CAMPO DOS GUAICURUS

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segunda-feira, 24 de março de 2008

ONTEM À NOITE VOCÊ ME FEZ REI


TALVEZ VOCÊ IDENDIFIQUE ESTE TEXTO, APENAS EM PARTE... AS RAZÕES FORAM MEDIDAS.

No outro dia parece que foi um sonho... Não parece que tudo que foi falado tenha acontecido. E ao silêncio vão as orações do arrependimento e da exultação também. Dois contrários digladiam-se para requisitar o que é bom do sonho, o que é receio. A cor de tudo parece impregnado do nome... Tudo é da mesma cor... E que dizer sobre isso? Pedir que as mãos da natureza, que tudo acolhem em mudez, acolham também esse silêncio sufocante que parece ter se libertado, mas pode ter sido apenas um sonho?
Meus olhos têm parentesco com Camões. O esquerdo é meio tortinho. Preferia que parecessem com os de Saramago. Os colegas de infância me torturavam, minha avó mentia docemente, "é inveja deles, esse tortinho é teu charme". Não creio que seja charme, mas não me incomodo, me incomodaria se atrapalhasse minha visão ou se fossem como os de Sartre. Aliás não me incomodaria se soubesse escrever como Sartre. O da direita parece ver as coisas da vida, o da esquerda as coisas da morte (sentido literário)...
Putz, percebo que falar sozinho é tão bom aqui quanto no chat...
Vivi uma época mágica que a sorte ou escolhas de um estranho Deus a quem agradeço, e sei que jamais conhecerei como tantos conhecem, me protegeram de males que outros jovens sofriam.
Não me embrenhei por coisas baratas, felizmente me deleitei em todos os sonhos e realidades que as paixões juvenis passageiras podem dar. Lambi feridas no final de muitas festas, senti dores que pareciam atrozes e coisas que pareciam que iam me destruir. Felizmente, aquilo era o contrário, tudo me transformava lentamente em poeta... ainda não estou pronto, mas agradeço ao meu particular Deus, porque sei que estou no caminho... Do You Wanna Dance...
Tudo está morto para a realidade, mas a vastidão interna do meu ser estende salões enormes, onde sou o rei, sou sempre quem quero... Governo minha própria fantasia, e esse é o poder do poeta, mostrar a simplicidade ou segredos, mas guardar a si... o "Sou"... Olhe devagar enquanto ouve e verá que há mais que um plano...

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