CAMPO DOS GUAICURUS

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

PROFESSORES




Hoje, conversei com pessoas as quais vale realmente a pena conversar. Pena que tenhamos que depender da disponibilidade delas para nos dar atenção. Do contrário as ouviria por eternidades uma atrás da outra... São professores... Sabe, com defeitos, com vulnerabilidades, com problemas como todo mesmíssimo ser humano. Mas não, não são, em hipótese alguma, mesmíssimos. Suas identidades são fortes, tem muito mais ricos “traços distintivos”, como talvez diria o Prof. Contini Jr. São pessoas que dizem a verdade quando proferem “não tenho tempo”, “estou sem tempo”... No entanto, muitos deles o constroem, fazem o tempo e dão jeito de receber alunos com as mesmíssimas ou inéditas colocações; pedidos, choradeiras, justas reclamações. Sabe, se fizermos a pergunta certa a eles, receberemos a resposta que precisamos. Olho, nestes que coloco como exemplo, e peço, que eu seja como eles. Peço isso sem receio algum, é um bom professor o que quero ser, além de ótimo escritor. Os livros eternizarão minha condição de escritor e manterão vivas muitas de minhas idéias, tolas ou acertadas. Mas minha biografia de professor é que vai ecoar no mistério que nenhuma religião, das milhares existentes contestou, o tácito “a vida é uma só”. Não, não... O Espiritismo não fala em repetição de vidas, fala em evolução absoluta e de vidas distintas umas das outras... Sou consciente de que a maior dificuldade em meus projetos será chegar à tempera ideal que me dê a identidade de “um bom professor” (a palavra ótimo me enche de desconfianças) . Ser um bom professor equivale a ser herói , nesses dias em que os valores materiais são o pódio constante das atenções humanas. Nestes dias em que esquecemos que o mais importante da vida é viver, um professor pode fazer a diferença quando dá atenção especial a alguém. Hoje eu recebi atenção especial de dois professores sem tempo, e isso me fez se sentir mais crente em tudo que me resta.

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