CAMPO DOS GUAICURUS

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

OS CARAS




“OS CARAS”, podem ser tanta coisa. Os caras são fodas, os caras são filhos da puta, os caras podem ser “os carinhas” “veja só a ‘lage’ (face) dos carinhas, que caras de pau”. Os caras, podem ser os bambambam (putz, essa palavra ficou tão detestável depois daquele canastrão). Então, entender o significado de “os caras” fica por tua conta.
Os caras dizem que a imaginação constrói tudo. Então é por isso que olho Paris e não construo nada. A cidade me recusa... Mas, insisto... Sartre, Maurice Blanchot, Flaubert, Sade, LAUTREAMONT, e o perfumista, nascendo morto no meio da podridão dos peixes, compondo o cinismo do mundo, construindo o perfume a partir de buceta virgem, ruiva, rosada, e objeto da origem do desejo... Grenouille sendo comido pelos mendigos, pelas suas bocas famintas de aplacar a ira pelo escorraçar de suas míseras existências... Os Caras, os Caras... Olho a torre sem a qual não se reconhece Paris em pôsteres noturnos, não sendo parisiense... Os caras a fizeram... Uns carinhas tomam tereré... uns são legais outros bobos, gosto de todos se não sou obrigado a concordar com os gostos musicais, principalmente... Entre os inteligentes estão os ecléticos, os tolerantes, os não viciados, os justos, os mansos... Os caras tem pressa para o trabalho, tenho que voltar, mas volto aqui, só vim dar um beijo...

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