CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

sábado, 26 de janeiro de 2008

UMA VITÓRIA DE MENINO (NO MELHOR CONCEITO DESTA PALAVRA, POÉTICA DE HENRIQUE MOLINA).



Hoje Massa ganhou. Felipe não conseguiu senão nos frustrar nos primeiros prêmios dos quais participou. Nós, com essa nossa maneira de julgar sempre querendo os resultados da perfeição. Assim é que digo que nos frustrou, pois, não se pode efetivamente classificar como frustração, performances que trouxeram dos primeiros prêmios uma corrida de recuperação e, se não fossem falhas mecânicas teria feito o topo do pódio antes, quem sabe. Mas em relação à Letras, o que me chamou mais a atenção foi o momento da "musiquinha do Senna", ou alguém dos tempos dele chama diferente essa música? A Globo, indecisa no início do evento "Morte de Senna" resolveu "preservar" o hininho. Mas, finalmente, concluíram -não se pode arriscar com certo nível de segurança um palpite amplo sobre isso, que é apenas uma inferência de minha parte- que a música deveria ser atrelada à vitória, para, quem sabe, enriquecer o espetáculo que lhes traz justos lucros. Mas o problema do fato final, é que, naquilo que Genésio explicou, ficamos com um sentido atrelado a pequena harmonia musical. E ao ouvir a música, creio que seja muito difícil para quem viveu a geração Senna, desvinculá-la dele e "sentir" a música como um simples hino de vitória. Mas, finalmente, foi gostoso ver, sentir a vitória desse piloto com jeito de menino. Que a alegria vença a desconfiança, que o presente seja imperturbável, não se acanhe com o fato de que pode ter sido apenas uma abertura de uma direção enganosa chamada esperança. Afinal, o esporte, mesmo sobrevivendo do melhor do humano, das glórias, é decisivamente efêmero... Tchan tchan tchan... tchan tchan tchan...

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