CAMPO DOS GUAICURUS

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A LOUCURA ETERNA E VIVA DE ERASMO


ESSE SUJEITO AÍ EM CIMA É UM DOS QUE MAIS ADMIRO. SE CONSIDERADO QUE CERTOS MORTOS SÓ TEM A MORTE NO PLANO ENCONTRADO PELA NATUREZA, PARA ALIVIAR A CARNE DOS PESADOS TRIBUTOS DA VIDA (vi isso em "O Evangelho, de Saramago). ISSO ESTÁ EM ENTREGÁ-LA A VERMES, A DE BRÁS CUBAS ATÉ HONROU ESSA SAÍDA (Machado de Assis), OFERECENDO AO PRIMEIRO VERME QUE A CARNE LHE DEVORASSE, UMA GENIAL 'BIOGRAFIA'. CONSIDERANDO QUE TALVEZ NÃO SEJA APENAS UM CÉREBRO PARA CADA DEDO, CONFORME DIZ SARAMAGO, QUE EXISTA, E SIM UM PARA CADA GENE EM NÓS, QUEM SABE CADA GENE DESTE, SOFRA EM SI O PESO DE UMA ETERNIDADE, A QUE CABE MUITA DESCONFIANÇA. CONSIDERANDO TUDO ISSO, A LOUCURA É A MAIS PLAUSÍVEL CONDIÇÃO PARA A EXISTÊNCIA HUMANA.

O NOME "DELE", DO SUJEITO DA FOTO, ESTÁ NO TEXTO, ABAIXO...

Inimigo implacável da reflexão, a arte de consumo tipo descartável, que denuncia Bauman, vem tirando as chances de formarmos uma opinião coletiva forte o suficiente para mudar o que tanto criticamos. 

Quando digo criticamos, é porque para mim isso aparece nitidamente, sim, criticamos, é óbvio. Ouço as vozes que passam próximas a mim, analiso-as. Não tenho um círculo tão amplo e profundo de amizades. Aliás, por mais que me esforce, não consigo ser amigo de ninguém para valer, quando se põe como parâmetro, o conceito sócio-industrial-burguês,.. Não tenho amizade com intelectuais de grande porte, não tenho amizade com gente de posse material, amizade, eu digo. Mas vejo essa gente toda se expressar, vejo seus atos, ouço suas vozes através da escrita. 

Uns reclamam falsamente, é claro, mas a grande maioria reclama do que só pode ser resolvido com união, com acordos, com respeito, com uma análise profunda (isso mesmo, profunda, e não é exagero, do que seja a frase “Eu não tenho tempo”). 

Afirma-se que a Holanda tem uma grande parte de seu território vinda de batalhas com o mar, onde de parte deste fez terra de morada e comércio. Fico imaginando... A necessidade ou a fibra holandesa é que fez tal enorme benefício? Se fossem brasileiros, a necessidade teria conseguido no caráter brasileiro o que lá se conseguiu? 

Meu amor pelo Brasil e pelos brasileiros em parte é muito da Compaixão de que falou Jesus Cristo, da universalidade, e como não acreditar em Jesus Cristo e no que ele falou, se acredito mesmo que patos falam, do contrário não teria conseguido ler direito “Tio Patinhas”. 

Sou agnóstico teísta, no sentido de que um ateu pode ser contraditória ou paradoxalmente teísta; é assim nessas coisas; ser ateu pode ser apenas não frequentar eclesiásticos quaisquer; sou um ateu muito fajuto, tenho momentos de intensa fé, mesmo que sempre solenemente cercada de confusão e dúvidas. 

Então, amo meu povo, minha raça, minha vila, meus vileiros, amo todos que não se transformam em inimigos mortais, pois quando isso acontece, primeiro preciso resolver tal questão para voltar a amá-los. Estou olhando tudo o que escrevi, assim, tudo nu, sem revisão alguma e imaginando “nasci surrealista e não me fiz surrealista, repetindo: 'surrealista' porque quero”. 

Sou realmente amalgamático e talvez isso não tenha remédio algum. Mas tentarei ter várias linhas de pensamento e escrita, tentarei respeitar alguns gêneros básicos e vou buscar utilizar linguagens adequadas, porém, algo é certo, reinará sempre, sobre tudo, o surrealismo. Que surrealismo? Sei lá, se soubesse certinho o que seria, não seria surrealismo. 

Comecei falando em arte de consumo e é assim que devo encerrar. Não quero problemas com a Laurine, ela gosta do gênero sertanejo (arte) numa forma que só se responde pela mesma linha que amam Beethoven. A Laurine é boa pessoa, boa amiga e sou obrigado a respeitar nela seus gostos e ao menos por desconfiança, perceber que há muito mais coisas no mundo sertanejo que as simplórias letras de paixão. 

Quando atiro em arte pop tipo d ou acima, não é na questão de gosto pessoal. Acho o gostar de foro tão íntimo quanto a fé; se me dizem que um parafuso é Deus, que argumentos efetivos tenho para provar o contrário? O que critico é que às vezes nos unimos para cultuar a arte pop e entrando em letras não há como não jurar compromisso com o mundo reflexivo, talvez bastante contrário ao pop d-acima, quando não o está desconstruindo para algum intento laboral na área linguística. E, certamente, esse mundo só terá consistência e importância se entendermos que as letras vão muito além da paixão... E que a arte pop d-acima tem seu momento, como tudo tem seu momento. O que tem tido carência extrema de tempo são os momentos de suor e sangue, de efetividade dedicada a eterna tarefa impossível de intelectivar o mundo. 

Perguntar o que é a loucura no mundo e em que extensão ela existe, exige ir àquele lá de cima, e é um incursão para lá de maravilhosa, ler Erasmo de Roterdã, o louco holandês, capaz de cruzar pontes entre os mares todos e terras conquistadas do mar... O elogio da loucura... 

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