CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

domingo, 23 de março de 2008

VOCÊ !







OBS. - 1: Aí em cima, "dedo apontanto": não tenho a mínima idéia do sujeito enevoado por detrás da mão. FOTO 1 (colorida). Mary Woolstonecraft, mãe de Mary Shelley, FOTO 2 (P/B).
OBS.-2 TALVEZ VOCÊ IDENDIFIQUE ESTE TEXTO ABAIXO, APENAS EM PARTE... NÃO LAMENTE, AS RAZÕES FORAM MEDIDAS.



A amiga que mais respeito em Letras (tirando os professores, que apenas suspeitadamente posso chamar de amigos), é de Dourados. Ela é, paradoxalmente, a pessoa que mais me feriu com críticas, e ainda fere. Tem uma escrita que parece um bisturi de adamantium, é implacável, fria, quando a questão é postura intelectiva saída do campo chamado Letras. E, por isso, fraternalmente a amo. Amo quem critica abertamente, e abertamente recebe a contra-crítica. Ela é uma das pessoas que dizem que "viajo", e das pouquíssimas das quais aceito esse termo inteligentemente. Acho que carregarei durante muito tempo isso, até porque "viajo" mesmo. Mas essas viagens tem muito de coisas que só poderão ser explicadas até depois de meu tempo. Não existe nada tão simples como parece, não mesmo. Aliás, felizmente, não existe nada tão simples. Minha condenação é essa, enfim, ser incompreendido muitas vezes já a partir da estética, mais leve dos três esteios da composição textual, falada ou escrita... Bem, continuemos...
Nada é seguro no campo teórico, Literatura pra começar. Outra coisa nada segura é a psicologia, tenho razões sólidas (perdoem-me não citá-las aqui, ao menos hoje) para assegurar isso. Mas, a poesia depende dessas duas coisas, e de certa forma estou sempre em companhia das duas, sempre, eu disse, sempre. Finalmente, agradeço ao Carlos por me criticar, como minha amiga de Dourados, abertamente. Isso nos faz crescer; nos tornarmos melhores com esse tipo de crítica. E, sinceramente, espero que ele continue criticando, e recebendo contra-críticas e críticas. Abração Charlie! Ou é Charles? Dirá "Nada disso, é Carlos!"? Bem, vou continuar dizendo: "Charles... meu bom amigo Charles..."
É pena que utilizem tanto isso de tema e contexto, sem obrigar o cérebro a pensar realmente com amplitude sobre qualquer tema que se trate. Toda a área humana, e mesmo exata, ao longo de séculos mostra arrazoados os que transcenderam o "tema". Freud apenas prosificou o que Shakespeare decretou em peças, após um roubo como nunca haverá igual, de resto, Freud não explica mais nada, está morto! Mas vive, e vive muito e sempre viverá... Mas, Shakespeare É, nem que o terceiro nisso, mas, É. E o Frankstein engana a todos através de Satã (Baudelaire), fazendo pensarem que não existe... Que não é tão importante assim o desprezo do qual a arte fez alerta tão preciso pela filha que sem saber matou a mais doce das feministas.

Um comentário:

Bípedes disse...

Salve,salve!


Parabéns pelo seu blgspot,são poucos que dedicam este espaço virtual para falar seja da vida,arte e muito menos expressar pensamentos.

Shakespeare baseou muitas de suas peças nas obras de Plutarco,Freud em Shakespeare,Nietzsche com enorme influência de Schopenhauer, e assim continua o ciclo da intelectualidade, boa ou ruim.