CAMPO DOS GUAICURUS

CAMPO DOS GUAICURUS

domingo, 27 de janeiro de 2008

Não tenha medo de Satã, ele está a serviço de Deus, tenha medo de ti próprio, pois és guardião de tuas próprias chaves...


Dedico esta poesia a todos que vierem me seguir em meus projetos, ou seja, uns poucos loucos e miseráveis vermes como eu. Que seja... Herdaremos tudo, ou nada! NO CHOICE! Atacar o mal é atacar a nós mesmos, nossa inércia, nossas desculpas miseráveis para não estender de fato a mão, o bolso e o coração... Atacar o mal é vencermos a nós mesmos, e as nossas desculpas, e nossa tola crença em achar que ir a um templo corrompido nos põe fora da obrigação... Dedico esta poesia pessimista sobre o Apocalipse a todos que preferem não cruzar os braços... Que em algum momento entendem que a verdade brutal da lição do sangue em sacrifício, o pão corpo, o sangue vinho, é na realidade um lenitivo, uma redenção, mas não o desvio de nós mesmos, sacrificar-se sem martírio, sacrificar-se sem egoísmo, dois pólos orientadores para o equilíbrio... A escolha é sua, mas escolher não escolher é uma covardia que será um dia cobrada pelo pior de todos os cobradores, tu mesmo!
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Eles virão... de todos os cantos, virão com suas canções, com suas angústias, inúteis panelas vazias, com seus largos e batidos calções, novos dos destroçados corações... Camisetas da última eleição... Trarão bandeiras fantasmas... mãozinhas esmagadas sob máquinas, meninas estupradas, indiferenças, humilhações, humilhações, humilhação... Muito sangue, muito sono, ódios vindos de todas as estações. “Eis o avesso do VERBO”, é a última reação. Eles reagiram, reagirão... De nada adiantará tentar se proteger, o inferno estará com todos os gatos gordos sob guardiões que lhes pisam pela eternidade, sem compleição...
Todos os estóicos de braços cruzados pelo castigo, continuarão a assistir, mas desta vez é o castigo imperial dos Céus Gerais, da implacável história que imprimem as notas harmônicas da infelicidade de não entender o que é redenção!
Eles mesmos comporão suas canções... De suas bocas azuis soprará o vento com sangue celestial, a arte inocente e maldosa... Não haverá mais o solapar, porque tudo estará destruído e sem portões... sem bobas canções...
As últimas testemunhas lúcidas, saídas do portal de suas justificáveis e injustificáveis fraquezas, diante e sob o tropel das 16 patas, sorrirão com seus sangues em chamas, e tudo será ceifado, desde o antes dos princípios, passando pelo maior engano de Platão e chegando à pior conclusão: "Penso, logo, é tarde..." eis a última das provas de que é inútil agora, qualquer oração... E minha inveja nunca foi tão triste, estou totalmente fora deles, não socorri, não lhes estendi a mão; não fui eles quando podia, agora a saliva de Lázaro está fora de questão... Estou fora, excluído como os excluí ao fingir preocupação... Aí vem o pior dos encarregados, aí vem o Cão, para sua última e redenta missão, vem Satã, obediente, como sempre foi, enganando quase todos, menos Baudelaire, que avisou: “o melhor de seus truques foi fazer com que todos pensassem que fosse “elE” mera ilusão, fantasia, ficção...”

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