jogavam apenas em níveis externos. Dentro deles, até onde eu podia ver, com o tamanho -mais ou menos- do espaço do interior de nossa lua, havia milhares de pontos dos jogos de combate. Combatiam ora quatro contra quatro, um contra sete, três contra cinco e os combates alcançavam próximo dos limites da extensão que identifiquei como morada desses deuses; ali tudo em titânicas e assombrosas dimensões. Aqui começa uma tentativa de descrição sobre o espaço deles e além:...”. Claro, isso tem que melhorar muito, ainda...

Nenhum comentário: